Peço a Deus que abençoe com grande poder a sua vida e da sua família nesta sexta-feira.
Um califa sofrendo de uma doença mortal, estava deitado sobre almofadas de seda. Os raquins, os médicos de seu país, congregados ao seu redor, concordaram entre si em que apenas uma coisa poderia conceder cura e salvação ao califa: colocar sob sua cabeça a camisa de um homem feliz.
Mensageiros em grande número saíram buscando em toda cidade, toda vila e toda cabana, por um homem feliz. Mas cada pessoa por eles interrogada nada expressava senão tristeza e preocupações.
Finalmente após ter abandonado toda a esperança, os mensageiros encontram um pastor que ria e cantava enquanto observava seu rebanho.
Era ele feliz?
Não posso imaginar alguém mais feliz que eu, disse o pastor rindo-se.
Então, dê-nos tua camisa gritaram os mensageiros.
Mas o pastor respondeu: Eu não tenho nenhuma camisa!.
Essa notícia patética, de que o único homem feliz encontrado pelos mensageiros não possuía uma camisa, deu o que pensar ao califa.
Por três dias e três noites ele não permitiu que nenhuma pessoa se aproximasse dele.
Finalmente no quarto dia, fez com que suas almofadas de seda e suas pedras preciosas fossem distribuídas entre o povo e, conforme conta a lenda, daquele momento em diante o califa outra vez ficou saudável e feliz.
Só quem arrepia cada centímetro do seu corpo e faz você sentir o sangue bombear num ritmo charmoso, é capaz de estragar o mundo quando parte.
Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.
As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: "Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?". Os abutres bradaram: "Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez!". Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram muito a declarar: "Maluca! Está querendo se heroína!". Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: "Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem".
Augusto Cury
Há pouco que conheço você
Há poucas horas que vi você
Me nasceu um sonho imenso
Um sonho que não tem fim.
As horas vão passando
E eu querendo lhe dizer
Do pouco que conheço
O quanto amo você.
Mas tenha uma certeza
Você vive no meu coração.
Passo horas e horas
Pensando em você
Sonhando acordada
Com vontade de ver você.
Não sei se vou conseguir
Um dia esquecer
Você sabe que meu mundo
Pertence a você.
Nos dias claros que vi nascer
Nos pores do sol que vi desaparecerem
E eu aqui, a pensar
Por toda a vida hei de amar você
Que é tudo que tenho
A razão do meu viver.
Você é meu mundo
Por isso amo você!