O aprendiz buscou o orientador e clamou, agoniado:
- Amigo querido, por que a contradição em que me vejo? Vivia tranquilo, quando adquiria fé.
Depois de instalar a fé no coração, o sofrimento apareceu em minha vida...
Se acumulei tanta confiança na Divina Providência, qual a razão pela qual tantas tribulações me acompanham?
Momentos surgem, nos quais me sinto em doloroso desespero.
Por que tamanho contra-senso?
O interpelado, entretanto, respondeu sem hesitar:
- Filho, não te revoltes. A Lei do Senhor é justiça e misericórdia.
O Pai Todo-Sábio não podia livrar-te da provação, mas não podes negar que a Infinita Bondade te amparou com o apoio oportuno, a fim de que atravesses as tempestades de hoje com o agasalho preciso...
23 de dezembro, ante-véspera do natal.
Mas... e quando não for natal?
Será que algum vento desavisado ainda trará canções alegres, dessas que faz gente grande "meninas" e rir à toa?
Será que as crianças abandonadas serão lembradas por alguma alma que esqueceu que o natal passou, mas não passou a solidariedade?
Será que os velhos nos asilos ainda manterão as esperanças das visitas que não vieram, dos abraços que não receberam, dos risos que não riram?
E quando não for natal...
Será que as pessoas continuarão abertas para o perdão, generosas nos julgamentos e aliadas em campanhas de solidariedades?
Será que as casas serão iluminadas pelas luzes invisíveis do amor e as crianças manterão suas crenças no bom velhinho?
E quando não for natal...
Será que a estrela de Belém apagará o seu brilho e a humanidade não mais encontrará o caminho que leva a Jesus?
Será que a árvore e os enfeites natalinos voltarão ao maleiro e deixarão de viver por mais onze meses?
Então, quando não for natal...
Que a criança renasça todos os dias em todos os corações, e que seja livre para alcançar estrelas num salto...
Que o Deus menino continue a sorrir na lapinha dos nossos corações e a amizade seja elos de uma corrente que sentimento algum a faça romper...
Que a magia do natal seja eterna, para fazer de cada dia, um dia tão especial que nossos espíritos se encontrem, no amor, na vida e muito mais...
Feliz natal!
Se você encontrar uma porta à sua frente, poderá abri-la ou não. Se você abrir a porta, poderá ou não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo. Se você venceu, você deu um grande passo: nesta sala vive-se.
Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre. O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta.
Os erros podem ser transformados em acertos, quando, com eles, se aprende. A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos, e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida também pode ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela sua frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia cromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida. Para a vida, as portas não são obstáculos... São apenas diferentes passagens.
Para que o dia de hoje valha realmente a pena, você terá que se esforçar em sentir verdadeira alegria. Por isso, comece esta manhã com boa disposição, mostre seu melhor sorriso para todas as pessoas e pense nas coisas positivas que terá pela frente.
O tempo gasto na busca da felicidade nunca será um desperdício. Desejo um ótimo dia para você!
Minha mãe, queria eu que existissem mais e melhores palavras para que pudesse com maior justiça lhe agradecer e prestar a devida homenagem. Mãe, você não me trouxe ao mundo, mas a você eu devo tudo, e julgo que até a própria vida. Pois se não tivesse sido resgatado pelo seu coração de tamanho e generosidade infinitas, talvez eu não estivesse aqui, e se estivesse noutro lugar, certamente não seria tão feliz.
Minha mãe, diariamente você faz com que eu esqueça que é minha mãe adotiva, e esse é o seu maior ato de amor. Obrigado! Eu te amo!