Mensagens de Reflexão

Dois rapazes moravam na mesma fazenda quando o pai morreu.

O que era solteiro ficou morando na casa em que o pai morreu.

O casado morava na casa ao lado.

Eles tinham uma plantação imensa de arroz e um celeiro em comum, e combinaram de trabalhar juntos e dividir tudo.

Colheram dezenas de sacos de arroz, metade para um e metade para o outro, e assim fizeram dois celeiros.

Fizeram uma boa colheita, estavam com os depósitos cheios.

No final da tarde, o irmão solteiro começou a pensar que aquela divisão não estava certa.

Pensava: *“Eu sou solteiro e meu irmão é casado, tem mulher e filhos. Ele precisa de mais arroz que eu, pois sou sozinho.”*

À noite, ele se levantou, foi ao celeiro dele, pegou um saco de arroz, escondido, e colocou no celeiro do irmão.

O irmão acordou na manhã seguinte e começou a pensar:

*“Essa divisão não está justa, pois sou casado, tenho minha mulher e meus filhos. E eles vão crescer e poderão me ajudar. Mas meu irmão, coitado, ele é sozinho. E se ele não casar, não vai ter ninguém por ele. O certo é ele ganhar uma parte a mais que eu.”*

Levantou, foi ao seu celeiro, pegou um saco de arroz e colocou no celeiro do irmão.

E assim foram vivendo: a cada colheita, um levava uma parte a mais para o outro.

Só não entendiam como é que sempre ficava a mesma quantidade para cada um.

Uma bela noite, o relógio biológico se confundiu.

Horário de verão e os dois se levantaram na mesma hora e se encontram no meio do caminho.

Um olhou para o outro. Colocaram o arroz no chão, se abraçaram, e choraram.

A partir daquele dia, fizeram um único celeiro.

É preciso partilhar os dons, é preciso dinamizar.

Para quem pensa só em si resta somente a estagnação.

É preciso frutificar os dons.

Peça ao Senhor a graça de fazer a experiência do amor infinito, que divide, que cura e transforma sua história.

*Dá-me, Senhor, a graça de aprender partilhar.* Amém!

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio.

Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por um rádio e, ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha do EUA chegaram ao local. Teriam de agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como?

Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali tinha sangue para doar. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era uma menino chamado Heng. Ele foi preparado as pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia.

Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico perguntou-lhe se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a perguntar-lhe novamente, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando coisas e o rostinho do menino foi se aliviando...

Minutos depois ele estava novamente tranquilo. A enfermeira então explicou aos americanos:

- Ele pensou que iria morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e achava que ia ter que dar todo seu sangue para a menina não morrer.

O médico aproximou-se dele e, com a ajuda da enfermeira, perguntou:

- Mas, se era assim porque você se ofereceu para doar sangue?

E o menino respondeu:

- Ela é minha amiga...