Boa noite!
Você tem sido ar fresco em minha vida. Temos sido bons amigos, temos construído algo muito forte, algo que ultrapassa qualquer cumplicidade. Você é uma amiga muito especial para mim, sabe?
Sinto que meu coração fica acelerado quando nosso olhar se cruza, e aí acabo ficando com vontade de conhecer você de uma outra forma. Coisas do coração! Boa noite. Mil beijos!
Quando sonhava me apaixonar
Sonhava que com esse alguém
Ia poder rir ou chorar
Que estaria à vontade para brincar
Ou dizer coisa séria
Que nos olhos dessa pessoa eu
Enxergaria minha beleza
Que me orgulharia do seu jeito de ser
Que nos respeitaríamos mutuamente
Que nos escutaríamos com atenção
Que tudo faríamos para passar
Um segundo que fosse juntos, e
Que seríamos a prioridade um do outro.
Quando eu sonhava em me apaixonar
Eu sonhava com você e não sabia,
Pois com você tudo isso acontece.
Sorrio só de pensar em você
E por você me esforço para ser
Uma pessoa melhor.
Um segundo longe de você e
Meu mundo desaba, pois só sou
Feliz com você do meu lado, pois só
Sou feliz porque amo você!
Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O pássaro insistiu para que o voo entrasse. O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também. A toupeira achou que cavar buracos era fundamental. O coelho queria de qualquer jeito a corrida. E assim foi... Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas. O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: – Voa, coelho! Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas. Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, nem cavar buracos. Moral da história: Todos nós somos diferentes. Cada um tem uma coisa de bom. Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco. Desta forma, acabaremos fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram em sua essência.
A vida é uma escola sem professor. É uma selva de erros e falsas perfeições. Eu cai no erro acreditar em minha perfeição. Mas isso é uma utopia. Uma mentira. Eu, tal como todo o ser humano, peco. E pequei muito com você, meu amor. Assumo que falhei. Você é meu marido tão amado, não quis nunca tirar seu sorriso, contudo foi isso que fiz. Peço perdão. Peço que volte para mim.
Finalmente enxerguei que tenho um monte de imperfeições. Mas essa é a verdade das pessoas. É um erro julgar que a perfeição da gente é possuir somente virtudes. Vivi enganada demasiado tempo, mas agora me conheço como nunca. Agora sei que há coisas que não posso deitar fora. Coisas que tenho de preservar, se quiser viver bem comigo mesma. Me sinto bem mais preparada para voltar a colocar o sorriso em seu rosto. Não permita que meus erros do passado condicionem nossa união. Nosso casamento merece uma nova chance.
Prometo que você não se desiludir mais comigo. Temos um futuro promissor. Mas é necessário arregaçar as mangas e combater todos os fantasmas de outrora. Não desista de mim. De outra forma, não passarei nunca de alguém que está rebentando de amor para lhe oferecer.
Me diga que sim, que me perdoa. Me diga que sim, que nosso casamento vai começar de novo.
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola.
Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio.
Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível? Que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente?
Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência?
O ódio é também uma maneira de se estar com alguém.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam.
Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma.
A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua... Não estamos nem aí.
A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta.
Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.