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Enxugar as lágrimas que estão a escorrer, Deixar transparecer todo o seu sorriso, Que um dia a dor fez você esconder, Quando a solidão veio sem aviso.
Nunca desacreditar, Viver sempre na esperança, Que tudo ira mudar, E que o passado, Será apenas marcas de uma pequena lembrança.
Fortalecer a fé, Nos caminhos que escolher, E mesmo estando distante, Daquele mundo que tanto quer, Os seus passos, mais importantes na vida, Ainda serão aqueles dados diante do teu saber.
Alguns dos teus caminhos serão cheios de espinhos, Mas jamais devereis se desesperar, Pois no dia seguinte, Verás que nunca estiveres sozinha, E que nos caminhos mais difíceis de tua vida, Alguém estava ali, a te olhar.

Se não fosse amor, não haveria planos, nem vontades, nem ciúmes, nem coração magoado. Se não fosse amor, não haveria desejo, nem o medo da solidão. Se não fosse amor não haveria saudade, nem o meu pensamento o tempo todo em você.

Era tão bom quando você morava aqui pertinho, eram os melhores dias você sempre estava comigo, sempre me ajudava em tudo, até que um dia você teve que se mudar...

Sinto muita saudade daquela época, mas não quer dizer que porque você se mudou, que a nossa amizade vai acabar, não é? Pois amizade verdadeira nunca acaba! Te amo muito amiguinha e estou aqui sempre, mesmo longe, viu?

A criança sopra o brinquedo, e no ar as bolhas te trazem, em risonhos trejeitos, linda, sonhadora, a princesa dos sete mares, a musa delicada abrindo meu poema encantado na violeta, exposta e formosa em meu jardim!
Vejo-te pelo firmamento alimentando meu cordel, colorindo a face pequena, brilhando ao cair da lágrima donde me pego escrevendo ao sentir teu beijo, puro, apaixonado e transcendental!
No passeio das bolhas, vem sedutora, em ópio desejado e aclamado no peito nu, a pele arrepiada exclamando d'alma o sussurro insano, o delírio do abraço nas águas em colisão!
Enfim digo-te, é a bela entre as feras, a alva pétala entre as vestes, que te trazem menina, diva, a mulher do estreito sentido!

Quantas vezes pensamos: Ah, se eu pudesse começar de novo, faria tudo diferente...

Começar de novo não é necessariamente começar novo. Quando a vida lhe der uma oportunidade de recomeçar, pense novo. Às vezes, essas oportunidades chegam em forma de rupturas, mudanças dramáticas, perdas, rejeição, doenças. Às vezes, a chance se esconde no fim das grandes crises, das guinadas da sorte, das puxadas de tapete. Às vezes, só criamos coragem depois que perdemos o rumo, o chão. Na maior parte das vezes, só enxergamos com clareza quando estamos de fora.

Começar novo não é reiniciar, é inventar outro padrão. É preciso reconhecer os erros, os nossos e os alheios, as fraquezas, os excessos, os entraves. Começar novo é permitir-se inclusive novos enganos, erros, fragilidades mas não os mesmos.

Só quem já apanhou da vida é capaz dessa façanha: passar os planos a limpo, faxinar os porões do coração, despedir-se daquelas dores crônicas, libertar-se do passado. Quando os velhos modelos falem, os antigos códigos não dizem mais nada, o futuro imaginado desaparece e até os sonhos murcham mas a despeito de tudo você percebe saídas, diagnostica a crise, identifica as fragilidades e não se dá por vencido, nesse momento você está engendrando o novo. Não uma retomada mas uma nova história.

Só quem viveu bem suas perdas e enganos pode começar novo. Só quem conhece o peso do fracasso, da solidão e da esperança perdida pode trocar de pele, escolhas, script. Como disse o filósofo: O que não me mata, me fortalece. Alguns caminhos, erros e ideais só se percorre, comete e persegue uma vez. Muitos deles têm prazo de validade. Nossas escolhas, certezas e sonhos não são estáticos nem imexíveis; muitas vezes são eles que se mudam de nós, desistem de nós. Insistir é burrice, é prolongar o desgaste.

Quando a vida lhe der uma oportunidade de recomeçar, seja generoso, diga sim, surpreenda-se e experimente ser a pessoa que você se tornou depois que enfrentou suas noites traiçoeiras, chorou suas perdas, atravessou seus desertos, matou seus leões.

Hilda Lucas