Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusto nem nada – apenas me ferem muito esses teus silêncios.
Elas são piores que cascavel, mais ferozes que ratel e não vale a palavra se não estiver escrito em papel. Elas são maldosas – essas amigas invejosas, e são atentas à desgraça da amiga.
E riem em segredo, cabisbaixas. Desesperam por atenção que nunca chega, porque a inveja é semear mal uma colheita que é exemplo. Amigas invejosas não são amigas, são piores que inimigas!
Eu a pequenez,
Deus a Grandeza!
Eu o pecado,
Deus a graça!
Eu a raiva,
Deus o perdão!
Eu a tristeza,
Deus a alegria!
Eu a dúvida,
Deus a certeza!
Eu a escuridão,
Deus a luz!
Eu a apatia,
Deus a vida!
Eu a angústia,
Deus a paz!
Eu o medo,
Deus a coragem!
Eu a indiferença,
Deus o amor!
Eu o nada,
Deus o tudo!
Eu a fraqueza,
Deus a força!
Eu o tédio,
Deus a compaixão!
Eu faço então uma prece,
Deus se compadece!
Eu... tudo posso,
Naquele que me fortalece
Não me venha com meias palavras, com distorções, com desculpas por educação. Não tenho mais idade para isso, não tenho tempo para encenações. Se você acha que isso vai lhe fazer sentir melhor, leve as suas palavras com você e siga em paz, mas não quero voltar a lhe ver.
Desculpas sinceras me interessam, e só! Não quero frases ditas por dizer, não quero gestos superficiais. Só aceito sentimentos genuínos, palavras espontâneas, gestos naturais. Vá com a sua falsidade para bem longe de mim. Pior do que me magoar, é achar que vai em enganar com um sorriso simpático e um pedido de desculpas da boca para fora. Você pode precisar disso, mas eu não preciso. E se você acha que não errou, siga em paz com a sua razão.
Para que serve a inimizade, senão para afastar as pessoas dos seus próprios espíritos, para se distanciar de quem poderia ser um guia que o leve às estrelas? Para que serve o ódio se o perdão é tão próximo quanto o calor de um sol tão distante? Para que serve o desprezo, se o amor pode galgar caminhos mais serenos e mais úteis que a arrogância? Para que serve a guerra senão para dividir o mundo, enquanto a paz pode, na pior das circunstâncias, unir todos os povos? Pare pra pensar que nós somos seres que estamos de passagem pelo mundo, que devemos muito mais à natureza do que ela a nós, que precisamos tanto mais de perguntas quanto de respostas e obviamente somos mais minúsculos do que a mesquinhez que apenas cega nossa diferença perpendicular às outras coisas. Olhe a amplidão e contemple a liberdade de respirar os sonhos antes da última morada.