Você está longe, meu pai. Longe, mas perto do meu coração; no interior da minha cabeça. É você o foco do meu pensamento. E a saudade não para de crescer!
Tem momentos que preciso do seu abraço como de água para beber. É que você é o homem que mais admiro! Você é meu guerreiro, meu herói; meu rei, meu pai! Até breve!
Só quem arrepia cada centímetro do seu corpo e faz você sentir o sangue bombear num ritmo charmoso, é capaz de estragar o mundo quando parte.
Eu escolhi lhe dar uma segunda chance. Quando olho nos seus olhos vejo que está verdadeiramente arrependido e disposto a tudo para recomeçar nosso relacionamento. Sei que todos erramos por vezes e acredito que esta é a decisão acertada.
Eu amo muito você e quero que as coisas resultem entre nós. Preciso do seu amor e que me prove que tenho razões para confiar nele. Quero que saiba que tem o meu sincero perdão.
Hoje o dia deveria ser meu e só eu ser o centro de todas as atenções! Mas isso não é possível quando tenho do meu lado as pessoas mais incríveis que conheço. Todos os dias vocês transformam meu mundo em algo encantador.
Família e amigos como vocês não devem existir mais no planeta! E por isso agradeço por tudo que sempre fizeram por mim. Devo minha vida a vocês! Agradeço por tudo!
Em tempos atrás viviam duas crianças, um menino e uma menina, que tinham entre quatro e cinco anos de idade. O menino chamava-se Amor e a Menina Loucura.
O Amor sempre foi uma criança calma, doce e compreensiva. Já Loucura era muito emotiva, passional e impulsiva, enfim, do tipo que jamais levava desaforo para casa. Entretanto com todas as diferenças as crianças cresciam juntas, inseparáveis. brincando, brigando... Mas houve um dia em que o Amor não estava muito bem, e acabou cedendo às provocações de Loucura, com a qual teve uma discussão muito feia.
Ela não deixava nada barato, estava furiosa como nunca com o Amor, começou a agredi-lo, mas não só verbalmente como de costume. A menina estava tão descontrolada que agrediu o garoto fisicamente e, antes que pudesse perceber, arrancou os olhos do Amor.
O Amor sem saber o que fazer, chorando foi contar à sua mãe, a deusa Afrodite, o que havia ocorrido. Inconsolada, Afrodite implorou à Zeus que ajudasse seu filho e que castigasse, Loucura. Zeus, por sua vez, ordenou que chamassem a garota para uma séria conversa.
Ao ser interrogada a menina respondeu como se estivesse com a razão que o Amor havia lhe aborrecido e que foi merecido tudo o que aconteceu. Embora soubesse que não fora justa com seu amigo, a menina que nunca soube se desculpar concluiu dizendo que a culpa havia sido do Amor e que não estava nem um pouco arrependida.
Zeus, perplexo com a aparente frieza daquela criança disse que nada poderia fazer para devolver a visão do Amor, mas, ordenou que Loucura estaria condenada a guiá-lo por toda a eternidade estando sempre junto ao Amor em cada passo que este desse. E até hoje eles caminham juntos, onde quer que o Amor esteja com ele estará Loucura, quase que fundidos numa só essência. Tão unidos que por vezes não se consegue definir onde termina o Amor e onde começa a Loucura.
E também por isso que usa-se dizer que o Amor é cego. mas isso não é verdade, pois o Amor tem os olhos da Loucura.