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Vale a pena a tentativa e não o receio. Vale a pena confiar apesar do medo. Vale a pena encarar e não fugir da realidade. Ainda que eu fracasse, vale a pena lutar. Vale a pena discordar do melhor amigo e não apoiá-lo em suas atitudes erradas. Vale a pena corrigi-lo.
Vale a pena encarar-me no espelho e ver se estou certo ou errado. Vale a pena procurar ser o melhor e aí... Vale a pena ser o que for. Enfim...
Vale a pena viver a vida, já que a vida não é tudo que ela pode nos dar. Mas, sim, tudo o que podemos dar por ela. Vale a pena acreditar em nós mesmos. Vale a pena fazer o seu próprio destino. Vale a pena marcar a presença no mundo à sua volta e, principalmente, no mundo dentro de você. Vale a pena doar-se... Pois ninguém pode multiplicar a si mesmo sozinho. O indivíduo precisa dividir-se e servir a todos através do pensamento e do serviço desinteressado.
Vale a pena descobrir o verdadeiro sentido da vida!
Viva intensamente, cada momento, cada segundo... Ame muito, a tudo e a todos... Deixe seus olhos brilharem e seu coração pulsar feliz... Sorria, brinque, volte a ser uma linda criança! Porque, com toda certeza, vale a pena!

Eu sempre estive habituada a ver você todos os dias. Receber seu beijo carinhoso e te preparar agradáveis refeições. Todos os cuidados que eu tinha para que você se sentisse acarinhado e confortável, eram apenas manifestação de amor, tarefas que eu desempenhava com todo o prazer de quem quer bem a seu filho.

Mas você teve de ir para longe e nossa casa está mais vazia agora. Quando eu entro em seu quarto, sou invadida por memórias de tempos outrora vividos e ao pensar como tudo mudou, sinto um grande mar de saudades. Nossa família perdeu o brilho com sua ausência mais prolongada e, por isso, conto todos os agonizantes dias que espero até te rever.

Meu querido filho, como doí não ter você por perto, o bem precioso que queria aconchegar debaixo de minha asa para sempre. Pudesse esta distância ser encurtada ou nunca ter deixado cortar nosso cordão umbilical, e eu seria a mãe mais feliz desse mundo.

Um Homem grosseiro é facilmente reconhecido:
Não raciocina, portanto não tem dúvida a respeito de nada,
Não nega, portanto não crê. Cultiva hábitos há muito nele arraigados e nada aceita, medroso, além daquilo que sejam as conveniências do que vai até a porta da frente da sua casa.
Não testemunha o seu tempo: Vive no tempo do que um dia conquistou; não deixa que ninguém o conheça, posto precisar defender-se com frequência e, dessa forma, fica livre para ofender os outros.
Um Homem rude é aquele que aprende com o que lê, mas prefere não aplicar o que a teoria lhe ensinou, medroso, nada aceita do mundo presente, porque julga que já traçara seu destino e o inesperado não lhe interessa mesmo que seja a sua própria felicidade.
Mas um homem infeliz é aquele que desconhecendo os caminhos da existência e as possibilidades que neles se escondem, julga que nada precisa mudar e que tudo está certo como está.
Feliz é o homem, certamente, que apesar de todas as adversidades, cruza sem medo a via do destino, toma na mão as rédias de sua própria vida, conduz o carro dos seus dias para onde seu coração e a sua inteligência lhe indicar.

Voltaire

Depois de meses de um amor que agonizava, hoje o enterro. Ele morreu, acabou. Muito já sofri, é verdade, mas sei que o pior ainda está por vir. Agora é o luto e a ausência. Não é fácil ver um amor morrer. Mas posso dizer que lutei, lutei até o último minuto para que ele sobrevivesse, fiz tudo o que podia fazer, fiz tudo o que tinha para fazer.

Se há uma culpa que não carrego é de ter sido fraca. Mas há uma hora na vida em que é preciso assumir, por mais dolorosa que seja, que uma hora as coisas chegam ao fim.

Há muito tempo que já carregava um cadáver nas costas, o cadáver de um relacionamento. Ele já começava a pesar demais e cheirar mal. Era hora de enterrá-lo de vez, colocar um punhado de terra por cima e virar as costas para seguir com a vida.

Outros amores virão, partirão, mas espero que o amor de verdade chegue e que venha para ficar, se for para me fazer feliz. Mas agora, enterro um amor que morreu, um amor que acabou. Deixo rosas sobre o túmulo, mas levo comigo os espinhos. Espero em breve deles me livrar.

Os guerreiros ninjas vão para o campo; o milho acabou de ser plantado. Obedecendo ao comando do treinador, pulam por cima dos locais onde as sementes foram colocadas.

Todos os dias os guerreiros ninjas voltam para o campo. A semente se transforma em broto, e eles saltam por cima. O broto se transforma em uma pequena planta, e eles saltam por cima.

Não se aborrecem. Não acham que é perda de tempo.

O milho cresce, e os saltos se tornam cada vez mais altos. Assim – quando a planta está madura – os guerreiros ninjas ainda conseguem saltar sobre ela. Por quê? Porque conhecem bem seu obstáculo.

Mas existe gente que não age assim: quando o problema é pequeno, não dão importância; e quando o problema cresce, sentem-se incapazes de superá-lo.

Paulo Coelho