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Tudo na vida um dia chega ao fim. Por mais que nos custe aceitar, é preciso se acostumar a dizer adeus. Dizer adeus a um amor é como enterrar um ente querido, pois um amor que acabou é como alguém que morreu.

Quando vivemos um amor fazemos planos, sonhamos, fazemos projeções. Temos um passado, vivemos um presente e pensamos em um futuro com esse amor. Quando o amor acaba, o presente se torna passado, o passado se torna uma memória que dói, uma saudade que magoa, e o futuro se torna naquilo que jamais vai existir.

Poucas coisas na vida doem tanto como ver um amor acabar. Mas é preciso saber dizer adeus. É preciso nos reconciliarmos com o fim, e entendermos que tudo na vida tem uma razão de ser, por mais que não consigamos entender. E é preciso ser otimista: quando algo acaba, é porque outras coisas estão começando.

Os anos vão passando e a mala de nossa vida vai aumentando porque existem muitas cargas que recolhemos pelo caminho e não queremos abandoná-las. Às vezes chega num determinado ponto que começa a ficar insuportável carregarmos tantas coisas, a mala está pesando demais.

Podemos sim aliviar o peso, esvaziar a mala. Mas, o que tirar? Vamos inicialmente abrir a mala e tentar então colocar tudo para fora e ver o que tem dentro. À primeira vista, encontramos a fé, o amor e o perdão. Que bom, tem bastante e não pesa nada. Mas, por que esta angústia, este mal estar em muitos momentos?

Mas, vejam, também tem algo pesado, os nossos pecados não confessados e não perdoados. E como é difícil tirar estes pecados até certo ponto escondidos, e como eles pesam. Aí começa a aparecer mais coisas, a raiva, a incompreensão, o medo, o pessimismo, a inveja, a soberba, a ganância, a vaidade...

Nesse momento, o desânimo nos puxa pra dentro da mala. Mas o enviamos para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece então aquele sorriso escondido, que estava sufocado no fundo da sua bagagem. Aí colocamos as mãos dentro da mala de novo e mandamos embora a tristeza.

Tiremos a preocupação também. Entreguemos tudo nas mãos do Salvador Jesus.

Bem, a bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Tenhamos paciência e pensemos bem o que vamos colocar dentro. Não deixemos de revisar a mala a cada dia e que não nos falte a fé, a esperança e o amor.

Querida mãe, sei que não tenho sido muito correto com você. Tem horas que nem parece que sou eu que estou falando, fico fora de mim e quem está à minha volta acaba sofrendo sem culpa alguma.

Quero mudar e lutar para que tudo seja diferente. Você é minha mãe, uma grande mulher que sempre cuidou de mim. Às vezes não reconheço isso como deveria, mas acredite que o meu amor por você não tem limites.

Eu me apaixonaria quantas vezes fosse necessário. Por você vale a pena fazer aquelas loucuras de amor que a gente ouve por aí.

Numa casa havia duas cachorras. Uma falsa e mentirosa, a outra, sincera e de muito bom coração. Um dia a falsa foi pedir ajuda à amiga e companheira de moradia.
- Comadre, meus filhos estão para nascer. Será que você me cederia um cantinho da sua casa para que eu possa tê-los em segurança?
Comovida, a cachorra generosa permitiu que a outra se instalasse.
- Como minha casa não é grande, você fica sozinha com ela e eu me ajeito por aí até que seus filhos nasçam.
- Obrigada, minha amiga - agradeceu falsamente comovida a falsa.
A dona da casa dormiu três dias na rua. No quarto dia, ela voltou.
- Agora que seus filhos nasceram, eu quero minha casa de volta.
- Oh, mas veja como eles são bichinhos tão fraquinhos. Deixe-me ficar mais uma semana.
- Está bem, mas só mais uma semana.
Decorrido o prazo, lá veio outra desculpa esfarrapada:
- Meus filhos ainda estão muito pequenos, dê-me mais um mês. E cada vez que a cachorra boa voltava, a malandra pedia mais tempo até que um dia, quando voltou a pedir que devolvesse sua casa, deu de cara com sete cães enormes que lhe arreganharam os dentes. Eram os filhotes da cachorra má que já haviam crescido.
- Você quer sua casa? Pois venha tomá-la.
E pularam no pescoço da cachorra boa, sangrando-lhe até a morte.

MORAL DA HISTÓRIA
Expulsa o mal da tua casa e da tua vida antes que ele se fortaleça.

Nicéas Romeo Zanchett