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Eu gostaria de poder ter uma segunda chance, uma segunda oportunidade para fazer tudo que antes eu não pude fazer.
Eu gostaria de poder abrir meu coração agora neste instante, mas para que isso me aconteça necessitaria de uma segunda chance.
Eu gostaria de ter visto as estações passadas como eu as vejo hoje. Ter prestigiado o momento como se ele fosse ser o único, o melhor.
Eu gostaria de ter gastos meus joelhos antes, pois se antes eu tivesse conversado com Deus como converso hoje, talvez eu tivesse conseguido.
Eu gostaria de ter feito das coisas erradas certas mil vezes.
Gostaria de ter plantado, ao invés de querer apenas colher bons sentimentos. Ter presenteado mais com sentimentos do que com objetos. Ter ouvido aquela voz baixinha que me dizia: tome cuidado! Deveria ter percebido que a vida que achamos que é quase uma eternidade, não passa de algumas décadas repentinas, que passa tão depressa que nem notamos o quanto passou.
Eu gostaria...
Eu necessitaria...
Eu imploraria...
Por uma segunda chance, pois de todos os erros que já cometi, o maior seria morrer sem antes ter pedido perdão e implorar uma segunda chance para te amar.

Sua ambição é maior que você, amiga! Aliás, ela é maior que seu país, que seu mundo. Mas não adianta sonhar, acreditar e até lutar. Isso nunca é suficiente. Para você se realizar verdadeiramente é necessário planejar.

Trace objetivos, simule metas, arrisque atalhos e se prepare para correr atrás do que seu coração tanto anseia. O segredo para o sucesso, amiga, vive no planejamento! Força! Bom trabalho.

Segundo Domingo de agosto
Comemora-se o Dia dos Pais
E os pais que vivem isolados
Em quartinhos de quintais
Os pais que vivem mudos
Porque os filhos sabem mais

Asilos e casas de repouso
Vivem esses marginais
Marginalizados pelos filhos
Essas feras racionais

Deus sabe quanto lutaram
Para criar esses filhos
Hoje são homens formados
Jogam seus pais em asilos

Quantos hoje são mendigos
Mãos estendidas pedem auxílio
Se eles ficam em casa
São verdadeiros empecilhos

Enquanto os velhos mendigam
Os jovens vivem tranquilos

Os filhos ouvem música
Ou assistem televisão
E o velho pai onde está ?
Sentado na cama no porão

Meu pai não gosta de nada
Vive bem com a solidão
Desci as escadas e fui ver
Vi o velho esfregando as mãos
Estava muito gelada
Com o frio da ingratidão

O absurdo dos absurdos
Eu quero contar pra vocês
Conheço um velho pai doente
Filhos casados tem três
Três casas para ficar
Cada casa fica um mês
Eu pergunto a mim mesma
Que mal este velho fez ?

Por que os filhos têm tudo
E os pais nunca tem vez ?

Tudo o que bate volta
É um grande ditado
Se teu pai vive assim
Tenha muito cuidado

O tempo corre, a vida passa
E você já está escalado
A dormir no porão úmido
E teu filho no sobrado

Quem semeia semente ruim
Vai colher fruto estragado..

O homem, por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha aproximou-se da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu brilharam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul. É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito? O dono da loja olhou desconfiado para a menininha e perguntou-lhe: Quanto de dinheiro tem? Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarrado e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e, convicta, disse-lhe: Isso dá? Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa. Sabe, quero dar este presente para minha irmã mais velha. Ela cuida de mim e dos meus irmãos. É seu aniversário e tenho certeza de que ficará muito feliz com o colar que é da cor de seus olhos. O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um lindo estojo, embrulhou-o com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde. Tome, disse à garota, leve-o com cuidado. Ela saiu alegremente saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis entrou na loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou ao proprietário: Este colar foi comprado aqui? Sim, senhora. Quanto custou? O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente. A moça continuou: Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo! O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem. Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar: deu tudo o que tinha. O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem, enquanto suas mãos pegavam o pequeno embrulho.

Entre amores desejos e paixões
Separei um cantinho no meu coração
Só esperando para encontrar
Alguém que realmente quisesse me amar

Talvez eu tenha me precipitado
Achando que esse alguém havia chegado
Levando consigo meu coração

Fiquei feliz ao perceber que estava amando
Entreguei-me sem medos e receios
Lá fora, todos sentiam minha falta
Iludida, só vivia para este amor
Com dúvidas de que eu era
Igualmente correspondida.
De repente a surpresa e a dor,
Aquele amor não era a dois, era só meu!
Deixo aqui minha tristeza e uma pergunta:
Essa Tal Felicidade existe?