Nessa telinha de sonhos, por obra do acaso, pessoas queridas chegam de mansinho, enchem o espaço de carinho e, sem aviso prévio, despertam a ternura existente em nós.
Pessoas especiais que aprendemos a amar num jogo colorido de palavras com todas as letras e tons que possam caber na saudade espaçosa de uma distância.
Pessoas muito amadas que procuramos reencontrar nas esquinas da vida em um rosto amigo com braços de atleta,
Coração de menino sorriso de anjo da guarda e guarda-costas particular-pessoal-intransferível perdido em algum dos quatro cantos da terra...
Quando vens em busca de ajuda, muitas vezes tu não sabes direito o que realmente desejas.
Sendo assim, acaba por aceitar coisas que não são bem as que tu realmente precisas, mas que pensas que precisas.
Para saberes do que realmente necessitas tens que crescer, saber de ti. tens que acordar para reconheceres tua verdade, teu ser perfeito, teu amor interior, teu caminho sagrado.
A vida que pulsa em ti é muito mais que questões mal resolvidas, que emoções passageiras que trazes pensando que são tua prioridade, tua única realidade.
Olha para ti Criança e sinta com quantos fios de luz és conduzido. quanto tu vales para Aquele que te criou e o quanto tu representa neste Mundo de Deus...
Silencia e percebe tuas dores, tuas ansiedades, teus medos... Criações estas, todas fundamentadas na falta de amor que tu pensas ser real para ti.
Buscas por Amor quando, na realidade, foste concebida por Ele.
Aprende tua realidade e caminha por ela.
Deixa que tua intuição te guie nas dúvidas, nos desafios que venhas a ter.
Há algo em ti muito preparado para ajudar-te em todas as dificuldades que possas ter aqui nesta terra.
Deixa com que este algo te fale aos ouvidos e ouça a canção amorosa da eternidade, abençoando-te por seres quem és, para o qual todos os caminhos se abrem para que possam receber a graça dos teus passos, da tua doce presença.
Sê grato, pois em ti pulsa o gene da criação e toda a sabedoria e amor que o acompanham, está inserido em ti e por ti.
Tudo que pedires, ser-te-á dado, mas para isso tens que ouvir teu coração, ele é o único que te sabe e por isso, também saberá o que é melhor para ti.
Juan ia sempre aos serviços dominicais de sua congregação. Mas começou a achar que o pastor dizia sempre as mesmas coisas, e parou de frequentar a igreja.
Dois meses depois, em uma fria noite de inverno, o pastor foi visitá-lo.
Deve ter vindo para tentar convencer-me a voltar pensou Juan consigo mesmo. Imaginou que não podia dizer a verdadeira razão: os sermões repetitivos. Precisava encontrar uma desculpa, e enquanto pensava, colocou duas cadeiras diante da lareira, e começou a falar sobre o tempo.
O pastor não disse nada. Juan, depois de tentar inutilmente puxar conversa por algum tempo, também calou-se. Os dois ficaram em silêncio, contemplando o fogo por quase meia-hora.
Foi então que o pastor levantou-se, e com a ajuda de um galho que ainda não tinha queimado, afastou uma brasa, colocando-a longe do fogo.
A brasa, como não tinha suficiente calor para continuar queimando, começou a apagar. Juan, mais que depressa, atirou-a de volta ao centro da lareira.
- Boa noite disse o pastor, levantando-se para sair.
- Boa noite e muito obrigado respondeu Juan. A brasa longe do fogo, por mais brilhante que seja, terminará extinguindo rapidamente.
O homem longe dos seus semelhantes, por mais inteligente que seja, não conseguirá conservar seu calor e sua chama. Voltarei à igreja no próximo domingo.
No espreguiçar do amanhecer,
A aurora abraça o sol,
Acordando homens e mulheres,
Para os exercícios no arrebol.
Todos correm para os campos da vida,
Na diversidade de suas diferenças.
Com mão no arado, pisam forte
Exultando suas crenças.
Valentes,
Erguem em seus braços,
Bandeiras ferramentas,
No quilate responsabilidade
No uso a função que alenta.
Seja caneta, bisturi,
enxada ou mesmo um liberal,
Não importa o instrumento,
Todos trabalham igual.
Dignificando o tempo,
Marcham ao encontro do promissor,
Prosperidade para o amanhã,
Recompensa do labor.
Abençoadas são as mãos do trabalhador.
Tudo o que eu preciso pra viver carrego sem ocupar as mãos. Tudo o que eu preciso pra ser feliz não se transporta numa caixa, não se guarda numa na bolsa, nem pesa nos ombros. Carrego comigo o que é possível pra me movimentar livre, nesse mundo tão cheio de coisas. As coisas que eu carrego não têm peso, nem forma, nem volume. São coisas que me alimentam sem que eu precise comer. Que me locomovem sem que eu precise caminhar. Que me alegram sem que eu precise comprar. Carrego comigo a sabedoria herdada dos meus pais. A dignidade conquistada com o meu trabalho. As lições aprendidas na dor. O amor dos meus afetos. E a força da minha fé. Com isso eu posso ir mais longe do que qualquer viajante carregado de bagagem. Assim fica mais fácil viver e andar por aí. Porque coisas ocupam espaços, atravancam caminhos, bloqueiam a visão. As coisas que não cabem no coração, pesam nos braços. Por isso eu carrego só coisas que caibam aqui, nos sonhos que eu inventei pra ser feliz.