Elas se amontoaram diante da porta – duas crianças abandonadas em sujos casacos.
- Tem algum papel velho, senhora?
Eu estava ocupada. Eu quis dizer não – até que eu olhei para seus pés. Pequenas e gastas sandálias, ensopadas com a chuva. - Entrem e eu farei uma xícara de chocolate quente para vocês.
Não houve nenhuma conversa. Elas deixaram as marcas das sandálias encharcadas sobre a soleira e todo o chão da sala.
Eu as levei até a cozinha e lhes servi chocolate quente e torrada com geleia tentando fortalecê-las contra o frio do lado de fora.
O silêncio na cozinha me atravessava. A menina segurava a xícara vazia em suas mãos. O menino perguntou, - Senhora... Você é rica? - Se eu sou rica? Com certeza, não!
Eu olhei para minha surrada toalha sobre a mesa. A menina colocou sua xícara de volta ao pires – cuidadosamente. - Sua xícara combina com seu pires. Ela disse com uma voz velha, com uma fome que não era do estômago.
Então as crianças partiram, levando seus pacotes de papéis velhos contra o vento. Elas não disseram obrigado. Não precisavam. Elas tinham feito mais que isto.
Eu fritei minhas batatas e terminei o molho de carne. Batatas e molho de carne... Um teto sobre nossas cabeças... Meu marido com um bom e estável emprego. Estas coisas combinavam, também.
Coloquei as cadeiras no lugar, apaguei o fogo e arrumei a sala. As impressões barrentas de pequenas sandálias ainda estavam pelo chão. Eu as deixei lá.
Eu quero que as marcas estejam lá para o caso de eu me esquecer novamente do quanto sou rica.
Sentindo o cheiro do papel, ouvindo o som da folha por onde os olhos vão passando, concentrados nos caracteres que nela estão impressos, mundos são construídos, castelos erigidos, batalhas são travadas, personagens nascem, personagens morrem.
Por vezes sorrimos com eles, por vezes derramamos uma lágrima que nasceu da emoção que aquelas meras palavras provocaram em nós. E tudo isso apenas com um livro, e tudo isso apenas vivido na nossa mente.
Ler é viver todas as vidas e aventuras que os livros, que escolhemos como companheiros, contêm. Ler é construir mundos e paisagens, que ainda que muito ou pouco descritos no livro, são apenas nossos, pois cada um vai construir na sua imaginação o que lê de forma muito própria.
O autor escreveu, imaginou para depois colocar em palavras, mas a leitura é apenas nossa, pois a imaginação de cada um transforma a mesma história que tanta gente lê, em algo íntimo, particular, algo que pertence apenas ao próprio. Ler é uma experiência transcendental e enriquecedora, por isso leia mais!
Reflitamos nisto:
se tiveres humildade e calma,
num instante de crise,
guarda a certeza
de que conseguirás
evitar longo tempo
de remorso e pesar.
A amizade dá mais alegria à vida, pois um sorriso é mais intenso quando é compartilhado com amigos.
Quando cheguei a este mundo
Jamais poderia imaginar que seria tão feliz.
Mesmo sem entender muita coisa no início
Já percebia os benefícios
De todo amor que tinha recebido.
Você inspirou os meus primeiros sorrisos
Esteve sempre ao meu lado
Em qualquer intuição de perigo.
E não tenho vergonha nenhuma de
Declarar um bordão super antigo,
Que você além de meu pai
É o meu melhor amigo!
Saiba que as broncas que recebi
Não foram em vão.
Com você alcancei
Os melhores aprendizados
E hoje consigo perceber
Que tudo isso já vem incluído
Quando se tem um pai de verdade.
Espero que todo o trabalho lhe dei
Também tenha valido a pena.
Pois tenho um orgulho imenso
De ter você como a melhor referência,
Pois cada segundo ao seu lado
Tenho mais um momento de felicidade
À minha vida adicionado.
Parabéns pelo seu dia, pai!
Você será para sempre
Um personagem principal em minha vida!