Era uma agradável manhã de primavera quando um jovem rico saiu para dar uma volta no seu novo cavalo. Infelizmente, embora não soubesse, ainda era quase selvagem. Assim que sentiu o cavaleiro sobre a sela, o animal pôs as orelhas para traz e disparou à toda pela pista calma.
Em vão, o jovem cavaleiro tentou controlar sua montaria. O animal não obedecia. Tudo o que o homem podia fazer era lançar os braços ao redor do pescoço do animal e se segurar da melhor maneira possível.
Onde você vai com tanta pressa? - gritou um amigo do cavaleiro, enquanto se punha em segurança numa vala.
- Como vou saber? - gritou o jovem, enquanto era levado. Não sou eu quem está no controle. É melhor perguntar ao cavalo.
MORAL: Temos de saber ao certo quem está no comando.
Então apenas me permita te acariciar em pensamentos...
Deslizar minhas mãos em teu rosto, sentindo sua respiração ofegante em meus lábios.
Permita que eu me sinta desejada, alucinada pelo toque que minha mente é capaz de produzir.
Doente esta maneira de sentir! Loucura assumida... Desejos e ilusões!
Não tenho seus pensamentos, e jamais sentirei novamente seus toques.
Vida solitária, que suplico em manter. Seria humano almejar algo em troca, mas não...
Apenas imploro por uma permissão! Quero-te em meus pensamentos. Permaneça aqui.
Dê-me ao menos a ilusão de que estará em minha vida...
Permita que eu acredite! Não peço que me deixe em seus sonhos...
Não pode me ver como mulher, jamais entenderá o que se passa em minha mente ousada e sonhadora!
Limites nos separam, vivemos em mundos diferentes, sonhos distantes, objetivos distorcidos!
Jamais entenderá o brilho que só você pode produzir em meus olhos, nunca perceberá o sorriso que domina meus lábios.
Amor impossível, solitário, dolorido! Mas imploro... Não o tire de mim, esta é a única maneira que encontrei de sentir você!
Como é maravilhoso começar o dia pensando no homem da minha vida. Sair de casa com a certeza que, aconteça o que acontecer, você estará me apoiando em todos os meus passos.
O nosso amor me faz sentir que estou de bem com a vida. Não há nada melhor que ter você ao meu lado, meu amor. Bom dia!
Mamãe e Papai,
Hoje sou a sua surpresa e a sua dor, o filho não sonhado, nem sequer imaginado. Enquanto crescia na tua
barriga temia os sonhos e projetos que faziam para mim e que não poderia realizar. Porém, se ao me olhar,
conseguissem ver além do quadro médico, achariam em mim toda beleza que meus olhos podem dar e a
inteligência que a sua confiança pode fazer crescer em mim.
Posso ser o milagre de todos os dias, sou capaz de sentir, de entender, de ser... Porém, preciso de vocês ao meu
lado com a doçura de um sorriso, cada vez que as minhas mãozinhas se enganam, com a terna paciência de
esperar meu tempo, mais lento, com a sabedoria de guiar-me, sem querer me transformar, com a proteção do seu
respeito, para que todos me respeitem como sou, com a alegria de desfrutar o simples fato de amar e
compartilhar a nossa vida, vencendo os preconceitos e desafiando as opiniões diversas.
Meu corpo é pequenino, mas está cheio de amor e se vocês me abraçarem forte, poderei dar
lhes a força e a coragem de lutar. Só lhes peço a oportunidade de crescer com amor. Amo vocês.
Mensagem escrita por um pai.
Pouco belo, de situação econômica e social mediana, mas muito presunçoso, julgava-se "pintado de ouro". Achava que todos deviam concordar consigo, embora pudesse discordar dos outros. E discordar era o que mais gostava, além da ironia e humilhação com os que lhe vinham. Tudo para demonstrar a superioridade que supunha ter.
Vestia-se imponentemente, exigia demais de si e dos demais, mas nunca conseguiu satisfazer-se ou ser feliz.
Discutia com a esposa, reprimia os filhos e maltratava os empregados. E isso mesmo fazia com os amigos e estranhos que encontrava. Acreditava que tudo sabia, e que a cultura era só o que precisava conquistar.
Preconceituoso, descriminava a tudo e todos que não lhe fossem semelhantes: de outras religiões, convicções políticas, raças ou posições sociais. Se um inculto, por exemplo, lhe dirigia a palavra simplesmente não respondia. Afinal, a educação para essas pessoas era dispensável.
A saúde era que não ia bem, com o estresse que impunha à sua vida, cigarros e preocupações vazias. Até um dia, quando voltava para casa à noite, sentir-se mal numa estrada deserta. Sua vista embaçada e a fraqueza repentina nas pernas acabaram o derrubando no chão.
Foi socorrido e levado a um bom hospital por um negro, analfabeto, ex-presidiário e pobre, que ainda lhe dedicou muitas orações, no culto africano que frequentava.