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Algum tempo já passou desde que você partiu. Nos primeiros tempos sem você, a dor era tão aguda que era difícil pensar em outra coisa, mas era triste lembrar de você com dor, com a dor do luto.

Hoje, penso todos os dias em você, mas aquela dor virou saudade, a dor já não é aguda, mas continua latente. Eu espero pelo dia que a sua lembrança virá acompanhada apenas de um sopro morno de saudade e do amor que se mantém vivo em meu peito.

Você é e sempre será parte de mim, você estará sempre dentro do meu coração. Quando penso em você, tento afastar a dor com o seu sorriso que me vem à mente, porque quero lembrar de você feliz, e quero que a sua lembrança me traga também a felicidade dos tempos que eu tinha você ao meu lado.

Espero que você esteja bem voando entre as estrelas!

"O pecado da luxúria é ser dominado pelo desejo desmedido de sensualidade e exuberância dos sentidos. É o melhor lugar nesse estudo para entendermos o que Santo Agostinho nos diz: "O pecado é o excesso do bom."
De difícil compreensão, a luxúria, que é a orgia dos sentidos, é facilmente confundida com a primária gula sexual. A civilização romana e, infelizmente a civilização atual, têm inúmeros exemplos da voraz gula sexual e de seus rodízios carnais.
O pecado da luxúria está relacionado com o 5° Chakra (chakra da garganta, localiza-se no plexo laríngeo ou cervical). Corresponde à glândula tireoide responsável pela expressão, emitindo os impulsos de comunicação, expressão pessoal nos níveis lógicos, sensoriais e de criação artística, o centro da expressão criativa. 0 5° Chakra seleciona e purifica os impulsos originados na região lateral do quadril - centro da criação; ativa e filtra os movimentos de crescimento físico e emocional, conecta os centros básicos aos centros mais sutis e ativa as sensações de vibrações e abundância.
A sofisticada luxúria deseja a qualidade, a expressão criativa, a liberdade e a sexualidade obtidas por meio do esplendor dos sentidos. É necessário evocar na memória a civilização Grega e sua decadência para captar o sentido da luxúria e sua embriaguez do corpo, da alma e das sensações.
Como ensina a cozinha francesa, clássico exemplo de luxúria do paladar, é preciso se entregar às nuanças criativas, às sutilezas da qualidades para atingir as altas voltagens do prazer com todos os seus sentidos, instalando-se então o deleite e o prazer oferecido pela volúpia.
O desejo intemperante de volúpia torna a liberdade libertinagem e a sensualidade impõe o desfrutar ilimitado. Sem a virtude da temperança, que pertence à arte do sentir, a sensualidade é prisioneira fácil da paixão, torna-se escrava de seus vícios. O pecado da luxúria, então corre o risco de com suas exigências desmedidas se ver rebaixado à condição de gula empanturrada ou de buscar os efeitos dos narcóticos e drogas que só a sua irmã indolência conhece. "

Se um dia eu dormisse
Pra nunca mais acordar
Dormiria em seus braços
Com tuas mãos a me afagar
E com você, com certeza.

Eu iria sonhar
Assim como em seus sonhos
Eu sonho em estar
E numa praia deserta
Iríamos nos encontrar
Mãos dadas, juntinhas.

Por do sol a admirar
E quando a lua chegasse
Com a noite a esfriar
Pra aquecer o teu corpo
Eu iria te abraçar
E rosto no rosto
Olhar no teu olhar
Nossos lábios molhados
Ah, eu ia te beijar.

E nesse beijo ardente
O tempo ia parar
Porque o paraíso, meu amor.

É viver a te beijar!

Tomara que hoje seja assim:
Que o dia amanheça bonito. Nem quente, nem frio.
Que a condução venha logo e, quando vier, que sobre um lugar pra você sentar.
Tomara que, dessa vez, o mês caiba no seu salário.
Tomara que o telefone toque com uma notícia feliz.
Tomara que a prova seja fácil.
Que o trânsito esteja livre.
Que o prato do dia seja o seu predileto.
Tomara que você reveja o seu melhor amigo.
Tomara que aquela música linda de doer toque dentro do elevador.
Tomara que alguém lembre de lhe dar os parabéns... E que, assim, do nada, lhe tirem para dançar.
Tomara que você ganhe um beijo.
Que ganhe um elogio. E que seja sorteado.
Tomara que o sapato não aperte. E que aquela velha calça lhe sirva outra vez.
Tomara que você tenha um acesso de riso, por causa de uma piada.
Tomara que os seus sonhos continuem grandes... E que sejam muitos.
Mas que você tenha, todos os dias, um pouquinho de cada coisa.

Que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surda e não me ouve!
A sedução me escraviza à você...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mais presa ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo maior nos separa...
Você não tem um nome, eu tenho...
Você é um rosto na multidão, e eu sou o centro das atenções,
Mas a mentira da aparência do que eu sou, é a mentira da aparência do que você é.
Por que eu, eu não sou o meu nome, e você não é ninguém...
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ela busca a chegar ao limite possível da aproximação.
Através da aceitação, da distância, e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa...
Eu quero que você me veja nua, eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada, te denuncia, e te espelha...
Eu me relato, tu me delatas...
Eu nos acuso, e confesso por nós.
Assim, me livro das palavras,
Com as quais você me veste.