Você se foi! E agora tudo o que resta
São as coisas sem valor.
Todos os motivos foram poucos
Para manter você.
Qualquer barreira que eu colocasse
Seria fraca para deter você.
Juro, eu tentei! Mas descobri que meus
Braços eram curtos para abraçar você,
Minhas mãos frouxas para segurar.
Queria que soubesse que me alimento
Das nossas lembranças. E que cada
Lágrima que cai dos meus olhos
Leva consigo a última
Das minhas esperanças.
Olho à minha volta e parece que tudo
Aqui morreu!
Sem você o ouro virou pó.
Sem você a luz do sol desapareceu.
Desde a sua partida
Toda a alegria virou dor.
Posso garantir, só seu corpo consegue
Me aquecer.
Como eu posso lhe provar que
Só ao seu lado consigo viver?!
Peço-lhe uma última coisa... volte!
Faço de tudo para você voltar.
E se você ainda duvida
Vou lhe fazer acreditar.
Por você eu furtaria o canto dos pássaros,
Derreteria toda a neve do mundo.
E se você ainda acha pouco, por fim,
Eu faria até o planeta parar de girar.
Não me deixe continuar a viver assim.
Pois de todas as coisas que existem,
Eu quero simplesmente
Ter você de volta para mim!
Quando gostamos de alguém queremos estar junto dessa pessoa, todos os dias, o tempo todo. Quando se gosta de alguém como eu gosto de você, não existe alegria longe dos seus olhos.
Você é tudo para mim, e poderia ficar a vida inteira apenas contemplando ou escutando você. Sei que juntos podemos ser muito felizes, mas para isso você terá que responder com um 'sim' à minha pergunta:
Aceita namorar comigo?
Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve...
Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite...
Pegue uma lágrima e ponha no rosto de quem jamais chorou...
Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar...
Descubra a vida e narre-a a quem não sabe entendê-la...
Pegue a esperança e viva na sua luz...
Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar...
Descubra o amor e faça-o conhecer o mundo...
Inicialmente eu gostaria de me identificar como um cliente seu, porém sou um ex-cliente.
Eu sou aquele que, quando ligou para sua empresa, encontrou a linha ocupada.
Eu sou aquele que, quando não encontrou a linha ocupada esperou muito tempo até que a telefonista estivesse disposta a me atender.
Eu sou aquele que apesar de estar com uns quilinhos a mais, não gostaria de ser chamado de fofinho por quem não me conhece.
Eu sou aquele que, pacientemente, explicou várias vezes o que queria, para pessoas que não sabiam nada sobre o assunto.
Eu sou aquele que, após muito sacrifício, conseguiu localizar a pessoa que me atenderia, e que me fez esperar só um minutinho o que ao telefone é uma eternidade.
Eu sou aquele que, tentou várias vezes e que, após ser colocado de lado, maltratado, menosprezado, foi obrigado a desistir.
E, principalmente, eu sou aquele, que agora se diverte, vendo você gastar muito dinheiro em rádio, TV, jornal e tudo mais pedindo para ligar para sua empresa.
Veja bem, eu só queria fechar um bom negócio. Por telefone.
Um louco tinha acabado de ter alta do hospício. Caminhava calmamente pela rua, quando resolveu parar. Olhando para a janela do alto de um prédio, lembrou-se da sua tentativa de suicídio e pensou alto:
- Socorro.
A moça que passava com uma criança, ao ouvir o pedido de socorro, parou para olhar na mesma direção e ao ver uma criança perto da janela, abraçando mais apertado a sua criança, apoiou o louco e gritou: - Socorro!
Alguns rapazes se aproximavam despreocupados e começaram a olhar também. Não sabiam se o problema era com o rapaz do primeiro andar ou com a moça do segundo. Mas, agitados e solícitos, apoiando o louco e a mulher com a criança, gritaram mais alto ainda: - Socorro!
Dez minutos depois, tinha se instalado uma grande plateia. Esperavam o velhinho do sétimo andar se jogar pela janela.
Alguém mais prático resolveu chamar os bombeiros, que logo chegaram para recolher o corpo de uma pobre mulher assassinada e acabaram provocando a descida de todos os moradores do prédio, apavorados com o incêndio que tinha começado no penúltimo andar, e que, desesperados, gritavam:
- SOCORRO!
Afinal, quem era mesmo o louco da história?