Minha pele de estrelas e luar foi Bordada pelas mãos dos atabaques Quando delicadeza beijou o mar. Olho para trás e uma vez mais beijo As mãos dos meus antepassados, Todos abençoados pelos ritos, Pelos mitos, pela dor que o vento Espalhou na cor que trago em mim Como lembrança e prazer de lembrar Quem fui e sou. Sento no colo de meu avô e todas as vozes Da África gritam em minhas veias. Abraço minha mãe e estou nos braços das sereias. Essa sou eu e assumo a beleza de meus Cabelos negros e de minha pele que guarda Todos os mistérios dos orixás. E se sonho, estou lá, deitada no colo de minha Mãe Yemanjá. E se choro, choro pelo amanhã, mas bato o pé E chamo Iansã. E se me enfeito, sou de Oxum e sou de todos Os lugares e de lugar nenhum. E se canto, chamo por Nanã na cantiga de ninar Que me faz encantada e guardiã. Sim, sinhôzinho, essa sou, ajoelhada, marcada Pelo passado que não passou. Olha bem pra mim e ao redor. Somos Muitos, somos tantos numa voz só. Sou o povo brasileiro, sou a África e A sua continuação nesta bandeira Verde e amarela que trago no coração.
Mãe, me perdoe por todas as vezes que por falar sem pensar a magoei. Por muitas vezes ao invés de lhe dar as mãos, lhe virei as costas. Por em alguns momentos não ser aquela filha que você sempre quis.
Hoje, depois de tudo, percebo que ainda preciso mudar em algumas coisas, e que uma pessoa se fez essencial na minha vida: você!
Obrigado por todos momentos dedicados a mim, pelas palavras, pelos conselhos, pelo amor, pela honestidade, pelo afeto, pela amizade. Saiba que nunca deixarei de amar você.
Torço muito pela nossa família. Torço muito por você, que durante toda a sua vida se mostrou uma pessoa capaz de conseguir tudo o que quer. Você é um exemplo a seguir.
Hoje, depois dos momentos que passamos juntas, olho para trás e vejo que tenho uma pessoa em quem posso me apoiar sempre que precisar de amor e compreensão.
Muito mais do que mãe você é minha amiga, meu escudo contra todas as coisas ruins, que me poupa de todo mal. Só uma palavra pode exprimir exatamente o quanto estou grato. Obrigado! Te amo muito!
Que a felicidade hoje o visite pela manhã, peça para ficar no seu coração o dia inteiro e, quem sabe, demonstre vontade de continuar como hóspede por mais algum tempo. Tudo pode acontecer, se você mantiver uma atitude positiva.
Abra as portas da sua vida e acredite que ela pode chegar a qualquer momento. Desejo-lhe um dia muito abençoado!
Meu corpo descansa tranquilo, Sentindo o calor do corpo e a força do abraço Daquele que me acolhe, Aconchegante em seu coração E na sua alma clara, repleta de desejos nas quais eu sou sua...
Completa e eterna Princesa do seu amor...
Você me segurou nos braços, quando quebrei minhas asas, E caí do mais escuro céu, Pro paraíso da tua proteção Que as vidas guardavam cheias de bondade
Para minha alma pequena, criança do meu ser Cuidada pelo tempo, agora Radiante de luz e alegria Mantida no encontro desse abraço Que de olhos fechados, Calo em meu coração O saber que vivo e desfruto, Da Fonte do Mais Puro Amor!
Em um deserto distante, vivia uma solitária flor. Tão bela, delicada e com um perfume tão bom que a própria areia desviava-se com a ajuda do vento para não molestá-la.
Afinal, era a única flor do deserto... Ela dava à paisagem árida um toque de vida e luz. - Por que nasci assim? – pensava ela – tão longe de minhas irmãs e primas?
Olhava ao redor e só via areia clara e o céu azul. Os grãos de areia adoravam visitá-la. Ela, tão linda e colorida, alegrava e dava vida àquele deserto.
Alguns grãos de areia viajavam dias e dias para conhecê-la. Comentavam entre si como era mais bela a paisagem graças à presença daquela flor. Mas a flor, por não entender sua missão, sentia-se muito só. Se existia um motivo para a sua vida, qual seria ele?
Os grãozinhos de areia tentavam se comunicar com ela, mas por pertencerem a dimensões, ou reinos diferentes (vegetal e mineral), eles não conseguiam transmitir à flor o quão importante e necessária era a sua presença ao deserto.
Em cada amanhecer, a flor olhava ao redor em busca de algum sinal de vida. Deprimida, ela, então, definhou e morreu. Os grãos de areia, que nada puderam fazer, entristeceram-se. Já não queriam mais passear e até o vento, naqueles dias, desistiu de soprar... Perguntavam eles:
- Será que a flor que procurava vida ao seu redor não percebeu que ela era a própria vida?
Ela era a alegria e o colorido da paisagem! Por que insistiu em procurar fora aquilo que estava dentro dela?