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Vida que passa
Vida que me maltrata
Sozinha a pensar começo a chorar
Ao lembra que aqui você não está e nem estará
Sei que um dia eu vou lhe encontrar
Perto de mim você estará.

Você não precisa de armas para lutar, querida esposa. Todos os dias são muitos os desafios e as barreiras para superar, mas você vence todos eles com muita determinação.

É um orgulho ter uma mulher assim do meu lado, que cuida da casa de forma exemplar e ainda é carinhosa com quem faz parte da sua vida. Você é um abrigo, uma força da natureza, a pessoa que com suas qualidades conquistou meu coração.

Com uma trajetória de 30 anos de empreendedorismo marcada pela geração de riqueza, é natural que muitas vezes as pessoas queiram saber se tive insucessos. Respondo, com clareza e transparência, tive! Alguns desses negócios aconteceram e serviram, antes de mais nada, como aprendizado e uma tremenda injeção de ânimo.

Tive uma empresa de jipes que não deu certo. Se tivesse feito escolhas mais acertadas em relação à motorização, meus jipes estariam aí até hoje. Outro negócio que não foi adiante pretendia ser uma ponta da internet no mundo real, seguindo o modelo da Amazon, site americano de compras pela rede. Graças a essas experiências aprimorei minha Visão 360, modo de empreender que prevê os aspectos fundamentais a serem levados em conta na execução de um projeto. Atestei a importância de completar de fato todo o "rosário" de engenharias, sem esquecer nenhum conceito fundamental para o sucesso de um empreendimento.

Além disso, um negócio que não dá certo nos ensina a fechar a empresa da maneira correta, o que é importantíssimo para manter o crédito com bancos e financiadores.

É importante aprender na vida com experiências boas e ruins. E, principalmente, aprender para evoluir e prosperar.

Eike Batista

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isso: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar.
Vê, não vendo.
Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia sem ver.
Parece fácil, mas não é.
O que nos é familiar já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta.
Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe.
De tanto ver, você não vê.

Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo porteiro.
Dava-lhe "bom dia" e, às vezes, lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia, o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara, sua voz, como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu.
Para ser notado, o porteiro teve que morrer.
Se um dia, no seu lugar estivesse uma girafa cumprindo o rito, pode ser que ninguém desse por sua ausência.

O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem.
Mas, há sempre o que ver: gente, coisas, bichos.
E vemos? Não, não vemos. Uma criança vê o que um adulto não vê, pois tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo.

O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho, marido que nunca viu a própria mulher.

Isso exige muito. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia.
É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Ser feliz não é apenas resumir nossa vida em bons momentos. Ser feliz é também curtir a vida ao lado de pessoas que amamos e nos fazem felizes, como você.