Foi tão bom ter você em meus braços, mesmo por poucos dias. Foram horas marcadas por desejos, deixando em minha lembrança a sensação deliciosa de sua presença real.
Ficaram em meus lábios o sabor ardente dos seus beijos, suas digitais que pousaram com grande intensidade sobre meu corpo nu, que desejou o seu, sem pensar no amanhã.
Entregamos a fantasia do momento que soubemos viver. Hoje a saudade faz presente em minha vida, sim, com aquela agulhadinha no peito, ao me lembrar que você passou em minha vida, deixando assim marcas de um sonho bom, sem vestígios de dor.
Porque você se foi, sem deixar raízes do amor que a semente não proliferou. Você foi um sonho bom, do qual meu coração não se arrepende de ter aberto a porta para que ele adentrasse.
Você foi capaz de nem deixar o verde da esperança brotar nos dias seguintes, para que eu não desejasse a sua volta.
Mas valeu, hoje, só sinto uma gostosa saudade de você.
Todos os meus dias começam da melhor forma, pois é com você no meu pensamento que eu acordo todas as manhãs. É uma alegria e um conforto para minha alma saber que tenho do meu lado o melhor namorado do mundo.
Que hoje tenha muitos motivos para sorrir e que minha presença esteja perto do seu coração. Bom dia, meu amor!
O dado no dedo,
o dedo no dado.
Conto os pontos:
um-dois-três-
quatro-cinco-seis.
As bolinhas
bem redondinhas
em cada lado.
Atiro um punhado
de cada vez.
O branco no preto,
o preto no branco
do quadradinho.
Não sei se de osso,
madeira ou marfim,
os dados deste saquinho
que mamãe comprou pra mim.
Ser mãe é ser guerreira, é saber voar e rastejar se necessário. Ser mãe é conquistar mundos novos todos os dias para seus filhos. E é abrir janelas a cada porta que se fecha. Ser mãe é enriquecer a vida através da luz que lhe é inerente e é ser sangue e é ser pólvora. E é fazer do amor o país de seus rebentos. Ser mãe é alimentar as bocas da esperança. Ser mãe é ser paixão.
Você é tudo isso, minha mãe, meu amor.
Não me procures, Mãe, sob o jazigo.
Que recobres de joias e açucenas!...
Fita o campo das lágrimas terrenas,
Levanta-te da lousa e vem comigo.
Aqui, chora a viuvez amargas penas,
Ali, geme a orfandade ao desabrigo,
Ergamos para a dor um pouso amigo
E as nossas dores ficarão pequenas!...
Transformemos o luxo, Mãe querida,
Em consolo, agasalho, pão e vida,
Na inspiração do bem que nos governa!...
E seguiremos juntos, dia-a-dia,
Convertendo a saudade escura e fria
Em bendito calor de luz eterna.