Durante uma era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a unir-se e a ajuntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro e todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo, aquele inverno tenebroso.
Porém vida ingrata! os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam calor, aquele calor vital, questão de vida ou de morte. E afastaram-se feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se por não suportar por mais tempo os espinhos dos seus semelhantes.
Mas esta não foi a melhor solução. Afastados e separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a aproximar-se pouco a pouco, com jeito, com preocupação. De tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviverem sem mágoas, sem causar danos recíprocos. Assim resistiram à longa era glacial. E sobreviveram!
É preciso aprender a conviver. Isto é urgente!
A vida é a melhor escola! Aqueles porcos-espinhos aprenderam depressa, que, para sobreviverem, era preciso aprender a conviver.
Esta é a moral da história: Viver juntos não basta, é necessário aprender a conviver com o outro!
Sempre que os raios de luz invadem as janelas da casa e eu desperto para uma nova manhã, você surge no meu pensamento e eu percebo como sou feliz.
Ter alguém assim tão especial na minha vida é uma dádiva reconfortante. Agradeço muito sua presença, seu carinho e por todos os momentos que temos vivido juntos. Bom dia, meu amor!
A vida tem sido tão bondosa comigo. Ela me tem oferecido presentes dignos de deusa. Presentes de diva que tudo pode e que podendo tudo, tudo tem. De todas os presentes, se destaca a maior dádiva que alguma vez poderia imaginar que iria ter. Estou falando de vocês, meus filhos gêmeos que tanto amo.
Coisas dessas só acontecem a pessoas com muita sorte e com a graça do Senhor. É que um filho eu sempre quis, agora dois meninos ao mesmo tempo é felicidade a duplicar. Sinto que sou abençoada. Vocês são absolutamente maravilhosos. É por vocês que me levanto todas as manhãs com a esperança no coração. Todos os dias, são dias de celebração para mim, até porque de outra forma eu estaria sendo ingrata. Vocês me dão tanto, o mínimo que posso fazer é retribuir a vocês e ao mundo o amor que recebo de vossos rostos, de vossas palavras, de vossos beijos e abraços.
Vocês são o melhor que a vida me ofereceu.
Obrigado, meus filhos!
O ego tenta convencer-se de que vivemos em um mundo onde a causa de tudo o que acontece está localizada fora de nós. Nossas experiências, portanto, seriam apenas efeitos. Nossa vida nada mais seria do que uma série de respostas a acontecimentos exteriores, como se não tivéssemos nenhum poder de escolha.
Para nos persuadirmos de que a vida é realmente assim, precisaríamos apagar todas as evidências de que o mundo que vemos é determinado pelo nosso próprio sistema de crença e pelos pensamentos em nossa mente.
Esse modo de pensar só poderá subsistir enquanto nos mantivermos apegados à ideia de que nada temos que ver com o fato de criar o mundo que vivenciamos. Insistimos na crença de que somos apenas um corpo, destinado a estar na Terra durante um breve período de tempo e depois morrer. insistimos na crença de que a morte é o fim da vida.
Quando vivemos de acordo com esse sistema de crenças baseado no medo, é frequente nos sentirmos vítimas e buscarmos constantemente alguém a quem identificar como sendo o nosso inimigo.
Esse sistema de crença parece estar nos dizendo que sempre haverá guerras, que o passado sempre irá predizer o futuro, que não podemos confiar no amor e que os outros, e até mesmo nós, fizemos coisas imperdoáveis.
Esse sistema de crenças pretende fazer com que nos agarremos à ideia de que culpa e punição são coisas valiosas o que não é verdade.
É da maior importância respeitar o poder dos nossos pensamentos. Afinal de contas, são eles que criam o nosso comportamento e que determinam a nossa maneira de ver o mundo e reagir a ele.
De acordo com o sistema mental baseado no medo, não há problema se tivermos pensamentos agressivos, uma vez que só as ações agressivas causam dano às outras pessoas.
Uma outra maneira de olhar o mundo é acreditar que os nossos pensamentos podem ser tão prejudiciais quanto as nossas ações.
O mundo que vemos começa a mudar quando abandonamos todos os nossos pensamentos agressivos e os substituímos por pensamentos amorosos.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consegue, sinta-se grato pelas mudanças que já realizou.