Querida, desculpe-me!
Ando muito nervoso e a culpa não é sua, eu sei... No entanto, às vezes as dificuldades fazem com que descarreguemos a frustração e a ira justamente sobre as pessoas que menos merecem esta carga.
Mais uma vez, desculpe-me... Sei que você sempre está ao meu lado, sei que quando me apresento calado ou preocupado você fica preocupada também. Sei que você faz o máximo para que eu me sinta melhor e saia deste baixo astral, mas nem sempre eu consigo relaxar sabendo que a cotação do dólar não para de bater recordes, que a taxa de desemprego sobe a cada dia, que qualquer crise externa e distante pode afetar a nossa vida e, principalmente, que as nossas contas bancárias estão negativas.
Assim, querida, vou lhe fazer uma promessa: a partir de hoje vou controlar os meus impulsos nervosos, vou procurar tratá-la com a mesma atenção e carinho dos primeiros tempos. vou evitar que os efeitos do mundo exterior afetem a beleza do amor imenso que eu nutro e sempre irei nutrir por você.
Perdão mais uma vez.
Abrace todas as oportunidades.
Sorria sempre que tiver vontade.
Fale "eu te amo" quando quiser.
Procure soluções para seus problemas.
Seja verdadeiro na maior parte do tempo
Enfrente seus medos com naturalidade.
e procure ouvir, muito mais do que falar...
Ângela Lara
Um jovem e bem sucedido executivo dirigia por sua vizinhança, correndo demais em seu novo Jaguar. Um carro de quase 500 mil reais. Observando crianças se lançando entre os carros estacionados, diminuiu um pouco a velocidade, quando achou ter visto algo.
Enquanto passava, nenhuma criança apareceu. De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do Jaguar. Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo. Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um veiculo estacionado e gritou:
— Por que você fez isso... Que besteira você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro, aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro seu moleque... Por que você fez isto?
— Por favor senhor me desculpe, eu não sabia mais o que fazer! Implorou o pequeno menino. Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local.
Lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados. — É o meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e eu não consigo levantá-lo. Soluçando, o menino perguntou ao executivo: — O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim.
Chocado, o jovem motorista dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas. Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem.
— Obrigado e que meu Deus possa abençoá-lo. A grata criança disse a ele.
O homem então viu o menino se distanciar... Empurrando o irmão em direção a sua casa. Foi um longo caminho de volta para o seu carrão um longo e lento caminho de volta.
Ele nunca consertou a porta amassada. Deixou amassada para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atenção.
Às vezes, somos assim andamos rápido e não percebemos que Deus sussurra em nossas almas e fala aos nossos corações. Algumas vezes quando nos não temos tempo de ouvir, Ele tem que jogar um tijolo em nós.
Ciente disso agora, a sua escolha: ouvir o sussurro ou esperar pelo tijolo?
Se somos gratos pelas coisas boas que nos acontecem na vida e ficam guardadas em nossas memórias, devemos ser mais gratos ainda por tudo aquilo que permanece do nosso lado e continua fazendo parte do nosso dia a dia.
Você foi uma bênção que surgiu no meu caminho. Mas, melhor do que isso, você se tornou a minha melhor amiga, está sempre presente em todos os momentos e eu sinto que a nossa amizade nunca irá terminar. Obrigada por tudo isso!
Oh! Que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias Do despontar da existência!
Respira a alma inocência Como perfumes a flor. O mar é lago sereno, O céu um manto azulado, O mundo um sonho dourado, A vida um hino de amor Que aurora, que sol, que vida, Que noites de melodia
Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado destrelas, A terra de aromas cheia As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas, Eu ia bem satisfeito, Da camisa aberta o peito, Pés descalços, braços nus Correndo pelas campinas A roda das cachoeiras, Atrás das asas ligeiras Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos Ia colher as pitangas, Trepava a tirar as mangas, Brincava à beira do mar. Rezava às Ave-Marias, Achava o céu sempre lindo. Adormecia sorrindo E despertava a cantar!
Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras A sombra das bananeiras Debaixo dos laranjais!