Não, Marquito não sentia inveja dos meninos que tinham violões de verdade porque ele vivia sonhando que tinha um também. Ele fazia vibrar suas cordas invisíveis, com o rosto iluminado e os olhinhos brilhando de emoção. Havia quem achasse que Marquito era meio lelé-da-cuca.
Claro, era gente que não tinha imaginação suficiente para saber que "aquele" violão só podia ser visto (e ouvido) por outros sonhadores, como Marquito. Essas pessoas ignoravam também que ele não se conformava com a realidade que havia, vivendo a sonhar com a realidade que devia haver. Tendo seu violão imaginário como bandeira, Marquito via um mundo novo.
Um mundo em que as coisas são das pessoas que as entendem. E não só das pessoas que podem comprá-las. Ah, quanta gente tem um violão na sala de visitas servindo de enfeite, sem tocá-lo nunca! E lá ia Marquito dedilhando seu violão de sonho, tirando as músicas lindas que seu coração compunha. Depois, limpava-o cuidadosamente com uma flanela bem macia feita de nuvens. Ele o guardava com carinho numa capa cor de céu todo estrelado. Daí, ele pegava seu violão mais que exclusivo e o escondia debaixo da escada secreta que usava para subir ao seu paraíso particular.
As pessoas que não entendiam Marquito, tadinha delas, até pensavam em levá-lo a um psicólogo para saber se ele tinha alguma coisa. Como resposta, ouviam: "Não, ele não tem uma coisa, mas sonha com ela, e assim, faz de conta que a tem". Um dia, os que só sonhavam quando dormiam resolveram dar um violão de verdade para o menino que sonhava acordado. Ao recebê-lo, Marquito abraçou-se ao violão, comovido, e disse: "Obrigado. Agora tenho dois".
O padre José Roberto, da Igreja da Ressurreição, no Rio de Janeiro, saía certa manhã bem cedo, quando seu carro foi cercado por três adolescentes. - Passamos a noite em claro, padre – disse um deles, em tom desafiador. – Pode imaginar onde estivemos?
Como qualquer ser humano normal, José Roberto preferiu ficar quieto. Imaginou o que significa uma noite em claro naquela idade, sentiu medo pelos riscos que os garotos devem ter corrido, pensou na preocupação dos pais.
O adolescente que iniciara a conversa terminou por responder á própria pergunta:
- Ficamos na Igreja de N. S. de Copacabana, adorando a Virgem. Saímos de lá tão eufóricos que viemos caminhando até aqui (aproximadamente 3 quilômetros), cantando alto, rindo, falando com todo mundo. Pelo menos uma das pessoas nos perguntou: "Como é que vocês, tão jovens, não têm vergonha de estarem bêbados a esta hora da manhã?"
O padre José Roberto deu partida no seu carro, e seguiu em direção ao seu compromisso. No caminho, se perguntou muitas vezes: - Eu também me deixei levar pela aparências, e cometi uma injustiça em meu coração. Será que algum ser humano vai finalmente entender a frase de Jesus, "Vocês serão julgados com a mesma medida com que julgam seu próximo?"
Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve pra montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças. Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é. Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de "passou". Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.
Das mais variadas cores e formas, a mãe natureza nos doa diariamente seu amor.
Em cada flor, o seu beijo matinal.
Olhamos e não avaliamos o quanto uma roseira quer nos ofertar. Olhamos e achamos bela.
Mas belo é tão pouco, em relação ao muito que as plantas podem nos passar.
Infelizmente, acostumados que estamos a ver o lado prático das coisas, vemos a utilidade de uma roseira dar rosas, de uma quaresmeira dar flores, do lírio dar lírios. Assim, com a mesma naturalidade com que visualizamos a objetividade das ações dos outros para conosco.
Quando paramos e nos detemos mais em uma flor, já a mentalizamos em nosso jardim.
Por que não mentalizá-la no nosso jardim interior e, ao menor desejo, sacá-la do inconsciente e vivenciá-la como se a estivéssemos vendo pela primeira vez?
Flor, beleza.
Flor, poesia.
Flor, alegria.
Pense em sua vida como uma flor.
Procure observá-la e admirá-la sempre, para que você possa buscá-la e encontrá-la sempre. Sempre que as direções se cruzarem, sempre que o rastro dos caminhos se apagarem para si.
Não há sofrimento maior que sentir a solidão de não ter sensibilidade suficiente dentro de nós, para contemplar uma flor.
Flor.
Deixe uma brotar dentro de você.
Paz,
Para mim, a melhor maneira de desejar bom dia, é dizer a você 'eu te amo'! Os meus dias agora são sempre bons porque eu acordo com você ao meu lado. Para mim, a melhor posição para dormir, é juntinho de você.
Enquanto eu durmo, eu sonho com você, e tenho uma sensação de felicidade e amor profundo quando passo os braços pela cama e encontro você no travesseiro ao meu lado. Não há nada melhor do que acordar e ter você como a primeira visão do meu dia.
Mesmo quando precisamos acordar cedo e sair correndo para o trabalho, as minhas manhãs são melhores com você. Saber que você faz parte da minha vida, torna os meus dias mais felizes e entusiasmantes. Você tem a capacidade de fazer eu virar a melhor versão de mim.
Tenha um bom dia hoje, e um bom dia sempre, meu amor!