Somos interiormente pura energia... E toda energia pode ser utilizada para o bem ou para o mal.
O uso de nossa energia interior depende de nós mesmos, de equilíbrio emocional, de nosso autodomínio.
Se estamos irados, nosso interior pode transformar-se numa potente usina de emissão e processamento dessa energia negativa.
Se nos vergarmos ao poder da ira, tendemos a um tipo de vivência improdutiva, extremamente nociva – a nós mesmos e aos que nos rodeiam.
Por que canalizar nossa energia interior para os descaminhos da improdutividade – que fatalmente levam ao abismo da existência?
Por que não aproveitá-la de maneira construtiva e saborear a prática do bem?
Vamos processar essa energia em prol do amor e da paz!
Vamos transformá-la em solidariedade e fazer um positivo uso dela, pois, como já dizia o líder pacifista Mahatma Gandhi, nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.
A saudade é feroz! Ela machuca; ela morde! A saudade não pede licença para rebentar com o coração – ela simplesmente invade qualquer paz. Ela destrói harmonia! Ela é uma prova de fogo, é um pecado até para os sentimentos mais ruins.
A saudade é crua. Ela compartilha sensações escuras; ela provoca lágrimas. Ela transforma dias bons e positivos em pesadelos após levantar da cama. Mas a saudade é também um teste: ela depende da união, de um trabalho já realizado.
Saudade é só saudade. Não permita que ela consuma sua energia mais que necessário!
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Pensando mais intimamente, ninguém gosta de perder, seja uma competição, um amor ou até um lápis qualquer. Mas às vezes o velho ditado entra em ação e só começamos a dar valor àquilo que se perde. O problema é que não dá para voltar atrás e ter de volta o que já foi perdido, principalmente quando se trata de um ente querido. É preciso dar importância às pessoas a nossa volta enquanto ainda fazem parte das nossas vidas. O fato de a vida terminar a qualquer momento muitas vezes é completamente esquecido, passando a ser lembrado no dia do acontecido. É preciso ter sempre em mente que tudo que passa fica pra trás e nunca mais voltará da mesma forma, portanto aproveitar o presente da melhor maneira possível é a o melhor jeito de mais na frente não ficar arrependido. Se quiser abraçar, abrace. Se der vontade conversar, converse. Pois pode ser a última oportunidade viver algum sentimento e certamente não gostaria de mais tarde dá-lo como perdido.
Ah! Saudade... Dor que vem devagarzinho, de mansinho, Vai chegando como quem não nada quer, Se instala sem pedir licença. Como o vento, é brisa que vai aumentando sem se ver... Ah! Saudade, Tu és a ausência de alguma presença, És a musa inspiradora dos poetas, Companheira dos amores perdidos desiludidos, sofridos, Dos amores banidos Ah! Saudade, Lição de vida, E que lição, que vida, Vida vivida aprendida, sofrida. Lição de quem já amou, sofreu, enfim, viveu. Ah! Saudade... Saudade da infância, das brincadeiras, dos lugares, dos amigos, dos parceiros, falsos ou verdadeiros, Dos namoros, das músicas, das conversas, Saudade é dor doida, Porém, sincera, verdadeira Ah! Saudade... Enfim, saudade, Companheira de uma vida inteira.