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Infelizmente vivemos em um mundo onde poucos têm muito e a grande maioria não tem quase nada. Ainda por cima, somos regidos por uma sociedade que nunca está satisfeita com aquilo que tem, procurando sempre mais, independente da necessidade dos que vivem ao lado.

Mas a salvação contra a ganância ainda persiste com a solidariedade, temos o privilégio da existência de pessoas que se compadecem com o outro e se sente muito bem em dividir o que tem com aqueles que não têm nada.

Partilhar aquilo que tem é uma das melhores virtudes do ser humano, apesar de ainda pouco utilizada, doar roupa, dinheiro, comida, ou até bons sentimentos, é um ótimo combustível para a alma e quem tem o hábito de ser solidário certamente já encontrou uma boa finalidade para continuar sua vida.

Sentir a força que a solidariedade nos proporciona é um dos melhores sentimentos que existe. Saber que o poder de levar alegria a alguém depende da sua atitude e de muito pouco do que tem, é reconhecer que podemos sim mudar o mundo. Embora ainda existam muitas barreiras para serem derrubadas, ter a certeza que individualmente somos poderosos, aumenta ainda mais a nossa força para reduzir o sofrimento que assola tantas pessoas nesse mundo.

Mesmo distante
Sempre estarei te olhando

Mesmo que não me toque
Estarei te sentindo

Por onde você passar
sempre estarei te seguindo

Em teus olhos eu sempre me vejo
Com seu belo sorriso me fascino

Em teu corpo encontro meus desejos
E em tua alma sempre encontrarei
os meus sentidos, porque eu
Te Amo Paixão...

Tempo voraz, corta as garras do leão,
E faze a terra devorar sua doce prole;
Arranca os dentes afiados da feroz mandíbula do tigre,
E queima a eterna fênix em seu sangue;
Alegra e entristece as estações enquanto corres,
E ao vasto mundo e todos os seus gozos passageiros,
Faze aquilo que quiseres, Tempo fugaz;
Mas proíbo-te um crime ainda mais hediondo:
Ah, não marques com tuas horas a bela fronte do meu amor,
Nem traces ali as linhas com tua arcaica pena;
Permite que ele siga teu curso, imaculado,
Levado pela beleza que a todos sustém.
Embora sejas mau, velho Tempo, e apesar de teus erros,
Meu amor permanecerá jovem em meus versos.

William Shakespeare

Minha vida é a vida dos outros
Mas algum dia viverei
Como é bom estar a seu lado, conversar com você
Curtir a vida lhe ver sorrir
Mas aprendemos quando nos calamos
E deixamos o nossos olhos falarem
Mas nos alegramos quando vemos o próximo sorrir
Nos achamos feio quando vemos o bonito
E nos sentimos bonito se vemos o feio
Neste mundo louco, somos tudo
Temos tudo e não temos nada
E não somos nada, como é louco este mundo
Temos que aprender com o ódio, o perdão
E só sentimos o gozo da paz, quando há guerra
Só damos valor a algo quando lutamos para a conquista
Como é lindo os seus sentimentos, como eu sei ser frio
Me perdoe. No fundo sou alegre e belo
Basta me conhecer um pouco
Todo dia aprendemos algo
Paro e penso, logo vejo, não há sentido no pensar
Mas quando criticamos, crescemos
E nada podemos fazer porque o mundo passa
Como a vida passa, nascemos e logo estamos velhos
Dando trabalho para os outros.

Dois horizontes fecham nossa vida:

Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro, —
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.

Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O voo das andorinhas,
A onda viva e os rosais.
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.

Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.

No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.

Que cismas, homem? — Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? — Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.

Dois horizontes fecham nossa vida.

Machado de Assis