Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu...
...Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza...
...sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria.
Tati Bernardi
Certo dia Smilinguido resolveu realizar uma enquete com os animais da floresta.
Encontrou Dona Joaninha e perguntou-lhe:
- O que você tem feito para cuidar da nossa floresta?
Dona Joaninha prontamente respondeu:
- Não deixo restos de lixos pelo chão, retiro o alimento da natureza apenas para o consumo de minha família, ensino meus filhos a plantar sementes para termos sempre novas árvores.
O Smilinguido gostou tanto da resposta da Dona Joaninha que a convidou para dar estas dicas para os outros animais da floresta.
Ela adorou a ideia!
As horas correm... O dia passa... O tempo voa!
Tire um tempo só teu, Respire fundo.
Olhe ao seu redor, Aprecie a Natureza, as pessoas.
Faça alguma coisa que gostaria muito de fazer
E por qualquer motivo não o fez,
Arrisque, não tenhas medo, sejas mais feliz!
Desejo que todos os teus dias sejam Especiais
Assim como você és!
Ainda que o trabalho árduo nos tome a mente e o ânimo, ainda que o relógio simule uma disputa contra nós. Se os meus olhos por minutos perderem o brilho. E se – como quase sempre – desistir parecer o mais apropriado...
Por cima das nuvens sabemos que ainda brilha um sol. Que brilhará para sempre. E veremos que por detrás da tempestade esconde-se um lindo dia...
E ali nos dias tristes, nos dias de grande aflição, seremos salvos pelo amor que nos une hoje e que para todo o sempre será só teu.
Um profeta chegou certa vez a uma cidade para converter seus habitantes. A princípio as pessoas ficaram entusiasmadas com o que ouviam, mas pouco a pouco a rotina da vida espiritual era tão difícil que homens e mulheres se afastaram, até que não ficou uma só alma para ouvi-lo.
Um viajante, ao ver o profeta pregando sozinho, perguntou:
-"Por que continua exaltando as virtudes e condenando os vícios? Não vê que ninguém aqui te escuta?"
E ele respondeu:
-"No começo, eu esperava transformar as pessoas. Se ainda hoje continuo pregando, é para impedir que as pessoas me transformem..."