Hoje o dia é de festividade, de comemoração. Acreditem que especialmente hoje não existe alguém mais feliz que eu! São vinte e cinco anos de casamento, queridos pais. Felicitações!
Foram tempos de luta e empenho, mas sempre de amor, de cuidado e respeito. Estas bodas de prata são o reconhecimento da vida perante o comportamento exemplar no campo do amor. Amo vocês, queridos pais!
Pela graça de Deus, há vinte anos juntamos nossas vidas em sagrado matrimônio. Com a ajuda do Senhor fomos felizes durante todos esses anos, e sinto que a cada dia que passa nossa união fica ainda mais forte. Feliz aniversário de casamento, meu amor!
E depois de vinte anos eu só tenho a agradecer a você e a Deus, pois nas alegrias e nas dificuldades fomos um só e soubemos superar tudo com a bênção do Senhor. A Ele peço apenas que nos conceda muitos mais anos de vida juntos, e que para sempre abençoe o nosso amor.
– Me mostra, papai! Disse a garotinha. – Você quer ver o mundo, não é? Ele perguntou. – Eu tenho muita esperança, papai!
O pai da menina lembrou-se do tempo em que era criança e seu pai o colocava sobre os ombros. – Eu quero que você veja como é distante onde você pode ir na vida, filho. Ele dizia.
E estando confortável e seguro, ele olhava ao redor e sorria. – Espero que eu possa ir tão distante, papai! Dizia apontando lá longe. – Meu filho, você pode ir tão distante e ainda mais! Seu pai o garantia.
E então está, agora, com a própria filha. – Papai aquela montanha é o mais longe que eu posso ir? Ela perguntou. – Meu amor, aquela montanha pode bloquear sua vista agora, mas eu prometo que você subirá sobre ela um dia. A vida está cheia de montanhas. Alguns as veem como barreiras intransponíveis. Outros as veem como degraus que os coloca onde jamais sonharam.
– Mas aquela montanha é tão grande! Espero conseguir subi-la! Diz a jovem criança. – Deus fez aquela montanha tão grande para que você se torne forte o suficiente para ir em busca de seus sonhos. Ele poderia fazer sua viagem mais fácil e plana. Mas que valor teria tal viagem? Qualquer um pode viajar por um caminho fácil. Mas são os grandes escaladores de montanha que têm a admiração da maioria.
– Espero que eu não caia! – Mas aí você recomeça de onde caiu ou começa tudo novamente desde lá de baixo. De um jeito ou de outro, cada passo em direção ao topo é necessário. O importante não é a quantidade de passos dados, mas sim cada passo dado.
A criança suspirou profundamente. – Quando eu começo a subir? Ela perguntou. – Você já está pronta, porque você pode ver em sua mente. Veja-se no topo daquela montanha. Ele pediu. – Eu posso ver! Ela disse excitada.
– E o que vê? Ele perguntou. – Você sempre perto de mim, papai!
E assim é a vida. Para fazer chegar, você deve se ver lá. Para começar você precisa ver onde termina. E para apreciar a viagem, você precisa apreciar aqueles que o ajudaram a chegar.
A esperança é algo com asas, que o levanta o suficientemente alto para ver a verdade.
Ser mãe, é ser poeta... Ser mãe, é ser coragem... Ser mãe, é ser abrigo... Ser mãe, é enlouquecer... Ser mãe, é ser pai se for preciso... Ser mãe, é chorar de alegria... Ser mãe, é morrer de saudade... Ser mãe, é ser eterna... Pois não a nada, nesta vida, que as superam.
Em um deserto distante, vivia uma solitária flor. Tão bela, delicada e com um perfume tão bom que a própria areia desviava-se com a ajuda do vento para não molestá-la.
Afinal, era a única flor do deserto... Ela dava à paisagem árida um toque de vida e luz. - Por que nasci assim? – pensava ela – tão longe de minhas irmãs e primas?
Olhava ao redor e só via areia clara e o céu azul. Os grãos de areia adoravam visitá-la. Ela, tão linda e colorida, alegrava e dava vida àquele deserto.
Alguns grãos de areia viajavam dias e dias para conhecê-la. Comentavam entre si como era mais bela a paisagem graças à presença daquela flor. Mas a flor, por não entender sua missão, sentia-se muito só. Se existia um motivo para a sua vida, qual seria ele?
Os grãozinhos de areia tentavam se comunicar com ela, mas por pertencerem a dimensões, ou reinos diferentes (vegetal e mineral), eles não conseguiam transmitir à flor o quão importante e necessária era a sua presença ao deserto.
Em cada amanhecer, a flor olhava ao redor em busca de algum sinal de vida. Deprimida, ela, então, definhou e morreu. Os grãos de areia, que nada puderam fazer, entristeceram-se. Já não queriam mais passear e até o vento, naqueles dias, desistiu de soprar... Perguntavam eles:
- Será que a flor que procurava vida ao seu redor não percebeu que ela era a própria vida?
Ela era a alegria e o colorido da paisagem! Por que insistiu em procurar fora aquilo que estava dentro dela?