Ah!
Se as palavras pudessem dizer o quanto você me faz bem, apenas acabariam as folhas.
Pois explicando o bem que você me faz, as palavras venceriam esse universo didático.
E eu, eu estaria lidando com a certeza, de que jamais deveria ficar sozinho.
Por que assim como as palavras falam de bem, pelas folhas, o meu coração também possui um bem, talvez um bem querer, pois me queres tão bem.
E querer tornou-se a palavra chave, por que nesse querer bem, o bem que você me faz, é o bem de você existir.
O meu coração sente dor...
Eu tanto pedi que ele fosse forte, que ele fosse um guerreiro.
Pedi que ele nunca perdesse uma luta para não me fazer sofrer.
Mas ele não conseguiu, ele foi fraco, mas eu vou tentar perdoá-lo.
Eu vou tentar explicá-lo que nem sempre é possível.
Nem sempre é possível prever as armas do adversário.
Nem sempre é possível prever os golpes que serão desferidos.
Vou dizer-lhe que tenha calma, que essa dor vai passar.
Ele há de entender que tudo isso lhe servirá como experiência.
Ele há de entender que tem coisas na vida que precisam acontecer.
Tem coisas na vida, que mesmo causando tristezas, precisam ser vividas. Ele há de entender, eu tenho certeza.
Ele há de entender que apesar de tudo, apesar de estar fragilizado. Está diante de algo que nunca pensou em viver.
Ele no fundo está diante de algo que não imaginava acontecer.
Ele foi um pouco ingênuo, mas eu hei de perdoá-lo.
Mas hoje eu acordei surpreso, porque o meu coração queria me dizer algo.
Ele me disse que está mais forte muito forte, mas muito arrependido.
Perguntei-lhe o porquê de tanto arrependimento, e ele me respondeu:
Estou muito arrependido porque lutei contra um sentimento.
Um sentimento que eu próprio, por merecimento devo conduzir comigo.
Desculpe-me por fazê-lo sofrer, disse ele.
Desculpe-me por não escutá-lo.
Somente hoje eu pude descobrir que lutei em vão, contra o que você mais queria viver.
Eu agora vou ajudá-lo.
Ajudá-lo muito, a viver esse VERDADEIRO AMOR.
Esta foi à forma que encontrei de te dizer: Vamos aproveitar o que nos for permitido.
Um barulho ressoa na noite. O pai vai ver a filha de seis aninhos. Abre a porta do quarto devagar e leva um susto. Nas paredes, pôsteres.
No chão, pares de tênis jogados, camisetas, jeans, revistas e CDs. No canto, um computador internetado num "teen chat". Sumiram as bolsinhas, as agendinhas, as bonequinhas, os albunzinhos de figurinhas.
Aproxima-se da cama. Outro susto. Dorme ali uma moça. Reconhece-a. É a Filha. A pele lisinha do rosto agora tem espinhas. As sobrancelhas, o nariz e os lábios estão delineados e fortes. O cabelinho fio reto transformou-se em um repique. O tórax, antes magricela, abriga agora um par de seios.
O pai desespera-se. O que está acontecendo? Acha que está louco. Abraça-a forte e começa a pensar. Por que não brincou mais com ela quando criança? Por que não a levou mais vezes ao parque, ao clube, ao cinema? Por que não lhe contou mais historinhas?
Por que não bebeu menos cerveja com os amigos e mais guaraná com ela? Por que não lhe dedicou mais tempo nas tarefas ? Por que trabalhou tanto e a viu tão pouco?
O pai sai chorando. Do pranto passa aos gritos. A mãe, com muito custo, o acorda. Atônito, ele corre para o quarto da Filha.
Desta vez não há pôsteres, nem tênis, nem jeans, nem revistas, nem CDs. Estão lá as bonequinhas, os albunzinhos e as agendinhas. Está lá a filha de seis aninhos.
Abraça-a forte e suspira aliviado, enquanto refaz a agenda da sua vida. Ainda há tempo...
Que ao dar a benção da vida, entregou a sua... Que ao lutar por seus filhos, esqueceu-se de si mesma... Que ao desejar o sucesso deles, abandonou seus anseios... Que ao vibrar com suas vitórias, esqueceu seu próprio mérito... Que ao receber injustiças, respondeu com seu amor... E que, ao relembrar o passado, só tem um pedido:
Deus, proteja meus filhos por toda a vida!
Para você mãe, um mais que merecido, feliz Dia das Mães! Você merece!
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor
da própria história. É ser capaz de encontrar um oásis no recôndito
da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si
mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para
receber uma crítica, mesmo que injusta.
É beijar os filhos, curtir os pais
e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
É ter maturidade para falar: "Eu Errei".
É ter ousadia para dizer: "Me
Perdoe". É ter sensibilidade para confessar: "Eu Preciso De Você".