Deus, não tenho muito a oferecer, além de um coração cheio de incertezas e feridas. E lembranças ruins, das tantas vezes que me indicaste o caminho certo e eu insisti em trilhar outro. Venho aqui, pedir colo. Tenho tido dias difíceis, e preciso do seu consolo. Seu colo me faz tão bem, e teu amor me faz sentir que não estou sozinha. Cura-me, Deus, do que o pecado me causou. Me acolhe, em teus braços de amor. Basta um abraço seu, e meu mundo será transformado.
Querido, estou escrevendo para, em primeiro lugar, pedir-lhe desculpas. Cometi um imenso erro, talvez o maior de toda a minha vida, quando briguei com você
Desculpe-me, por favor. Talvez, num momento de infeliz destempero, eu não tenha percebido o quanto o seu carinho e amizade são importantes para mim.
Gosto de você, confio em você, e não suporto a ideia de nunca mais falar contigo, de nunca mais me dirigir a você olhando para os seus olhos sinceros, que de tão sinceros quase chegam a mostrar o caminho para o seu coração
Desculpe-me, mais uma vez. Agi feito uma grande idiota, pois logo em seguida percebi o quanto você me faz falta. Chego a pensar, inclusive, que o meu equívoco tenha se originado graças a uma frustração, pois começa a se cristalizar a ideia de que a sua amizade me é muito pouco: acho que estou apaixonada por você
Perdoa e telefona! Um beijo.
Não obstante pequena e leve, a língua é indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas. Ponderada, favorece o juízo. Alegre, descortina a imprudência. Triste, semeia o desânimo. Generosa, abre caminho à elevação. Maledicente, cava despenhadeiros. Gentil, provoca o reconhecimento. Atrevida, traz perturbação. Serena, produz a calma. Fervorosa, impõe confiança. Descrente, invoca a frieza. Bondosa, ajuda sempre. Cruel, fere implacável. Sábia, ensina. Ignorante, complica. Nobre, tece o respeito. Sarcástica, improvisa o desprezo. Educada, auxilia a todos. Inconsciente, gera amargura. Não procures o argueiro nos olhos do teu irmão, quando trazes uma trave nos teus. A língua é bússola de nossa alma, enquanto nos demoramos na Terra. Conduzamo-la na romagem do mundo para a orientação do Senhor, porque em verdade, ele é a força que abre as portas do nosso coração às fontes luminosas da vida ou às correntes escuras da morte.
O dia é muito grande, repleto de desafios e surpresas sem nome, despidas no tempo do agora! Tenha um boa tarde, meu amor! E que a saudade desapareça um pouco para nos deixar respirar, mas que o desejo e a vontade de estar junto continuem nos nossos corações.
Gosto muito de você, meu bem! E sinto saudade. Confesso que a distância que nos separa é uma prova, mas tenho certeza que vamos ultrapassar esse e quaisquer outros desafios! Até breve, meu amor!
Bonequinho preto
de uma perna só,
cachimbo na boca
e gorro vermelho
— fogo vivo de suas magias.
Original e engraçadinho
podia ser de qualquer cor
ou de qualquer raça,
esse negrinho,
pois já virou
até passarinho...
Molequinho esperto
levado, faz artes
como Pedro Malazartes
e pelas estradas
aos viajantes persegue
— traidor como quê
esse Saci-Pererê.
Mas no nosso carro,
ele dança e pula
com um pé só,
sem ouvir vovó
que conta sua lenda e diz:
— Pra nós é um mascote,
símbolo de sorte
dessa viagem feliz.