A paz que você reclama e tenta encontrar... Depende de você.
A compreensão que você reivindica a cada passo... Depende de você.
A bondade que você admira nas pessoas... e sonha possuir... Depende de você.
O diálogo, base de toda convivência... Depende de você.
A abertura que é o caminho para a renovação... Depende de você.
A realização que você julga essencial... Depende de você.
O amor que você quer encontrar no outro... Depende de você.
Pondere: Queixar-se ou produzir, atrapalhar ou servir, desprezar ou valorizar, revoltar-se ou colaborar, adoecer ou curar-se, rebaixar-se ou abrir-se, estacionar ou progredir é uma questão de escolha. "Depende de você".
Bom final de semana!
Queria descobrir
Em 24hs tudo que você adora
Tudo que te faz sorrir
E num fim de semana
Tudo que você mais ama
E no prazo de um mês
Tudo que você já fez
É tanta coisa que eu não sei
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você
E até saber de cor
No fim desse semestre
O que mais te apetece
O que te cai melhor
Enfim eu saberia
365 noites bastariam
Pra me explicar por que
Como isso foi acontecer
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você
Por que em tão pouco tempo
Faz tanto tempo que eu te queria
Zélia Duncan
Quando você partiu, o meu coração partiu-se em dois. Um parte dele ficou sangrando e a outra foi embora com você. Muitas vezes, eu minto para o meu coração, prometendo a ele que à noite você vai chegar, quando todo mundo estiver dormindo, e vai deitar-se ao meu lado e me contar uma história, como você costumava fazer.
Mas quando cai a noite e você não vem, não consigo segurar as lágrimas que molham o meu travesseiro e a saudade que faz o meu coração sangrar, como no dia que você partiu. Lembro-me de você com frequência. Tudo me faz lembrar você. Mas alimentar essas lembranças é fazer doer o meu coração, é nunca deixar essa dor ir embora.
Eu peço a Deus força para lhe deixar partir, para me livrar dessa dor. Quero apenas esperar para que os dias alegres voltem, e esperar que estejamos juntos novamente.
Sentir saudades do que não vivi, é viver com um "se" atravessado no peito! Mas a verdade, é que a vida é cheia de "ses". E cada "se" que encontramos, é uma estrada diferente que poderíamos escolher para construir o nosso caminho.
Cada escolha que fazemos é um passo que damos na vida, é um "se" que se torna um sim. Mas mesmo certo do caminho que percorri até aqui, quando olho para trás, vejo paisagens por onde não passei. E é nessas horas que me pergunto: será que esta foi a melhor escolha?
Começo a imaginar a minha vida toda diferente, e sinto saudades do que não vivi, das travessias que não fiz. Sinto a nostalgia do tempo que passou, e que não volta mais, e o peso de cada passo que dei.
Mas se sinto saudades do que não vivi, não é porque me arrependo das escolhas que fiz. E sim porque lamento que a vida seja feita de uma estrada de via única. Queria eu poder ir e voltar, quando bem entendesse!
O que me conforta é poder lembrar dos momentos felizes que vivi com alegria, e das dificuldades e tristezas com mais sabedoria. E das saudades que sinto do que não vivi, na minha cabeça transformo ficção. O "se" encravado no peito, liberto com a imaginação, sem arrependimento ou amargura.
Sentir saudades do que não vivemos, é o preço que pagamos por termos a liberdade de escolher o nosso próprio caminho. Mas em qualquer dos casos, viver é sentir saudades!
Existem pequenas coisas em nossa vidas que
– em determinado momento – se tornam mais
importantes que todo o resto.
Disse Jesus: "qual o pastor que,
tendo perdido uma ovelha, não deixa
seu rebanho e sai buscando aquela que se perdeu?"
Muitas vezes por semana
precisamos fazer esta escolha.
Pegar o telefone e dizer a palavra de carinho
que adiamos, abrir a porta e deixar entrar
quem precisa de nossa ajuda.
Aceitar um emprego. Abandonar um emprego.
Tomar a decisão que estávamos deixando
para depois.
Pedir perdão por um erro que cometemos
e que não nos deixa em paz.
Exigir um direito que temos.
Se uma ovelha se perdeu,
vamos agir como o Bom Pastor:
caminhar por montanhas e riachos,
planícies e desertos, até encontrá-la
e traze-la de volta.
Afinal de contas, o diabo mora nos detalhes.
Paulo Coelho