Um menino com voz tímida e os olhos de admiração, pergunta ao pai quando este retorna do trabalho:
- Pai, quanto o Sr. ganha por hora?
O pai num gesto severo responde:
- Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe. Não amole, estou cansado!
Mas o filho insiste:
- Mas papai, por favor, diga quanto o Sr. ganha por hora.
A reação do pai foi menos severa e respondeu:
- Três reais por hora.
- Então papai, o Sr. poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade respondeu:
- Então era essa a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, menino aproveitador!
Já era noite quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez quem sabe o filho precisasse comprar algo.
Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do filho e em voz baixa, perguntou:
- Filho, você está dormindo?
- Não papai - respondeu sonolento o menino.
- Olha, aqui está o dinheiro que você me pediu. Um real.
- Muito obrigado papai! - Disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama.
- Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora do seu tempo?
Eu só queria estar aí pra cuidar de você. Uma das piores coisas em namorar à distância, é que a gente sente vontade de proteger e não pode. Em meio a tantas coisas do nosso cotidiano, e sabendo do seu espírito revolucionário, o meu coração fica do tamanho de uma formiga, só de imaginar você aí, enfrentando isso sozinha. Eu não queria te dizer "não vá" porque sei que não é justo, queria segurar a sua mão e dizer "eu vou com você".
Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.
As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: "Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?". Os abutres bradaram: "Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez!". Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram muito a declarar: "Maluca! Está querendo se heroína!". Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: "Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem".
Augusto Cury
Ah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir
Tenho muito pra contar
Dizer que aprendi
Que na vida a gente tem que entender
Que um nasce pra sofrer
Enquanto o outro ri
Mas quem sofre sempre tem que procurar
Pelo menos vir a achar
Razão para viver
E na vida algum motivo pra sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar.
Você é o pai com que sempre sonhei! Sou imensamente feliz por ter seu apoio, por contar com seu abraço prolongado, por ter seu beijo de boa noite. Não imaginaria minha vida de outro jeito, meu pai!
Só espero que você se orgulhe de mim e que jamais deixaremos de cuidar um do outro. Sou feliz porque você existe na minha vida! Agradeço por tudo, papai!