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Perdido em sua amargura, um homem resolveu "matar" Deus e para tanto arquitetou um plano terrível, desenvolveu uma fórmula através da qual apagaria sua lembrança da memória da humanidade. Deste modo, pensava ele, seríamos realmente livres.
Seguiu seu plano minuciosamente, até alcançar seu intento. Deus fora deletado, nada restara para lembra-lo.
Passaram-se os dias, o mundo mergulhado no caos, as pessoas girando em torno de si mesmas acabavam por destruir-se umas as outras. Era preciso reinventar Deus.
Mas, ele esquecera a fórmula, em vão a procurou sem obter resultados. Até que, desesperado, arrependido, ensopado em lágrimas, naufragado em sua dor, já prestes a tirar sua vida, ou o que dela restou, atirou-se ao chão enquanto os lábios suplicavam o perdão daquele que ele mesmo "apagou".
Foi quando, ouviu uma voz, a princípio um sussurro distante, mas que aos poucos foi ficando mais clara e próxima...
- Filho, levanta-te. Crês realmente que alcançastes teu intento? Mas como poderias apagar-me da memória da humanidade se minha morada é em seu coração?

Nós mesmo que desenhamos e traçamos nosso destino. Dependendo como agimos ganhamos ou perdemos, nem sempre sabemos fazer o certo, as vezes achamos que certo é o errado ou vicie e versa.
A vida é um aprendizado e vamos morrer sem aprender tudo, então vamos viver livremente, intensamente fazendo da nossa vida um lindo caminho. Quero poder ter sempre um sorriso estampado no meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... E poder ter a certeza de que alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Quero ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valorize pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo que abusa demais dos bons sentimentos que a vida proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... E não brinquem com ele!

Como precisa adaptar-se aos novos tempos, Satã resolveu fazer uma liquidação de grande parte de seu estoque de tentações. Colocou anúncio no jornal, e atendeu os fregueses, em sua oficina, durante todo o dia.
Era um estoque fantástico: pedras para virtuosos tropeçarem, espelhos que aumentavam a própria importância, óculos que diminuíam a importância dos outros.
Pendurados na parede, alguns objetos chamavam muita atenção: um punhal de lâmina curva, para ser usado nas costas de alguém, e gravadores que só registravam fofocas e mentiras.
- Não se preocupem com o preço! – gritava o velho Satã aos fregueses em potencial. – Levem hoje, paguem quando puder!
Um dos visitantes notou, jogado num canto, duas ferramentas que pareciam muito usadas, e que pouco chamavam a atenção. Entretanto, eram caríssimas. Curioso, quis saber a razão daquela aparente discrepância.
- Elas estão gastas porque são as que eu mais uso – respondeu Satã, rindo. – Se chamassem muito a atenção, as pessoas saberiam como se proteger.
"No entanto, ambas valem o preço que estou pedindo: uma é a Dúvida, a outra é o Complexo de Inferioridade. Todas outras tentações sempre podem falhar, mas estas duas sempre funcionam. "

Dois grandes mercadores árabes, de nomes Amir e Farid, eram muito
amigos e sempre que faziam suas viagens para um mercado onde vendiam
suas mercadorias, iam juntos, cada qual com sua caravana e seus escravos
empregados.

Numa dessas viagens, ao passarem junto a um rio caudaloso, Farid
resolveu banhar-se, pois fazia muito calor.
Em dado momento, distraindo-se, foi arrastado pela correnteza.
Amir, vendo que seu grande amigo corria risco de vida, atirou-se às águas e,
com inaudito esforço, conseguiu salvá-lo.
Após esse episódio, Farid chamou um de seus escravos e mandou que ele
gravasse numa rocha ali existente, uma frase que lembrasse a todos do
acontecido.

Ao retornarem, passaram pelo mesmo lugar, onde pararam para rápido
repouso.
Enquanto conversavam, tiveram uma pequena discussão e Amir
alterando-se esbofeteou Farid.
Este aproximou-se das margens do rio e, com uma varinha, escreveu na
areia o fato.
O escravo que fora encarregado de escrever na pedra o agradecimento de
Farid, perguntou-lhe:
- Meu senhor, quando fostes salvo, mandaste gravar aquele feito numa
pedra e agora escreveis na areia o agravo recebido. Por que assim o fazeis?
Farid respondeu-lhe:
- Os atos de bondade, de amor e abnegação devem ser gravados na rocha
para que todos aqueles que tiverem oportunidade de tomar conhecimento
deles, procurem imitá-los. Ao contrário, porém, quando recebemos uma
ofensa, devemos escrevê-la na areia, próxima as águas para que
desapareça, levada pela maré, a fim de que ninguém tome conhecimento
dela e, acima de tudo para que qualquer mágoa desapareça prontamente
no nosso coração!

Chegou o momento de deixar as amarguras para trás e esquecer as coisas menos boas que aconteceram. O passado serve para aprendermos a não repetir os erros, mas nunca devemos permitir que ele condicione o nosso presente.

Erga a cabeça, olhe o futuro com esperança e acredite que existe sempre uma forma de fazer as coisas de um jeito diferente. Você pode e deve ser feliz, e isso está perfeitamente ao seu alcance.