Quem Sou Eu - Mensagens

Namora, quem lê nos olhos e sente no coração as vontades saborosas do outro.

Namora, quem se embeleza em estado de amor.
A pele melhora, o olhar fica com brilho de manhã.

Namora, quem suspira, quem não sabe esperar, mas espera, quem se sacode de taquicardia e timidez diante da paixão.

Namora, quem ri por bobagem, quem entra em estado de música, quem sente frios e calores nas horas menos recomendáveis.

Namorados que se prezam tem a sua música e não temem se derreter quando ela toca.
Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem.

Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro, morderem o mesmo pastel, dividir a empada, bebem no mesmo copo.
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros.
Por falar em beijo, só namora quem beija de mil maneiras e sabe cada pedaço e gostinho da boca amada.
Beijo de roçar, beijo fundo, inteirão, os molhados, os de língua, beijo na testa, beijo livre como o pensamento, beijo na hora certa e no lugar desejado.
Sem medo, nem preconceito.
Beijo na face, na nuca e aquele especial atrás da orelha, no lugar que só ele ou ela conhece.

Por isso, só namora quem se descobre dono de um lindo amor, tecido do melhor de si mesmo e do outro.
Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado.

Namora, quem diz: "precisamos muito conversar" e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais.

Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e de parque de diversões.

Namora quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar.

Quem não troca de ideias, não troca de discurso,
só para evitar as próprias contradições.

Destrói-se...
Quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado.
Destrói-se...
Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova.
Destrói-se lentamente quem faz da TV, sua maior e mais querida companhia.
Destrói-se...
... lentamente quem não tem compaixão com os animais, as crianças, os idosos, os deficientes e os eficientes.
Quem desconhece o valor da afetividade, da família, da amizade, e da saudade.
Destrói-se...
Quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho.
Destrói-se...
Quem não viaja, não lê, não ouve música, não assiste filmes nem vai passear de mãos dadas.
Destrói-se...
Quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar, quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante.
Destrói-se...
Quem desiste de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece, e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Destrói-se...
Quem prefere o preto no branco e os pingos nos is, à um turbilhão de emoções indomáveis... Justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos e suspiros...
Quem não abre seu coração, com medo dos tropeços...
Quem esconde seus sentimentos...
Quem tem medo de amar...

Evitemos definhar em suaves prestações, lembrando sempre, que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente RESPIRAR.

Muito ou pouco não importa, mas sente sim. Quem deixou de amar já não se importa e deixa o outro totalmente à vontade, para que ele próprio possa estar também assim.
Quem ama, vez por outra, dá uma patrulhada no território e delimita as suas fronteiras. Quem deixou de amar já não fiscaliza, é frio, controlado e jamais perde as estribeiras. Quem ama sempre acha tempo e encontra um jeito para estar com seu amor.
Quem deixou de amar vai postergando sem pressa, deixando que o vento sopre a seu favor. Quem ama faz perguntas pessoais e usa muito o pronome "nós". Quem deixou de amar conversa banalidades.
E esquece o significado do advérbio "a sós ". Quem ama quer saber da vida do outro com detalhes e transparência. Quem deixou de amar se esquiva e não cobra do outro mais nada, nem ao menos coerência. Quem ama é pródigo em e-mails, telefonemas e com muito carinho dá um jeitinho de marcar presença.
Quem deixou de amar é pródigo em desculpas e pretextos com os quais passa um verniz para disfarçar a indiferença. Quem ama é naturalmente fiel e está sempre voltado às necessidades do outro ser. Quem deixou de amar só é fiel a si próprio e ao seu bem estar e já não percebe os danos que causa, querendo ou sem querer. Quem ama, mas não pode corresponder por imperativos das circunstâncias, abre o jogo e usa de sinceridade.
Quem deixou de amar não descarta o outro do baralho, para o caso de uma eventualidade. Será que neste momento tu Amas ou deixaste de Amar?
Se já não Amas, com certeza irás te calar ou talvez até dizer: - Face ao exposto, nada tenho a declarar!