Agora que a semana acabou, podemos respirar um pouco melhor, agradecer por tudo que vivemos durante esses cinco dias e preparar o corpo e a mente para um dia de descanso merecido. Tenha um ótimo sábado!
Desfrute de cada segundo, pois o importante mesmo é viver intensamente o momento presente. Esqueça os problemas, as amarguras e as ansiedades, e dedique-se exclusivamente a você e a tudo que faça você feliz.
Perdoe-me porque, um dia, não toquei
Em seus loiros cabelos cheios de maciez.
Perdoe-me pelos versos que não lhe dei
Por falta de coragem, excesso de timidez.
Perdoe-me pelas horas que eu não vivi
Estendido, como raios-de-sol, em seu colo.
Perdoe-me pelas veredas que eu segui,
Chutando a paz, como pedras no solo.
Perdoe-me, se soou minha voz pra outro canto,
Não levando a você as minhas frases.
Perdoe-me, se eu fiz da dor seu manto
E não olhei suas lágrimas nessa fase.
Perdoe-me, amor, pelas ausências bruscas,
Quando você estava sozinha a me esperar.
Perdoe-me pelas minhas inveteradas buscas
Que eu dei por mim, sem nunca me encontrar.
Perdoe-me, estou sonolento, estou confuso
E tento desvendar meu real sentido.
Perdoe-me minhas retrações, meus abusos.
Em troca, receba a oração de um arrependido.
Carlos Alemida
Nunca desista e procure acreditar que as pessoas que nos decepcionam não fazem por querer, elas devem ter tido um motivo forte para falharem.
Será que um simples lápis, desses que estão a ser substituídos pelas esferográficas, nos podem dar lições para a vida?
Um dia, uma avó estava a escrever com o lápis. Na mesa, estava também uma borracha e um afia-lápis. Aproximou-se dela um netinho e perguntou-lhe:
– Avó, o que é que está a escrever?
– Estou a tentar escrever um poema para passar o tempo. Mas gostaria de te dizer uma coisa.
– Diga, avó!
– Gostaria que tu, quando cresceres e fores grande, fosses como este lápis.
– Avó, mas o que é que um lápis tem de especial?...
– Depende do modo como olhas para as coisas. No lápis há qualidades que, se as conseguires manter ao longo da tua vida, serás uma pessoa feliz.
Então a avó explicou-lhe as cinco qualidades do lápis.
Primeira qualidade: O lápis redige belos textos ou faz lindos desenhos, mas para isso tem que ter uma mão a guiá-lo. Cada pessoa deve também deixar-se conduzir por quem a orienta para a felicidade.
Segunda qualidade: O lápis, de vez em quando, necessita de ser afiado e para isso utiliza-se o afia-lápis. Isto faz com que ele sofra um bocado. Cada pessoa necessita também de suportar sacrifícios na vida.
Terceira qualidade: O lápis permite que utilizemos uma borracha, sempre que é preciso apagar aquilo que está errado. Cada pessoa necessita de ir apagando os erros que faz e fazer cada vez menos.
Quarta qualidade: O que realmente é importante no lápis não é a madeira, mas a qualidade do grafite que está dentro. Cada pessoa vale não pelo aspecto exterior, mas pelo amor e sabedoria que tem no seu íntimo.
Quinta qualidade: O lápis, ao escrever ou desenhar, deixa sempre uma marca mais ou menos bela. Cada pessoa, com a sua vida, deixa no mundo traços de maior ou menor beleza. Depende do seu coração.
Conta uma popular lenda do Oriente Próximo, que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive neste lugar?
– Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?- perguntou por sua vez o ancião.
– Oh, um grupo de egoístas e malvados – replicou o rapaz – estou satisfeito de haver saído de lá.
A isso o velho replicou: – A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta: – Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu: – Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
– O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
– Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu:
– Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.
"Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmos."