Meu querido filho, quando segurei você em meus braços pela primeira vez, senti de imediato que aquele seria o momento mais emocionante de minha vida. Meu coração vibrou de tanta alegria, que não cabia tanta emoção em mim. Dali em diante, eu seria uma nova pessoa que viveria para cuidar de alguém.
Agora que soube que você terá o privilégio de ser pai pela primeira vez, sinto uma felicidade indescritível. É um grande orgulho pensar que terá essa maravilhosa responsabilidade e sentirá a mesma linda sensação que eu tive, ao olhar para você assim que nasceu.
Como tudo passou tão rápido. Não faz muito tempo que tentava ainda dizer suas primeiras palavras e, de repente, você já fala em me dar um neto. Que grande tesouro será para nós, uma verdadeira dádiva que vou querer amar. Meu amado herdeiro, hoje, e mais do que nunca, eu sinto gratidão e prazer em nossa família.
Páscoa é uma época de alegria para viver em família. Uma data em que haverá muitos e gostosos ovos de chocolate. Mas acima de tudo, é importante lembrar que a Páscoa é a celebração da vida, do amor de Jesus por todos nós.
Páscoa é tempo não apenas de encher a barriguinha de chocolate, mas sobretudo de encher o coração de amor, alegria e paz. Feliz Páscoa, criança!
Ninguém precisa de riqueza, poder, fama, mocidade, inteligência, ou qualquer outra coisa para ser feliz. A felicidade não pode ser comprada.
Ela é fruto de nosso compromisso com a paz, a justiça, a alegria, o equilíbrio entre os seres do planeta, pois não é só a nossa felicidade que importa, mas a dos que virão depois de nós e de nossos filhos.
Ser feliz é isso: aproveitar intensamente este presente cotidiano – A VIDA – vivê-la plenamente e permitir que os outros também façam o mesmo.
Afinal, vivemos um dia de cada vez e quem deixa seu tempo presente preocupado com o que ainda não aconteceu ou angustiado pelo que já passou, perde a oportunidade de ser feliz AQUI E AGORA e, um dia, sem que se saiba quando, será tarde para voltar atrás.
Era uma vez dois exploradores que encontraram uma clareira na selva. Nela cresciam muitas flores de beleza sem par. Um dos exploradores diz: – Há sem dúvida um jardineiro que mantém este jardim. O outro não concorda: – Não há nenhum jardineiro.
Assim sendo, eles montam suas tendas e se põem a vigiar. Nenhum jardineiro é visto em nenhum momento. Será que se trata de um jardineiro invisível?
Os dois exploradores fazem então uma cerca de arame farpado e a eletrificam, guardando-a com sabujos... Mas nenhum grito sugere nunca que algum intruso tenha tentado entrar no jardim. Apesar disso, o primeiro explorador ainda não se convenceu:
– Mas existe um jardineiro invisível, intangível, insensível às descargas elétricas, um jardineiro que não tem cheiro nem faz barulho, um jardineiro que vem secretamente cuidar do jardim. No final, o céptico se desanima:
– Mas o que resta da sua primeira afirmação? E em que precisamente isso que você chama de jardineiro invisível, intangível, eternamente inapreensível, difere de um jardineiro imaginário ou até de um jardineiro absolutamente inexistente?
O primeiro explorador vai então colher uma flor e, sem nada dizer, a oferece com um sorriso ao céptico, que não se afasta um minuto da cerca:
– Por que este gesto de afeição? pergunta surpreso.
– Para lhe perguntar se você consegue ver a velha amizade que nos une há tantos anos. E o outro responde:
– Lógico que não!
-O essencial é invisível aos olhos (como dizia o Pequeno Príncipe). Só conseguimos ver bem com o coração! Será que não é isso o que acontece com aquele que com tanto amor cuida deste jardim?
Sim, eu escolheria você... Se me dessem um último pedido, eu escolheria você. Se a vida acabasse hoje ou daqui mil anos, eu escolheria você!