Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo. (João 16:33)
No tempo do Buda vivia uma velha mendiga chamada Confiando na Alegria. Ela observava os reis, príncipes e o povo em geral fazendo oferendas ao Buda e a seus discípulos, e não havia nada que quisesse mais do que poder fazer o mesmo. Saiu então pedindo esmolas, mas, no fim do dia não havia conseguido mais do que uma moedinha. Levou a moedinha ao mercado para tentar trocá-la por algum óleo, mas o vendedor lhe disse que aquilo não dava para comprar nada. Mas quando o vendedor soube que ela queria fazer uma oferenda ao Buda, cheio de pena, deu-lhe o óleo. A mendiga foi para o mosteiro e acendeu a lâmpada. Colocou-a diante do Buda e fez o seguinte pedido:
"Nada tenho a oferecer senão esta pequena lâmpada. Mas, com esta oferenda, possa eu no futuro ser abençoada com a Lâmpada da Sabedoria. Possa eu libertar todos os seres das suas trevas, purificar todos os seus obscurecimentos e levá-los à Iluminação".
Durante a noite, o óleo de todas as lâmpadas havia acabado, mas a lâmpada da mendiga ainda queimava na alvorada, quando um discípulo chegou para recolher as lâmpadas. Ao ver aquela única lâmpada ainda brilhando, cheia de óleo e com pavio novo, pensou: "Não há razão para que essa lâmpada continue ainda queimando durante o dia" e tentou apagar a chama com os dedos, mas foi inútil. Tentou abafá-la com suas vestes, mas ela ainda ardia. O Buda, que o observava há algum tempo, disse: — Maudgalyayana: você quer apagar essa lâmpada? Não vai conseguir. Não conseguiria nem movê-la daí, que dirá apagá-la. Se jogasse nela toda a água dos oceanos, ainda assim não adiantaria. A água de todos os rios e lagos do mundo não poderia extinguir esta chama.
- Por que não? - Perguntou o discípulo de Buda.
- Porque ela foi oferecida com devoção e com pureza de coração e de mente. Essa motivação produziu um enorme benefício.
Quando o Buda terminou de falar, a mendiga se aproximou e ele profetizou que no futuro ela se tornaria um Perfeito Buda e seria conhecida como Luz da Lâmpada.
Minha pele de estrelas e luar foi Bordada pelas mãos dos atabaques Quando delicadeza beijou o mar. Olho para trás e uma vez mais beijo As mãos dos meus antepassados, Todos abençoados pelos ritos, Pelos mitos, pela dor que o vento Espalhou na cor que trago em mim Como lembrança e prazer de lembrar Quem fui e sou. Sento no colo de meu avô e todas as vozes Da África gritam em minhas veias. Abraço minha mãe e estou nos braços das sereias. Essa sou eu e assumo a beleza de meus Cabelos negros e de minha pele que guarda Todos os mistérios dos orixás. E se sonho, estou lá, deitada no colo de minha Mãe Yemanjá. E se choro, choro pelo amanhã, mas bato o pé E chamo Iansã. E se me enfeito, sou de Oxum e sou de todos Os lugares e de lugar nenhum. E se canto, chamo por Nanã na cantiga de ninar Que me faz encantada e guardiã. Sim, sinhôzinho, essa sou, ajoelhada, marcada Pelo passado que não passou. Olha bem pra mim e ao redor. Somos Muitos, somos tantos numa voz só. Sou o povo brasileiro, sou a África e A sua continuação nesta bandeira Verde e amarela que trago no coração.
Não quero que alguém morra de amor por mim... Prefiro esse alguém bem pertinho me abraçando. Não quero que alguém me ame como eu amo. Quero apenas que me ame.
Não quero que alguém seja igual a mim porque quero ser a única pessoa do jeitinho que sou para alguém. Não posso pretender que todas as pessoas gostem de mim, mas posso imaginar que algumas gostem e talvez um sorriso meu possa fazer pelo menos que uma dessas pessoas sorria também!
Quero fechar meus olhos e pensar em alguém e imaginar que alguém pensa em mim. Quero ser um pedacinho do mundo de alguém e saber que esse alguém precisa de mim e que sou importante e que talvez sem mim a vida não fique tão boa.
Quero ter certeza que apesar das minhas burrices e loucuras alguém gosta de mim como eu sou! Quero conseguir só lembrar das coisas boas que alguém possa ter feito pra mim e procurar não me lembrar das ruins.
Não quero brigar com o mundo e se o mundo brigar comigo quero ter coragem de enfrentá-lo. Quero sempre poder dizer o quanto alguém é especial e importante pra mim.
Quero poder acreditar que mesmo que hoje eu não consiga, vou conseguir um dia! Quero poder sempre dizer a alguém que gosto dele e o quanto gosto e como gosto!
Se você tem um alguém, alguém especial e importante na sua vida, não deixe de dizer isso... talvez alguém goste de escutar!...
Uma pequena menina sofria muito durante os temporais. Então sua mãe lhe disse para rezar quando estivesse assustada e o medo se afastaria.
Um dia, após temerosa tempestade, a menina foi até sua mãe e disse que rezar durante o perigo não trouxe nenhum alívio. - Então, disse sua mãe, – tente rezar quando o sol estiver brilhando e veja se isso leva o medo embora.
Alguns dias depois, quando furiosa tempestade se aproximava, ela disse docemente: - Rezar quando o sol brilha foi o melhor caminho pois não tenho agora nem um pouquinho de medo.
- Pois é isso, minha filha. Respondeu-lhe a mãe – Quem sabe agradecer e apreciar os bons tempos não tem porque temer as horas ruins.