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Me definir é muito difícil. Às vezes pareço comum, às vezes singular. Sou bem assim: metamorfose ambulante. Adolescente em crise. Crises. De tudo o que você imaginar. O que mais valorizo no mundo? Amigos. O melhor sentimento? Felicidade. O melhor verbo? Amar. Conheço uma parte de uma frase, não sei o autor, mas ela define bem quem sou: viver é tentar ser feliz. É o que faço: vivo. E sim, me considero uma pessoa feliz, apesar de tudo. Depois de uma queda? Levanto e sigo em frente. Já desisti de contar os mil e um foras que dou. Vivo em busca de muitas coisas, mas já possuo a principal delas: a alegria. Uma companhia? Livros. Algo que te alegra? De novo os preciosíssimos amigos.
Bom, termino as ridicularidades desta minha descrição breguíssima com uma pergunta minha, e uma resposta fantástica, que se encaixa perfeitamente no meu caso.
Quem sou eu?
"Eu sou uma pergunta"

Clarice Lispector

Suponha que alguém lhe deu uma caneta. Você não pode ver quanta tinta tem. Pode secar logo depois das primeiras palavras ou durar o suficiente para você criar uma esplêndida obra (ou diversas). ou que durasse para sempre. Você não sabe até que você comece.
São as regras do jogo, você realmente nunca sabe. Você tem que examinar cada possibilidade! A regra do jogo não obriga você a fazer qualquer coisa. Você pode, ao invés de usar a caneta, deixá-la em uma prateleira ou em uma gaveta onde secasse sem ser utilizada. Mas se você decidisse usar, o que você faria? Como você jogaria esse jogo?
Você iria planejar e planejar antes de escrever cada palavra? Seus planos seriam tão extensos que você nunca começaria? Ou você colocaria a caneta na mão e simplesmente escreveria, esforçando-se para prosseguir com um monte de palavras? Você escreveria cautelosamente e com cuidado, como se a caneta secasse no momento seguinte, ou você fingiria ou acreditaria (ou fingiria acreditar) que a caneta escreverá para sempre?
E sobre o que você escreveria: sobre amor? Ódio? Divertimento? Miséria? Vida? Morte? Nada? Tudo? Você escreveria sobre si mesmo? Ou sobre os outros? Ou sobre si mesmo sob a ótica dos outros? Suas letras seriam trêmulas e tímidas ou brilhante e realçada? Enfeitadas ou simples?
Você escreveria mesmo? Uma vez que você tem a caneta, nenhuma regra diz que você tem que escrever. Você rascunharia? Borrões ou desenhos? Você permaneceria nas linhas, ou não veria nenhuma linha, mesmo se estivessem lá?
Há muito o que pensar sobre isso, não é? Agora, suponha que alguém lhe deu uma vida...

Quando você se observar,
à beira do desânimo, acelere o passo para frente,
proibindo-se parar.

Ore, pedindo a Deus mais luz
para vencer as sombras.

Faça algo de bom,
além do cansaço em que se veja.

Leia uma página edificante,
que lhe auxilie o raciocínio na mudança
construtiva de ideias.

Tente contato de pessoas,
cuja conversação lhe melhore
o clima espiritual.

Procure um ambiente,
no qual lhe seja possível ouvir palavras
e instruções que lhe
enobreçam os pensamentos.

Preste um favor, especialmente aquele
favor que você esteja adiando.

Visite um enfermo, buscando reconforto
naqueles que atravessam dificuldades
maiores que as suas.

Atenda às tarefas imediatas que esperam por você
e que lhe impeçam qualquer demora
nas nuvens do desalento.

Guarde a convicção de que todos estamos
caminhando para adiante, através de problemas e lutas,
na aquisição de experiência, e de que a vida concorda
com as pausas de refazimento das nossas forças,
mas não se acomoda com a inércia
em momento algum.

Chico Xavier

Porque será tão difícil perdoar? Desculpar alguém que cometeu um erro grave, quando o primeiro sentimento que chega é a raiva? Esta é a principal razão do perdão estar relacionado com tanta dificuldade, assim que percebemos a mentira, engano ou deslize, nossa primeira atitude certamente não é o perdão, mas sim a raiva, a revolta e principalmente o ressentimento.

Por ser algo tão complexo e contraditório é que o perdão é um sentimento puro e direcionado aos que tem um bom coração. Para perdoar é preciso transformar tudo que surge de negativo em desculpa, tolerância e generosidade.

Mesmo com todas as dificuldades, sem dúvida, quem sai com um saldo positivo é aquele que perdoa, pois a mente fica mais leve, rodeada de boas energias e principalmente com uma consciência ainda mais tranquila.

Se a pessoa que necessita do perdão o recebe de bom coração também recebe benefícios, uma alma mais leve para seguir o seu caminho, além de mais uma oportunidade para nunca mais repetir o mesmo desatino.

Abraça em cada pessoa que te cruze o caminho,
Alguém que te leve mais longe a mensagem de auxílio, e em cada estender de mãos dê também a tua mão,
Não recuse ajudar e registre, no teu pensamento o amor puro que te verte do ser, que assim poderás te sentir mais feliz.