Se eu pedir um abraço, me beije.
Ando precisando de surpresas.
Não se canse... das surpresas.
Das revelações. Das decepções.
Não se esqueça dos sorrisos.
Das mágoas. Dos sons.
Não desista dos momentos.
Do amor. Da vida!
Abrace e beije...
Surpreenda, surpreenda-se e supere-se.
Viva...
Guarde nos olhos a certeza de que o amor existe e está ao alcance de cada um de nós. Guarde no coração a beleza de uma manhã de sol, rasgada pelo nevoeiro típico do outono. Guarde na memória todos os momentos interessantes pelos quais já passou na vida, ainda que tenham sido raros. Faça um esforço para ser mais feliz, ainda que esteja difícil.
Não se esqueça nunca do primeiro beijo, do primeiro olhar apaixonado, da primeira vez em que se interessou de forma diferente por alguém. Considere como aprendizado até os momentos de profunda tristeza: mais cedo ou mais tarde, você pode reverter a situação e dar boas risadas de tudo isso.
Se o seu dia está começando agora, significa que você começa em vantagem. Isto quer dizer que você terá tempo de se preparar para que este dia esteja o mais próximo possível do dia ideal para você.
Sua inteligência, seu talento, seus dons e virtudes devem ser bem aplicados. Cada minuto bem vivido é um exercício verdadeiro para o seu aprimoramento. Não jogue fora um só segundo do dia que se abre à sua frente. E esteja preparado para a oportunidade quando ela aparecer.
Portanto, viva tudo o que lhe é de direito e tire todo o proveito de cada boa sensação. Cada segundo tem que valer e merece um registro especial no seu arquivo pessoal.
Já dizia o poeta Vinícius:
... a vida é pra valer E não se engane, não, tem uma só.
Mais um Natal se aproxima e mais um ano chega ao fim... É tempo de, mais uma vez, desejar ao próximo um feliz Ano Novo.
É tempo de renovar a esperança, de procurar ouvir os sons dos pássaros nos bosques, de agradecer a Deus cada um dos raios de sol que Ele envia para nos iluminar.
É tempo de acreditar no futuro e na paz, apesar de tantas imagens tristes que fomos obrigados a assistir no ano que passou... Chegou a hora de acreditar num radiante amanhã, amigo!
Chegou a época de fazer um balanço de tudo o que aconteceu, de tudo o que nos acompanhou no ano que passou...
Chegou o momento de lembrar das perspectivas que surgiram e, principalmente, das lições que pudemos aprender a partir de qualquer episódio que tenhamos presenciado.
O próximo ano será melhor, certamente! Que as dificuldades passadas nos inspirem a caminhar com mais firmeza, que os problemas nos incentivem a procurar soluções e a lutar por bons ideais, sem nunca perder a ternura!
Que o amor prevaleça sobre todas as coisas... Que as eventuais lágrimas expressem e reflitam apenas a alegria de viver e de poder brindar a cada momento de convívio, a cada momento de comunhão e solidariedade.
Feliz Natal, feliz Ano Novo!
Uma amizade verdadeira acontece de forma espontânea e genuína, sem que interesses egoístas se sobreponham a ela. Quem é um amigo de verdade, é em qualquer circunstância, esquecendo limites ou condições.
A tendência imperfeita do ser humano é a de procurar satisfazer unicamente seus desejos, mas uma amizade genuína contraria isso. Amigos que amam você sempre se preocuparão em contribuir todos os dias para sua felicidade. Como é maravilhoso tê-los em nossas vidas!
A geografia da cidade é plana – traçada a direito pelos roteiros que percorremos. Todos os rostos me sobressaltam com a tua imagem. Penso sempre que podes aparecer, de súbito, na dobra de uma rua, no trajeto para o trabalho, numa divisão da casa.
É uma espécie de ansiedade abafada, constante, que corresponde a um ponto exato do corpo – fica ali, entre o coração e o estômago a meio caminho de nada e entre tudo o que é vital. Dizem que o amor sem sofrimento não é amor. Talvez não seja só masoquismo. Talvez esta agonia toda amadureça algo dentro do peito: valoriza-se o momento porque se passou pela ausência. amacia-se a voz porque se conhece o desespero. aumenta-se a doçura porque se passou pela dor!
Foi assim que aprendemos a conhecer o fundo do coração – entre a presença e a ausência, entre a luz e as trevas, entre o amor a dor. Foi assim que resistimos a tudo e a todos mas principalmente a nós – a esta vontade de destruir a dor a qualquer preço.
Acabamos sempre rendidos por um amor maior que de tão amargo se fez doce e de tão fundo se fez permanente.
E de tão longe que estás não te digo que tenho saudades tuas.
Este disparate de ter saudades faz com que os grandes acontecimentos desapareçam, lembramo-nos dos outros acontecimentos, ínfimos, isolados, na amálgama dos dia, aquelas coisas que de tão integradas na pele são incapazes de provocar, por si, só uma alteração no rumo de uma manhã. De repente recordo-me do teu cabelo molhado nesse hábito que tens de odiares guarda-chuvas.
Afinal és todas as pequeninas coisas do quotidiano, as coisas simples – é delas que tenho saudades: tomar café contigo, rir, dizer palavras inócuas como bom dia, seres a última e a primeira imagem que vejo ao adormecer e ao acordar e então pergunto-te: não será isto maior que dizer que tenho saudades tuas?