Sei que é difícil nos mantermos perto. Hoje você chegou ao limite, amanhã chegarei eu. As contrariedades tomam conta do nosso rumo, as amarguras corrompem a nossa relação e, afinal, parece que nada dá certo. Mas não abaixemos os braços.
Eu tanto quis você por perto que acabei te sufocando. Eu tanto temi que você fosse embora que, no fundo, não fui sempre eu mesma. Me desculpa se sente desilusão, meu bem, há sempre espaço para melhorar. E se esta porta ainda está entreaberta, não desista, por favor, não desista agora.
Porque pensa você em partir se há sentimento de ambas as partes? E o que faremos, se quiser ir embora, com tantas das nossas promessas? O tempo cura todas as feridas e com vontade tudo se reconstrói. Não abandone esta história a meio. Fica comigo, eu te peço, por mim e pelo nosso amor.
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma
Despida de pudores,
visto-me de fantasias...
Faço do teu corpo o meu refúgio,
a minha mais pura alegria.
Necessito te sentir em mim...
dentro, fora, por cima, de lado,
de qualquer jeito.
Quero escalar teus cumes,
banhar-me em teu suor,
afogar-me na saliva de teus beijos,
sentir teu gosto,
saciar meu desejo.
Te quero meu homem.
Vem...
Me tome,
me sugue gostoso,
lambuze o meu corpo
com nossas seivas,
sussurre no meu ouvido,
me arrepie,
me faça gemer de prazer,
me faça mulher...
amada,
saciada,
despudorada!
Fora da caridade não há salvação
Estes princípios, para mim, não são apenas uma teoria, eu os coloco em prática; faço o bem tanto quanto o permite a minha posição; presto serviço quando posso; os pobres jamais foram rejeitados em minha casa, ou tratados com dureza; a todo momento não foram sempre recebidos com a mesma benevolência?
Jamais lamentei meus passos e minhas diligências para prestar serviço; pais de família não saíram da prisão pelos meus cuidados? Certamente não me cabe fazer o inventário do bem que pude fazer; mas, num momento em que parece tudo esquecer-se, é-me muito permitido, creio, chamar à minha lembrança que a minha consciência me diz que não fiz mal a ninguém, que fiz todo o bem que pude, e isso o repito sem pedir conta da opinião; sob esse aspecto, a minha consciência está tranquila e de alguma ingratidão com a qual pude ser pago, em mais de uma ocasião, isso não poderia ser para mim um motivo para deixar de fazê-lo; a ingratidão é uma das imperfeições da Humanidade, e como nenhum de nós está isento de censuras, é preciso saber passar aos outros pelo que se nos passa a nós mesmos, a fim de que se possa dizer, como J. C.: "que aquele que está sem pecado, lhe atire a primeira pedra."
Continuarei, pois, a fazer todo o bem que puder, mesmo aos meus inimigos, porque o ódio não me cega; e eu lhes estenderia sempre a mão para tirá-los de um precipício, se a ocasião disso se apresentasse.
Eis como entendo a caridade cristã; compreendo uma religião que nos ordena retribuir o mal com o bem, com mais forte razão restituir o bem pelo bem. Mas não compreenderia jamais a que nos prescrevesse retribuir o mal com o mal.
Allan Kardec
Eu pensei direito, fiz uma pesquisa. Eu li a respeito e a gente é um só. Eu nos vi no espelho e contei nossos dedos, não fica vermelho, a gente é um só. Sem você, eu sumo. Eu morro de fome, eu perco meu rumo. Eu fico menor, eu tenho o seu gosto, eu sou do seu jeito. A cor do seu rosto eu já sei de cor, mas se você planeja nos partir ao meio, então nem pestaneja e faça sem dó. O meu desespero é que quando acaba você fica inteiro e eu fico o pó.