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Queria pedir-te desculpa pela total falta de paciência que demonstrei ontem à noite, mas se há uma coisa que me deixa profundamente aborrecido, para não dizer irritado e até apavorado, é essa história (que se repete sistematicamente) do "nós temos que conversar".
Tudo bem, eu concordo contigo: nós temos que conversar sempre. E é por isso que eu adoro conversar consigo, estar consigo a qualquer hora do dia ou da noite, falar sobre qualquer assunto ou circunstância da maneira mais natural do mundo, acho que é por isso que nos damos tão bem.
Quero pedir-te desculpa pela maneira abrupta com que eu interrompi a tua tentativa de conversar um bocado. Também quero pedir desculpas por ter ido embora assim, de repente. Mas, minha querida, da próxima vez que quiseres conversar sobre a nossa relação, põe as coisas mais naturalmente.
Não venhas com este preâmbulo, com esta frase introdutória que, aliás, é uma frase feita que só afasta e apavora quem tem sempre boas intenções contigo. Esse "nós temos que conversar" parece-me muito inquiridor, mas perdão mais uma vez pelo meu mau-humor exagerado.

Desejo de tudo um pouco!
Sensibilidade... Para não ficar indiferente diante das belezas da vida.
Coragem... Para colocar a timidez de lado e poder realizar o que tem vontade.
Solidariedade... Para não ficar neutro diante do sofrimento da humanidade.
Bondade... Para não desviar os olhos de quem te pede ajuda.
Tranquilidade... Para quando chegar ao fim do dia, poder deitar e dormir o sono dos anjos.
Alegria... Para você distribuí-la, colocando um sorriso no rosto de alguém.
Humildade... Para você reconhecer aquilo que você não é.
Sinceridade... Para você ser verdadeiro, gostar de si mesmo, e viver melhor.
Felicidade... Para você descobri-la dentro de você e doá-la a quem precisar.
Amizade... Para você descobrir que, quem tem um amigo, tem um tesouro.
Esperança... Para fazer você acreditar na vida e se sentir uma eterna criança.
Sabedoria... Para entender que só o bem existe, o resto é ilusão.
Desejos... Para alimentar o seu corpo, dando prazer ao seu espírito.
Sonhos... Para poder, todos os dias, alimentar sua alma.
Amor... Para você ter alguém para amar e sentir-se amado.
Tenha de tudo, um pouco... E seja feliz!
Boa semana para você!

Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta.

Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte.

Ele não é solitário. Ele é ocupado. A memória de nadar no líquido aminótico lhe dá energia, completude. A mulher pode ser ocupada também, mas ela se sente vazia.

Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga elétrica de prazer no contato com outra.

Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada ato de amor, ter o homem dentro dela, um ato de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem.

Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser. Mas para uma mulher, o clímax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela.

Namoro não é posse. Namoro é muito mais que isso. Namoro é cumplicidade, é respeito, é confiança, é companheirismo, é carinho, é amizade, é lealdade, é sintonia, é sinceridade.
O amor quando de verdade, é livre.
Claro que o ciúme existe. Quando a gente gosta a gente cuida, mas esse ciúme não é aquele que sufoca, que prende.
O verdadeiro companheirismo sabe respeitar a individualidade do outro.
Namoro não é dependência, é complementação!

Amitabha, o Buda primordial, que tinha como único desejo ajudar todos os seres vivos, um dia considerou que era necessário a manifestação de uma divindade com a aparência de um jovem. Amitabha emitiu um raio de luz branca que tomou a forma de Tchènrezi.
Tchènrezi cresceu e prometeu ajudar Amitabha a beneficiar todos os seres vivos e fez uma promessa a ele próprio "enquanto houver um único ser que não tenha atingido o despertar, trabalharei para o bem de todos. E se não cumprir esta promessa, que a minha cabeça e o meu corpo se quebrem em mil pedaços!"
Durante milhões de anos, Tchènrezi trabalhou sem parar. Um dia pensou que já tinha liberto numerosos seres, mas infelizmente ainda havia inúmeros seres presos no samsara. Muito triste por isso, desanimou "Não tenho a capacidade de socorrer os seres; vale mais que descanse no Nirvana". Com este pensamento contrariou sua promessa. O seu corpo se quebrou em mil pedaços e Tchènrezi conheceu um intenso sofrimento.
Mas pelo poder de sua graça, Amitabha voltou a recompor o corpo de Tchènrezi. Lhe deu onze rostos, mil braços e mil olhos. Tchènrezi poderia a partir de então, ajudar os seres sob esta forma. Amitabha pediu a Tchènrezi que retomasse a sua promessa e este assim fez ainda com ainda mais vigor e força do que antes.