Dizem que esta história foi contada no dia da comemoração das bodas de ouro de um casal.
Cercada pelos filhos, netos e bisnetos, a esposa foi indagada sobre o segredo de um casamento longo e feliz. Com um olhar carinhoso em direção ao marido, ela respondeu: - No dia do casamento, resolvi fazer uma lista dos dez defeitos de meu marido, os quais, por amor a ele, eu deixaria de lado. Imaginei que poderia conviver com um mínimo de dez defeitos.
Uma convidada pediu-lhe para mencionar um dos defeitos que ela resolvera deixar de lado. O marido olhou para a esposa um pouco constrangido por ter suas falhas e pontos fracos revelados diante de um grupo de pessoas. No entanto, sua esposa respondeu delicadamente: - Para lhe dizer a verdade, querida, nunca me preocupei em fazer a tal lista. Todas as vezes que meu marido fazia alguma coisa que me deixava furiosa, eu simplesmente dizia a mim mesma: Para sorte dele, este é um dos dez!
Até mesmo os amigos e cônjuges mais dedicados passarão de vez em quando por tempestades em seus relacionamentos. Alguns problemas valem a pena ser mencionados para que tenham uma solução. Outros não valem a pena ser discutidos. Com o tempo, as questões de menor importância tendem a desaparecer com o vento, sem necessidade de passar por uma "ventania".
A arte de ser sábia é a arte de saber o que deixar de lado.
Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.
"Paulo Coelho"
Quantas vezes durante a nossa vida vemos pessoas que se dizem amigas e enxergam a amizade apenas como algo que a trará algum benefício? Obviamente que em uma amizade todo mundo espera algo de bom em troca, mas quando este proveito é recebido apenas por um lado, este tipo de relacionamento nem deveria se chamar amizade.
Uma relação de amizade entre duas pessoas, para ser chamada como tal, deve ter como prioridade o afeto, unido a um sentimento de cumplicidade, que causa às duas pessoas momentos de felicidade. Quando se trata de uma verdadeira amizade, estes momentos são espontâneos, instintivos, simplesmente acontece, não é programado, muito menos originado com outro objetivo.
Na amizade há companheirismo, lealdade, e não se deve procurar alguma vantagem. Quando o alvo está sempre no proveito, é melhor chamar de negócio ou conveniência. Uma amizade não se faz sozinho, se o carinho e a procura fraternal forem unilaterais, pelo menos tenha em mente que isto não é amizade, e que se continuar com esta relação, à procura por você só acontecerá quando houver alguma utilidade.
Querido amigo,
Sei que entre nós existe um laço de respeito e consideração. Sei que, às vezes, falhamos um com o outro, mas isso faz parte da convivência. Sei, também, que em função de outras circunstâncias, o humor pode se alterar.
Entretanto, nada pode ser tão malévolo ao ponto de destruir a nossa amizade e consideração mútua. Admitir falhas é virtude. Cometer falhas, de alguma forma, também é. Afinal, somos humanos e falíveis.
Falha é sinal de humanidade. Perfeitas são as obras de Michelangelo, pois são de pedras, não se movem e não se transformam sob os sentimentos alheios. Porém, elas mostram as alegrias, as glórias e as angústias que todos sentimos ou sofremos.
Compreender a arte é uma dádiva. Compreender o tempo é outra. Enfim, a compreensão é a grande virtude. Precisamos admitir, aceitar e acolher o que vem do outro, mesmo que, vez ou outra, venha de forma atravessada.
Uma vez, eu li num muro: "Herrar é umano". Claro que é ironia, mas a ironia denota inteligência. Podemos errar, sim, e mesmo assim mantermos a amizade. O que não poderá haver, nunca, são o menosprezo e a maldade.
Abraços.
Ho! Ho! Ho! Também vou trazer presentes, vou chegar em época natalina, mas não tenho barriga grande, barba branca ou roupa vermelha. Quem sou eu? Seu amigo, ou amiga, secreto!
Agora que você já sabe que não sou o Papai Noel ficou com certeza mais fácil de descobrir quem sou realmente, não é mesmo? Então por agora chega de pistas, a revelação chegará com o Natal e trará também muita alegria e surpresa!