À minha volta o mundo parece estar morrendo. As plantas murcham, as nuvens não desaparecem nunca, e toda a natureza parece soltar um terrível lamento ao mesmo tempo.
Mas o que penso enxergar e ouvir não é real, e é apenas fruto do meu olhar distorcido e dolorido de saudades suas, meu namorado!
Temo não conseguir suportar mais essa saudade, esta necessidade de ver você, de tocar e sentir você perto de mim... Temo ser eu quem lentamente morre de saudades!
Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio.
Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio - maior maldade mundial.
Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matungo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior.
Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho.
Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice.
Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.
Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, marafonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas.
Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.
Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.
Ano Novo, vida nova.
Tempo de avaliar o que passou, para repetir os acertos e corrigir as falhas, para perdoar e esquecer as mágoas.
É hora de recomeçar.
Tantas coisas aconteceram e, no meio da pressa, parece que nunca temos tempo para realizar nossos sonhos e projetos.
Mais um ano se passou.
Foi tudo tão rápido.
Você olha para trás e vê sucessos e decepções, tristezas e alegrias, fantasias e realidades.
O peso do ano velho ainda está em seus ombros, em sua vida, em seu coração.
É tempo de parar.
Decrete alguns dias de paz.
Dê férias ao coração.
Aceite meia hora de silêncio.
Contemple uma flor.
Deixe que sua voz interior grite.
Nosso complexo de onipotência cria a ilusão de que podemos funcionar sempre, sem descanso. O resultado é trágico: estresse, o mal do século.
Pare um minuto.
Reze.
Olhe para o Universo e veja o que existe de bom.
Exercite-se na arte de ser feliz.
Confraternize com todas as pessoas de todo o mundo.
Você é uma manifestação divina, meu amor, a prova de que toda a beleza do mundo pode ser reunida em um ser. Você é incrivelmente linda e eu tenho a felicidade de a poder contemplar.
Seu sorriso tem um brilho que ilumina qualquer escuridão e seu olhar a profundidade dos grandes rios. Encontrei o tesouro que qualquer um gostaria de ter. Quero fazer você feliz e lhe dar todo o carinho que merece.
Certa vez, um soldado disse ao seu tenente:
- Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor. Solicito permissão para ir buscá-lo.
- Permissão negada, replicou o oficial. Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo.
O oficial estava furioso:
- Já tinha dito que ele estava morto! Agora eu perdi dois homens! Diga-me, valeu a pena trazer um cadáver?
E o soldado, moribundo, respondeu:
- Claro que sim, senhor! Quando o encontrei ele ainda estava vivo e pôde me dizer: "Tinha certeza que você viria!"
"AMIGO É AQUELE QUE CHEGA QUANDO TODO MUNDO JÁ SE FOI."