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Numa cidade distante no interior da China, dois amigos foram presos e obrigados a viverem com uma corrente entre eles.
A corrente que ficava presa em seus pés mal os permitiam ficar muito longe, mas eram dois amigos muito unidos.
Presos, saiam juntos para ver o sol, iam juntos para o refeitório, ficavam horas no pátio conversando e sempre um concordando com o outro.
A liberdade chegou, foram soltos, mas obrigados a continuar com aquelas correntes em seus pés.
Estavam livres era tudo o que queriam, dois amigos livres para fazerem o que quisessem porém acorrentados.
Os dias passaram até que num certo dia um amigo quis ir a uma praça e outro amigo estava muito cansado queria ficar em casa. Naquela época muito remota poucas opções lhe restavam.
Tinham que cumprir severamente a ordem de não remover a corrente.
Ali existiu a primeira reflexão de pensamentos diferentes, mas naquele dia se acertaram e foram para a praça, no dia seguinte outra divergência um amigo queria ir caminhar um pouco e outro ir para a praça, segunda divergência.
Aquela situação já estava se tornando intolerante, pois não tinham mais a liberdade de serem e fazerem o que queriam.
Certo dia um amigo falou para o outro, por que brigamos se estamos livres, estamos apenas acorrentados, mas isso não é nada para grandes amigos como nós.
O outro amigo disse, ser amigo é entender, ajudar, construir e somar, mas viver a vida do outro não é amizade é obsessão.

Peço desculpa, querido pai, se não estou sendo mais a filha perfeita que você idealizou. Chega um momento na vida em que temos de tomar nossas decisões. Se eu pudesse, mudava algumas coisas que fiz, algumas coisas que fizeram com que você não se orgulhasse de mim.

Desculpa se nem sempre aceitei seus conselhos, se quis levar a vida apenas do meu jeito. Acredite que nunca esquecerei sua preocupação, suas palavras instrutivas e seu amor incondicional!

É preciso aprender a caminhar no nosso sonho, junto ao nosso companheiro. Os sonhos nunca serão exatamente os mesmos, mas isso nos ensina sobre os tempos e as vontades, os defeitos e as virtudes, os desejos e a vocação. Não podemos desistir do nosso sonho, nem impedir o sonho dos outros. E este é o verdadeiro exercício de liberdade que o amor nos pede.

Em um mundo onde a pressa e a ansiedade têm conduzido as criaturas a uma correria desenfreada, onde se corre tanto sem saber aonde chegaremos, onde o relógio, em vez de amigo para nos auxiliar na organização de nossos compromissos e realização de planos de vida, se tornou objeto torturante, a nos lembrar ininterruptamente de que o tempo não está sendo suficiente para todos os projetos.
Estamos tentando colocar toda a água do Oceano Atlântico dentro de um copo.
Essa briga contra o tempo, que não temos a mínima chance de vencer, acaba por desgostar e induzir-nos à tristeza, ao desânimo e à depressão.
A inconformação e a não aceitação são perigosos agentes a causarem o desalento e a irritação no coração humano. Angustiar-se e cultivar ansiedade desmedida não solucionarão problema algum.
É como o cão que começa a correr atrás da própria cauda. se cansa, se desgasta, quase nunca a alcança, e mesmo nas raras vezes em que consegue mordê-la, se decepciona, porque nada de bom sente com isso, a não ser desencanto e decepção.
Somente uma postura é remédio contra a avalanche de sentimentos contraditórios e impressões que vivenciamos no turbilhão da vida moderna: manter a serenidade.
Sermos seremos, além de profilaxia adequadíssima aos nossos dias, constitui também terapêutica para os problemas já instalados em nosso mundo íntimo, e também representa o mapa para nos guiar por caminhos mais seguros nas trilhas da vida.
Sejamos seremos. A vida pode não ser fácil, mas bem vivida é um tesouro imensurável, que vale a pena aprender a conquistar.

Na educação de nossos filhos
Todo exagero é negativo.
Responda-lhe, não o instrua.
Proteja-o, não o cubra.
Ajude-o, não o substitua.
Abrigue-o, não o esconda.
Ame-o, não o idolatre.
Acompanhe-o, não o leve.
Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.
Inclua-o, não o isole.
Alimente suas esperanças, não as descarte.
Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.
Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.
Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.
Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.
Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.
Não lhe dedique a vida, vivam todos.
Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.
E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra...
Ensina-lhe a viver sem porta