Como no palco o ator que é imperfeito
Faz mal o seu papel só por temor,
Ou quem, por ter repleto de ódio o peito
Vê o coração quebrar-se num tremor,
Em mim, por timidez, fica omitido
O rito mais solene da paixão;
E o meu amor eu vejo enfraquecido,
Vergado pela própria dimensão.
Seja meu livro então minha eloquência,
Arauto mudo do que diz meu peito,
Que implora amor e busca recompensa
Mais que a língua que mais o tenha feito.
Saiba ler o que escreve o amor calado:
Ouvir com os olhos é do amor o fado.
William Shakespeare
Um viajante ia caminhando em solo distante, as margens de um grande lago de águas cristalinas. Seu destino era a outra margem.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem coberto de idade, um barqueiro, quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. Logo seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, o viajante pode observar que se tratava de duas palavras, num deles estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro AGIR.
Não podendo conter a curiosidade, o viajante perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro respondeu pegando o remo chamado ACREDITAR e remando com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo AGIR e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou com eles simultaneamente e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago chegando ao seu destino, a outra margem. Então o barqueiro disse ao viajante:
- Esse porto se chama autoconfiança. Simultaneamente é preciso ACREDITAR e também AGIR para que possamos alcançá-la!
Infelizmente nosso relacionamento acabou,
Sei o quanto nos esforçamos,
Mas a maldita distância nos separou.
No primeiro momento que
Meus olhos encontraram os seus,
Percebi logo que você seria meu!
Foi chegando a minha vida tão devagar,
Com um jeitinho tão especial
Que demorou um tempo para acreditar.
Apesar de não estarmos mais como namorados
Não quero jamais perder sua amizade
Muito menos definir nosso laço como acabado.
Todos os sentimentos vividos durante esse tempo
Encheram-me de felicidade
Nunca esquecerei nenhum momento
Pois ficarão guardados na memória por toda eternidade.
Espero que esse tempo longe um do outro
Só aumente nosso desejo de nos encontrarmos novamente.
Nem que seja para jogar conversa fora,
Pois apenas isso já me deixaria muito contente.
Ver o sorriso de uma criança ao ganhar um pirulito
Ouvir uma música antiga que traz boas recordações
Encontrar um amigo que não vimos há muito tempo
Acordar cedo com o canto dos passarinhos na janela
Ser recebido pelo nosso cão depois de dias sem vê-lo
Realizar um sonho simples, porem muito importante
Tomar banho de chuva, sentir cheiro de terra molhada
Reunir a família e relembrar as façanhas de infância
Saber que as coisas simples são as que nos faz feliz.
Olhe para o lado a felicidade esta ai, abra o seu coração
Porque nem sempre abrir os olhos resolve, tem que olhar
Com coração, ele encontrar na simplicidade a felicidade.
Daqueles que comandaram batalhões e esquadrões só resta o nome. O gênero humano nada tem para mostrar de uma centena de batalhas travadas. Mas os grandes homens de que falo prepararam puros e perenes prazeres para os homens que ainda vão nascer. Uma eclusa ligando dois mares, um quadro de Poussin, uma bela tragédia, uma nova verdade - são coisas mil vezes mais preciosas do que todos os anais da corte ou todos os relatos de campanhas militares. Sabem que, comigo, os grandes homens são os primeiros e os heróis os últimos.
Chamo "grandes homens" a todos aqueles que se distinguiram na criação daquilo que é útil ou agradável. Os saqueadores de províncias são meros heróis.
Voltaire