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Eu tinha um medo mortal de não ser ninguém. De chegar sem ninguém me cumprimentar pelo caminho, de não notarem que eu mudei meu perfume, de não pedirem minha opinião, de começarem sem mim, de terminar sem ninguém.

O meu medo, mesmo mortal, não era o da morte, era o de não ser a mais ilustre dentre as comidas dos vermes. Eu quero que os vermes me guardem para comer no Natal ou quando chegar algum parente de longe que eles queiram impressionar.

Imagine quão desesperadora é a ideia do esquecimento para o homem moderno: já quase não nos sobram mais árvores nem tempo para escrever. Só nos resta então, ter filhos. Mas o amor aos meus filhos impediu-me de tê-los para viver as mesmas angústias que eu.

Eu desisti da vida muito jovem, quando ainda me sobravam vários dentes mas poucos motivos para sorrir. Agora, o arrependimento e o medo do esquecimento me perseguem e aqui me posto a escrever minhas memórias, por vezes trágicas, por vezes cômicas, mas quase sempre vis.

Arlindo da Souza e Cruz

Eu não vou esconder o sentimento que tenho por você! Meu coração sente saudade. Ele grita seu nome, ele perdeu vaidade. Ainda não acredito que nossa relação terminou, aliás, jamais vou acreditar.

Isso é falso; é mentira! Eu sei que você me ama mesmo que você não saiba! Eu sei que você me quer mesmo que você não concorde. Preciso de você para respirar, para voar, para sonhar.

Preciso de você para voltar a ser eu! Por favor, me dê uma chance para provar que nossa história ainda agora começou! Até logo. Beijo.

Felicidades! Esta data há de se repetir por muitos anos. Os meus parabéns, meu amor! Te desejo felicidades, pois tu mereces tudo de bom e de belo que existe neste mundo. Nosso namoro é muito contestado, por isso não poderei estar presente na tua festinha.
Toda oposição que existe em torno do nosso romance não passa de desinteligências, e elas devem ser removidas a seu tempo e hora. Com menos comentários tudo vai se resolver. Estarei ausente na tua festinha, mas em pensamento vou estar bem junto de ti.
Tu terás nessa reunião tudo o que tens direito: Parabéns para ti, bolo, brinde com champanhe, muitos beijinhos e abraços. Terminada a comemoração, sei que virás a correr ao meu encontro, pois se estamos juntos é porque nos amamos, e não vamos dispensar nossa festinha particular.
Sem comes e bebes, cantorias e outros brindes, vamos comemorar do nosso modo, com beijos, abraços e carícias, um fim de noite inesquecível. Vamos festejar o primeiro aniversário do nosso amor, pois eu não esqueço, foi há um ano, na tua festinha, que tudo começou.
Com habilidade vamos driblar os controles, craques que somos, vamos marcar um golaço para selar o nosso relacionamento. Quero ter-te ao meu lado invicta e maravilhosa.

Nem as palavras mais bonitas deste mundo poderiam trazer algum tipo de alegria para o dia de hoje. A saudade conseguiu preencher todos os espaços das nossas vidas, inclusive aqueles que por algum motivo continuavam livres.

O vazio deixado pela ausência é imensurável com a pura certeza que jamais será novamente ocupado. Por mais que os segundos passem a dor não minimiza e a aquela incerteza de como será possível seguir em frente nos próximos dias, só complica ainda mais os pensamentos confusos que invadiram as nossas vidas.

Mas o pior de tudo isso é ter a certeza que é preciso encontrar forças, mesmo que por dentro não consigamos acreditar que elas existem. Encontrar a esperança em um dia tão triste pode até ser improvável, mas nunca impossível. Apesar da dor e do sofrimento, não podemos ignorar que é realmente necessário segui em frente.

A saudade será eterna e a presença não poderá mais ser sentida, mas as lembranças dos bons momentos vividos são um ótimo conforto, que permanecerá para sempre conosco. O tempo necessário para toda esta dor ir embora é ainda indeterminado, mas todos os dias em que a coragem de seguir em frente vencer a tristeza devem ser devidamente comemorados.

Uma forte ventania causou, certo dia, um grande alvoroço numa tradicional loja de departamentos.
O gerente havia deixado às janelas abertas e o vento que por elas entrou soprou grande quantidade de etiquetas de preços que estavam prontas e ainda não colocadas, fazendo-as pousar em diversos artigos da loja de forma desordenada.
No dia seguinte, os clientes ficaram surpresos ao encontrar meias a 49,90, ternos a 1,99, sapatos a 0,90 e um cachecol a 1.290,90!...
E a loja de departamentos de nossa vida?
Como a temos organizado?
A que atribuímos altos valores e quais os artigos não temos valorizado?
As pessoas que nos conhecem, que conosco convivem constantemente, encontram tudo em ordem ou a ventania da incredulidade tem feito trocas?
Temos atribuído preços elevados às coisas materiais, incertas e passageiras ou, valorizamos o espiritual, crendo que ao lado de Deus todas as coisas são acrescentadas?
Quando abrimos nossos corações e deixamos o Senhor nos dirigir, então podemos descansar e confiar que as bênçãos virão na hora e da forma de Deus.
Quando nos apegamos às coisas desse mundo, perdemos o real valor das coisas importantes para nossa felicidade e supervalorizamos aquilo que nenhum valor tem.
Precisamos parar de viver como se as etiquetas de preços estivessem trocadas!