Palavras de carinho, são ditas, quando carinho recebemos...
Se quer ouvi-las, fale sempre com amor no coração, sem mágoa ou reclamação...
Se gosta de receber carinho, o melhor caminho é sempre fazê-lo também...
Dê beijos, e beijos receberá...
Assim é a amizade, base para a felicidade...
Espalhe carinho e carinho receberá...
Ciúmes, reclamações, queixas... Pra que fazê-las? Só mágoas e tristezas causam...
Viva e deixe viver.
Sou composta por urgências
minhas alegrias são intensas
minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências,
me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos.
Eu caminho, desequilibrada,
em cima de uma linha tênue
entre a lucidez e a loucura.
De ter amigos eu gosto
porque preciso de ajuda pra sentir,
embora quem se relacione comigo
saiba que é por conta-própria e auto-risco.
O que tenho de mais obscuro,
é o que me ilumina.
E a minha lucidez é que é perigosa...
Se eu pudesse me resumir,
diria que sou irremediável!
Clarice Lispector
Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.
O pneu do seu carro furou.
A serra elétrica quebrou.
Cortou o dedo.
E ao final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.
Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:
- Porque você tocou na planta antes de entrar em casa ?
- Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas.
- Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.
- Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte.
- E você quer saber de uma coisa?
- Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.
Por mais que a distância nos separe e o tempo passe sem que nossos olhares se encontrem, eu não me esqueço nem por um segundo de você e do amor verdadeiro que sempre nos uniu.
Sinto falta do seu carinho, das tardes que passamos lado a lado desfrutando da nossa paixão, mas estas circunstâncias não durarão para sempre e quando menos esperarmos estaremos juntos novamente.
Pouco belo, de situação econômica e social mediana, mas muito presunçoso, julgava-se "pintado de ouro". Achava que todos deviam concordar consigo, embora pudesse discordar dos outros. E discordar era o que mais gostava, além da ironia e humilhação com os que lhe vinham. Tudo para demonstrar a superioridade que supunha ter.
Vestia-se imponentemente, exigia demais de si e dos demais, mas nunca conseguiu satisfazer-se ou ser feliz.
Discutia com a esposa, reprimia os filhos e maltratava os empregados. E isso mesmo fazia com os amigos e estranhos que encontrava. Acreditava que tudo sabia, e que a cultura era só o que precisava conquistar.
Preconceituoso, descriminava a tudo e todos que não lhe fossem semelhantes: de outras religiões, convicções políticas, raças ou posições sociais. Se um inculto, por exemplo, lhe dirigia a palavra simplesmente não respondia. Afinal, a educação para essas pessoas era dispensável.
A saúde era que não ia bem, com o estresse que impunha à sua vida, cigarros e preocupações vazias. Até um dia, quando voltava para casa à noite, sentir-se mal numa estrada deserta. Sua vista embaçada e a fraqueza repentina nas pernas acabaram o derrubando no chão.
Foi socorrido e levado a um bom hospital por um negro, analfabeto, ex-presidiário e pobre, que ainda lhe dedicou muitas orações, no culto africano que frequentava.