Um companheiro amargurado por desgostos do cotidiano, certa feita, através de emissora interiorana, ouviu a voz empolgante de um professor de otimismo que lhe cativou a atenção e a simpatia.
De três em três dias, ia-lo postado junto ao receptor, a fim de registrar os concertos do orientador distante.
Tão admirado se viu com as respostas com que o prestimoso amigo reconfortava e instruía aos ouvintes, que lhe dirigiu a primeira carta, solicitando-lhe auxílio para sanar as inquietações de que reconhecia ser objeto.
Entusiasmado com os apontamentos que obtinha pelo sem fio, confiou-se à copiosa correspondência, rogando-lhe as opiniões que chegavam sempre sinceras e sensatas.
Aquele homem, cujas palavras de paz e compreensão se espalhavam pelo rádio, devia conhecer as mais intrigadas questões humanas.
Para quaisquer indagações, expedia a resposta exata e tanto adentrou na faixa dos pensamentos novos que lhe eram endereçados que o amigo, dantes fatigado e pessimista, observou-se curado da angústia crônica que o possuía.
Renovado e feliz, deliberou exteriorizar a gratidão que lhe vibrava nos recessos do ser, procurando abraçar o benfeitor pessoalmente.
Combinaram dia e hora para o encontro e o beneficiado despendeu oito horas, em automóvel, varando estradas difíceis, de modo a reverenciar o professor que lhe reabilitara as forças para a vida.
Só então, depois de atingir a cidade para a qual se dirigia, entre consternação e jubilo, conseguiu avistá-lo, verificando, por fim, que o distinto radialista, que lhe devolvera a alegria de viver e trabalhar, era paralítico e cego.
Na encruzilhada silenciosa do destino, quando as estrelas se multiplicaram, duas sombras errantes se encontraram.
A primeira falou:
– Nasci de um beijo de luz, sou força, vida, alma e esplendor... Trago em mim toda a sede do desejo. Toda a ânsia do Universo. Eu sou o amor! O mundo sinto enxágue em meus pés! Sou delírio, loucura... E tu, quem és?
A segunda:
– Eu nasci de uma lágrima. Sou flama do teu incêndio que devora. Vivo dos olhos tristes de quem ama, para os olhos nevoentos de quem chora. Dizem que vim ao mundo para ser boa, para dar do meu sangue a quem queira. Sou a saudade, a tua companheira, que punge, que consola e que perdoa...
Na encruzilhada silenciosa do destino, as duas sombras comovidas se abraçaram, e, desde então, o amor e a saudade nunca mais se separaram.
Só sinto saudade
Abro os olhos e você não está...
Olho a linha do horizonte
Vejo e encontro você.
E o tempo não passa, ando e corro mas o verbo é estar
Guardo os sussurros que não esqueço, a estrada, o céu e o ar.
Sem você, não tem magia
Sem você, não há amor
Sem você, a poesia não tem valor
Tudo é dor...
O raio que cai, o vento que passa, é o amor...
Tudo é dor!
A estrela cadente, o sol que é poente trazem esperanças ao meu amor.
Quando nos conhecemos, o meu coração me surpreendeu com um sentimento que nunca antes havia sentido. Pela primeira vez na vida, entendi o que eram as tais borboletas no estômago, o disparar do coração, as mãos a suar, e todos os outros sintomas da paixão.
Fiquei alegre com o que sentia, mas tive medo de não ser correspondida. Mas quando percebi que os nossos sentimentos eram recíprocos, não cabia em mim de emoção. Nunca imaginei o que era viver um amor assim.
Hoje, sinto-me muito feliz e realizado em ter você ao meu lado. Como eu podia imaginar que aquele vazio que sentia no peito, era o lugar que você ia ocupar?! Você era o que faltava para a minha vida ser completa, e eu percebi logo no instante em que vi você chegar diante dos meus olhos.
Eu te amo e sou muito feliz por ter você como meu namorado. Desejo que a vida conserve o nosso amor assim, pois eu não preciso de mais nada!
Procuro um lugar. Procuro um amor.
Procuro um alguém.
Procuro me encontrar em algum lugar,
com alguém que me dê muito amor.
E parece impossível.
Já encontrei alguém que me largou
no meio do caminho, que não quis
encontrar nosso lugar,
que simplesmente soltou minha mão.
E eu chorei,
chorei porque não tinha mais ninguém
para me dar amor.
Chorei porque eu tinha me acostumado
a ouvir e dizer: te amo!
Chorei porque agora estou só.
Estou caminhando. Procurando alguém,
mas na minha lembrança
só vejo o seu rosto, só ouço a sua voz,
só sinto nós dois, só vivo o passado.
E no presente vou caminhando
na mesma estrada aonde você
largou minha mão.
No meio dessa estrada tento achar
outro alguém e continuar seguindo
para algum lugar, o lugar que era só meu
e seu, aonde você não quis chegar.
Mas no meu coração, bem no fundo
sempre vai existir um pedacinho
que hoje é triste mas, que ainda lembra
feliz do que se foi, ainda lembra
com esperança de trazer você de volta.
Porque você já foi metade de mim
Porque não consigo lhe falar
Então escrevo para os anjos.