Meu querido avô, desde muito cedo me acostumei a vê-lo como uma fortaleza, o grande pilar sobre o qual assenta toda nossa família. Cresci admirando sua determinação, sabedoria, força, energia, e agora vê-lo assim doente, parte meu coração.
Desejo que melhore rápido e totalmente, vovô, e enquanto sua situação não mudar, vou orar por você, e ajudar como puder. Mas eu sei que você vai conseguir, pois não existe homem mais guerreiro e capaz que você! Te amo, vovô!
Mãe:
Me perdoe por todas as vezes que por falar sem pensar te magoei. Por muitas vezes ao invés de lhe dar as mãos, te virei as costas. Por em alguns momentos não ser aquele filho que você sempre quis.
Hoje, depois de tudo percebo que ainda preciso mudar em algumas coisas, e que uma pessoa se fez essencial na minha vida: você.
Obrigado por todos momentos dedicados a mim, pelas palavras, pelos conselhos, pelo amor, pela honestidade, pelo afeto, pela amizade. Saiba que nunca deixarei de te amar, e mesmo não parecendo quero que um dia todos estejam felizes, sem problema algum.
Torço muito pela nossa família. Torço muito por você, que durante toda sua vida se mostrou uma pessoa capaz de conseguir tudo o que quer. Me espelho muito em você, e és um exemplo a se seguir.
Hoje, depois dos momentos que passamos juntos, olho para trás e vejo que tenho uma pessoa em quem posso me apoiar sempre que estiver necessitando de amor e compreensão. Muito mais do que mãe você é minha amiga, meu escudo contra todas as coisas ruins, pois a partir do momento em que transpassam a sua barreira de amor, enfraquecem, me poupando do mal.
Só uma palavra pode exprimir exatamente o quanto estou grato: obrigada.
Te amo muito...
Durante seis anos, Siddhartha e os seus seguidores viveram em silêncio e nunca saíram da floresta.
Para beber, tinham a chuva, como comida, comiam um grão de arroz ou um caldo de musgo, ou as fezes de um pássaro que passasse. Estavam tentando dominar o sofrimento tornando as suas mentes tão fortes que se esquecessem dos seus corpos.
Então um dia, Siddhartha escutou um velho músico, num barco que passava, falando para o seu aluno...
"Se você apertar esta corda demais, ela arrebenta; e se a deixar solta demais, ela não toca."
De repente, Siddhartha percebeu que estas palavras simples continham uma grande verdade, e que durante todos estes anos ele tinha seguido o caminho errado.
Se apertar esta corda demais, ela arrebenta; e se a deixar solta demais, ela não toca.
Uma aldeã ofereceu a Siddhartha a sua taça de arroz.
E pela primeira vez em anos, ele provou uma alimentação apropriada.
Mas quando os ascetas viram o seu mestre banhar-se e comer como uma pessoa comum, sentiram-se traídos, como se Siddhartha tivesse desistido da grande procura pela iluminação.
(Siddhartha Gautama os chamou)
- Venham...
- e comam comigo.
Os ascetas responderam:
- Traíste os teus votos, Siddhartha. Desistiu da procura. Não podemos continuar a te seguir. Não podemos continuar a aprender com você.
Enquanto foram se retirando, Siddharta disse:
- Aprender é mudar.
- O caminho para a iluminação está no Caminho do Meio.
- É a linha entre todos os extremos opostos.
O Caminho do Meio foi a grande verdade que Buda descobriu, o caminho que ensinaria ao mundo.
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Somos amigos desde criança, compartilhamos momentos ímpares e inesquecíveis. Mas confesso que tenho sentido algo mais forte do que a nossa linda amizade! Acho que é amor!
Já não consigo ficar indiferente aos seus gestos de carinho, ao seu rosto e até sua voz mexe comigo de um outro modo. Eu preciso de você como nunca imaginei! Aceita namorar comigo?