Não importa a distância que nos separa, querida avó, para mim é como se estivesse aqui do meu lado falando aquelas histórias que apenas os mais velhos sabem contar. A sua experiência de vida sempre foi um exemplo para mim e eu quero cultivar na minha vida todos os valores que você me foi ensinando.
Tenho saudades de tê-la por perto e receber aquele carinho especial de avó. Você é muito importante para mim e, esteja onde estiver, nunca permitirei que se apaguem as nossas melhores memórias do meu coração.
O amor verdadeiro é um presente que nem todos terão o prazer de receber na vida. Para viver um amor verdadeiro, é preciso estar preparado. O amor verdadeiro chega sem avisar, chega devagar, é sorrateiro, é simples, é despretensioso, é generoso.
O amor verdadeiro chega para ficar, mas só se encontrar as portas abertas e um bom lugar para sentar e se aquecer. O amor verdadeiro gosta de cuidar e ser cuidado, gosta de atenção, de dedicação, e de gentileza.
O amor verdadeiro é uma das melhores experiências que um ser humano pode viver na vida. Mas para viver um amor verdadeiro, é preciso se livrar do medo da felicidade. Sim, por mais estranho que pareça, muita gente tem medo de ser feliz, tem medo de abrir o coração para a transformação que amor pode trazer para a vida. O amor verdadeiro é a verdadeira felicidade.
O que diz o espinho quando fura a mão que se direciona à flor? O que quer a fonte com a insistência de vencer obstáculos até ser envolvida pelo abraço do mar? O que custa à semente a missão de produzir nova vida? O que faz alguém sacrificar sua identidade para que os outros se identifiquem? O que faz um pai sombrear seus sonhos para que a vida seja refletida na realização de seus filhos? E a mãe, que logo após o sacrifício do parto, se reconstitui aconchegando seu recém-nascido? O que moveu o Criador a nos criar à Sua imagem e semelhança? O que nos deixa em ruínas quando somos separados de alguém que nos faz bem? O que diz o último suspiro quando o corpo decide não querer continuar? O que diz o lamento na hora do aceno de um adeus? O que diz o abraço na hora do tão esperado encontro? O que nos revela a ansiosa espera por nossa outra metade? O que é o ato de misericórdia, de compaixão, de ser solidário ou de dar a mão? O que é capaz de reerguer alguém depois da decepção? O que é o vínculo que faz unir dois seres, fiando o destino de duas vidas? O que é o selo que identifica a renovação de uma vida? O que é o pôr do sol, a noite de luar, o cancioneiro melodiando sua inspiração? Ah! O que é o recheio da vida senão o amor?
Flores não nascem com espinhos Espinhos se desenvolvem
Se desenvolvem e são implantações, Implantações dolorosas! Se desenvolvem quando a flor descobre, Que habita um jardim de insensibilidade.
Espinhos machucam, dói! Mas se dói, se sente, Maldita sensibilidade induzida!
Jardineiros de mãos grossas as destroem Retiram-nas do jardim não para salvá-las, Deixam-as secar depois do encanto da amada. Secam, desnutridas de carinho.
Flores jovens e inocentes querem fugir, Saltam-se nas mãos dos jardineiros Pedem cuidado...
Mas sua pétalas são frágeis E mãos de jardineiros são grossas em demasia.
Pobres flores que se entregam sem reservas, E ainda têm de aceitar devolução
E quando devolvidas voltam secas, Chegam arrastadas e tentam alertar as flores-crianças Flores crianças, última esperança do jardim,
-Salvem-no! Solidárias flores que quase mortas ainda alertam, Solidárias flores que mesmo mortas ainda adubam.
Preciso de um abraço forte,
o tal abraço, o nosso!
o colo dos nossos afetos
a poesia dos nossos corpos
a ternura dos nossos corações
o abrigo de nossas inseguranças
O mundo para mim, e tudo o que nele cabe
está cercado pelos teus braços
e pelos afagos tão sonhados
o carinho, a carícia
o toque desejado.
A minha paz repousa
nas luzes e sombras dos teus olhos
do teu sorriso
e no laço dos teus abraços.
Guiguia Souza