Gosto de você! Vou gostar sempre, apesar de todas as diferenças entre nós. Apesar da sua constante ausência, da sua distância, meu amor nunca vai terminar. Você é meu pai e tenho um grande orgulho em ser seu filho.
Claro que preferia que nossa relação fosse mais próxima, que fôssemos mais unidos, mas isso não representa a quantidade de amor que existe entre nós. Amo você, meu pai!
Quem ama de verdade não coloca lágrimas nos olhos da pessoa amada ou vendas para que não enxergue. Quem ama de verdade não mente, inventa ou omite verdades. Quem ama de verdade não fere ou pisa o coração da pessoa amada.
Pois quem ama cuida! Quem ama de verdade quer ver a pessoa amada feliz, sorrindo, livre para ir e voltar. Quem ama protege, ampara, apoia e incentiva. Quem ama sonha em conjunto e faz qualquer coisa para ver os sonhos da pessoa amada realizados.
Porque quem ama de verdade não consegue ser feliz se a pessoa amada não for também!
Encontrei um menor na rua, sem camisa, costas nuas, sem sapatos, pés no chão sujos como a mente de tanta gente que se conforma com a situação: - "Menino, onde está seu irmão"?
Encontrei um velho maltrapilho, sem bengala, sem o filho, sem amparo no mundo cão, perguntei-lhe de repente por que tanta gente se conforma com a situação: - "Velho onde está seu irmão"?
Encontrei uma mãe solteira encaminhando-se para uma fileira que terminava na prostituição acomodados na triste sina conformavam-se com a situação: - "Mãe solteira, onde está seu irmão"?
Encontrei um migrante e um patrício, chegados a pouco numa procura que não há quem não canse. Encontrei um louco, sem hospital, sem hospício. Todos sem chance, um aleijado com ofício, e um cego vendo com a mão. Perguntei sem conformar com a situação: - "Ei, onde estão seus irmãos"?
Encontrei um sem teto E filho sem colchão, mãe sem afeto e mesa sem pão...: - "Ei, onde estão seus irmãos?"
Encontrei um ex prisioneiro marcado pelo erro que cometeu. Encontrei um macumbeiro fazendo despacho para ateu. Encontrei um excepcional sem centro de recuperação. Encontrei um homem de quarenta vetado na profissão:
- "Ei, onde estão seus irmãos?" - Irmãos? - Ou pelo menos um irmão, cadê o próximo? Cadê o cristão? Procurei e fiquei vermelho com o susto que me ocorreu...
Pois ao ver-me o espelho vi que o irmão era EU..
Aprendemos como ganhar a vida, mas não como vivê-la.
Assistimos muito à televisão e rezamos raramente.
Bebemos excessivamente, fumamos demais, gastamos de maneira perdulária.
Conquistamos o espaço, mas não o conhecemos intimamente.
Construímos edifícios mais altos, mas temos pavios mais curtos.
Estes são os tempos de comida rápida, mas digestão lenta. homens mais altos e caracteres baixos. De casas mais sofisticadas e lares desfeitos. De pílulas que fazem de tudo: alegram, acalmam e matam.
Estes são os tempos em que podemos escolher entre fazer a diferença ou simplesmente apertar delete.
Estivemos na Lua, mas nos é difícil atravessar a rua para encontrarmos nosso vizinho.
Falamos além da conta, amamos pouco e odiamos com muita frequência.
Ficamos acordados até tarde, levantamos cansados, lemos pouco.
Fizemos grandes coisas, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos nossas almas.
Obtivemos mais descobertas na medicina, mas menos saúde.
Rimos muito, dirigimos rápido, irritamo-nos facilmente.
Temos mais conhecimento, mas menos capacidade de julgamento.
MUITA GENTE PRECISA PARAR PARA PENSAR NO QUE ANDA FAZENDO CONSIGO, COM A VIDA E COM AQUELES A QUEM AMA!
Conta uma popular lenda do Oriente Próximo, que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive neste lugar?
– Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?- perguntou por sua vez o ancião.
– Oh, um grupo de egoístas e malvados – replicou o rapaz – estou satisfeito de haver saído de lá.
A isso o velho replicou: – A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta: – Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu: – Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
– O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
– Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu:
– Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.
"Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmos."