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Irmã... Podemos ficar dias sem nos falarmos, podemos brigar, podemos não concordar uma com a outra, podemos nos afastar por alguns dias, enfim, entre nós pode acontecer de tudo, mas eu tenho certeza que entre as duas existe um amor verdadeiro.

Quero lhe pedir desculpas pelos momentos que deixei você triste, pelos momentos que fiz você chorar, pelos momentos que falei palavras duras, pelos momentos que não ajudei você, e por todos os momentos em que de alguma forma eu deixei você mal, mas tenha toda certeza de que o fiz tentando acertar.

Quero você cada dia melhor, pois eu sei que além disso tudo, nós nos amamos. Te amo muito, e estou aqui para o que for preciso!

Devemos ter gosto pela vida, o que significa apreciar toda a sua exuberância e saber que existe uma única vida sob incontáveis formas.
Conhecer essa vida significa saber que o poder está no momento presente, que eu sou ela, que você é ela, que tudo isto é ela e ela é tudo o que existe.
Um poeta indiano, Rabindranath Tagore, disse: o mesmo rio da vida que corre pelo mundo corre constantemente pelas minhas veias e baila ao som de sua própria música...
É a mesma vida que grita de alegria, perfurando a terra com incontáveis lâminas de relva, e explode em agitadas ondas de flores. Ele chamou a isso o palpitar das eras dançando em meu sangue neste exato momento.
Ter gosto pela vida é entrar em contato com essa dança. É enfrentar o que vem pela frente com despreocupação e liberdade. O desconhecido é o campo de todas as possibilidades que existe em cada instante.
Nele encontramos liberdade, vamos além dos condicionamentos do passado e muito além da prisão do espaço e do tempo.
Como disse Don Juan a Carlos Castañeda: Não importa qual seja nosso destino específico, desde que o enfrentemos com o máximo de abandono. Isso é desprendimento. Isso é alegria. Isso é liberdade, gosto pela vida.

Não quero que você me largue. Não quero te largar. Não quero ter motivos pra ir embora, pra te deixar falando sozinho, pra bater o telefone na sua cara. Eu fiz isso com todos os outros. É, só que dessa vez eu queria muito que fosse diferente. Dessa vez, com você, eu quero que dê certo.

Caramba, como és impaciente! Eu sei que nós marcamos às 21h00, mas acontece que eu me atrasei porque fui levar a minha mãe na casa da minha tia e depois não conseguia mais sair de lá. Depois tive que levá-la de volta e acabei por chegar tarde ao bar.
Cheguei às 00h30 e a fulana lá do bar me disse que tinhas acabado de sair. Da próxima vez, vê se esperas, não é? Tu sabes que eu não costumo fazer isto e adoro beber um copo contigo. Se eu disse que ia é porque eu ia mesmo. Cheguei até a passar pelo teu prédio, mas tu já devias estar noutro sítio, já que toquei e ninguém atendeu.
De qualquer forma, desculpa. Eu sei que ficaste três horas à minha espera. Telefona-me para marcarmos outra data, mas vê se não ligas muito cedo porque ontem à noite eu exagerei um bocado.

Havia em uma aldeia uma senhora chamada de "mulher chorona" pois todos os dias, chovendo ou fazendo sol, ela sempre estava chorando.
Ela vendia bolinhos na rua, e um monge sempre passava por ela quando ia ao templo para os ritos.
Um dia, curioso, ele lhe perguntou: - Sempre que passo, seja em belos dias ensolarados, seja em suaves dias chuvosos, vejo a senhora chorando. Por que isso acontece?
- Tenho dois filhos,- ela respondeu – Um faz delicadas sandálias, o outro guarda-chuvas. Quando faz sol, penso que ninguém comprará os guarda-chuvas de meu filho, e ele e sua família vão passar necessidades. Quando chove, penso no meu filho que faz sandálias, e que ninguém vai comprá-las. Então ele também vai ter dificuldade para sustentar sua família.
O monge sorriu e disse: - Mas... a senhora deveria ver as coisas da forma correta. Veja: quando o sol brilha, seu filho que faz sandálias venderá muito, e isso é muito bom! Quando chove, seu filho que faz guarda-chuvas venderá muito, e isso é também muito bom! A velha olhou-o com alegria e exclamou:
Tem razão!
Desde então a velha passou todos os dias, chovendo ou fazendo sol, sorrindo feliz.