Durante longos e longos anos de minha vida caminhei, perseverante, através de tortuosas vias, tentando atingir o topo de uma montanha. Meu olhar estava sempre voltado para o alto. Fechava os olhos e minha visão espiritual sempre refletia aquele objetivo.
Muitas vezes os pés sangravam, os obstáculos eram tantos e tão dolorosos que meu olhar se voltava para baixo, sentindo-me invadido pelo desânimo e depressão.
Os olhos custavam a secar diante de tantas dificuldades, mas, apesar das lágrimas e do abatimento momentâneo, o olhar sempre retomava o alto, voltado à esperança e à fé no Pai.
Lá sempre foi meu objetivo. Era para lá que eu me dirigia. Era como se eu tivesse sido criado para aquilo. andar, andar, subir aquela montanha com o topo todo enevado.
Um dia lá cheguei. Meus cabelos e barbas estavam tão encanecidos tal o topo da montanha. Meus olhos brilhavam de alegria. Enfim havia conseguido meu intento.
Que bom, meu Deus, vitória, vitória, me sentia o maior vitorioso do mundo... Olhei ao redor... Olhei novamente... Meu Deus! Não havia ninguém, ninguém com quem comemorar. Ninguém.
Durante todo meu caminho, naquela senda dolorosa, mas perseverante, eu havia me perdido em meu ideal, havia me segregado.
Havia esquecido de mim mesmo e esquecido de todos. Não façam como eu, unam-se sempre como fazem todas as semanas para trabalharem juntos e atingirem juntos o ideal. Ninguém consegue nada sozinho. Ninguém sabe mais que ninguém. A união faz a força.
Que Deus nos ilumine!
Hasan de Basra relata: Eu havia me convencido de que eu era um homem de humildade e mais do que humilde em meus pensamentos e na minha conduta com os outros.
Então, um dia, parado à margem de um rio, vi um homem sentado. A seu lado havia uma mulher e, na frente deles, um cantil de vinho.
Pensei: - Se pelo menos eu pudesse transformar esse homem e fazê-lo como eu sou, em lugar da criatura degenerada que ele é!
Nesse momento, vi um barco no rio, começando a afundar. O homem imediatamente atirou-se na água, onde sete pessoas se debatiam, e trouxe seis delas, salvas, para a margem.
Depois, o homem veio a mim e disse: - Hasan, se você é um homem melhor do que eu, em nome de Deus, salve aquele homem, o último que resta.
Descobri, então, que não podia nem salvar um homem, e ele se afogou.
E o homem me disse: - Esta mulher aqui é minha mãe. Este cantil de vinho contém apenas água. É assim que você julga, é assim que você é.
Joguei-me aos seus pés e implorei: - Assim como você salvou seis desses sete homens em perigo, salve-me de me afogar no orgulho disfarçado de mérito!
O estranho me disse: - Rezo para que Deus realize seu objetivo.
Quem é realmente humilde nem cogita em sê-lo, não julga o outro, mas trabalha verdadeiramente para seu aprimoramento.
Alexandre, governante grego, foi realmente grande naquilo que conquistou. O mundo antigo esteve aos seus pés. Só que viveu pouco. Alexandre nasceu em 356 A.C e morreu, aos 33 anos, em 323 A.C.
Recentemente produzi e gravei um estudo específico sobre ele para o programa ''Encontro com as Profecias'' (se você puder, vale a pena ouvir!). Depois do programa pronto lembrei de um velho texto anônimo escondido entre meus arquivos. Trata-se de uma curiosa comparação entre Alexandre e Jesus. Diz assim:
Existe uma interessante comparação entre Jesus e Alexandre, o Grande. Ambos morreram com a idade de 33 anos.
O grego viveu e morreu para si próprio, o hebreu por você e por mim.
O grego morreu sobre um trono, o judeu sobre uma cruz.
A vida de um pareceu um triunfo, a do outro, uma derrota.
Um foi chefe de exércitos, o outro avançou só.
Alexandre fez correr o sangue de uma geração inteira; Jesus derramou Seu próprio sangue.
Um ganhou o mundo inteiro em sua vida, mas perdeu tudo na morte; o outro perdeu Sua própria vida, mas ganhou a fé do mundo inteiro.
O grego fez todos os homens seus escravos; o hebreu deu a todos a liberdade.
Alexandre fundou seu trono no sangue; Jesus no amor.
Um nasceu na Terra, o outro veio do Céu.
Um conquistou toda a terra, mas perdeu finalmente o Céu e a Terra; o outro renunciou a tudo, para finalmente tudo ganhar.
Alexandre, o grego, morreu para sempre. Jesus, por outro lado, vive eternamente.
Outro pensamento interessante, para finalizar: Enquanto Roma estava muito ocupada fazendo história, Deus chegou. Ele armou a Sua tenda da encarnação na palha num estábulo sob uma estrela. O mundo nem notou nada. Sob a influência ainda dos sucessos de Alexandre, o Grande e Herodes, o Grande o mundo passou por alto o pequeno Cordeiro de Maria. E ainda o faz.
Eu sei que você está longe apenas por pouco tempo, querido marido, mas as saudades já apertam muito. É por causa do agradável hábito de poder ter o seu carinho diariamente e sentir a felicidade de estar em seus braços.
Volte logo para o pé de mim, volte rápido antes que anoiteça. Eu sou apenas uma mulher apaixonada que espera o regresso do homem que tanto ama!
Eu sei que a maioria das mães elogiam em exagero os seus próprios filhos, faz parte do amor incondicional que eles nos despertam. Mas no meu caso, minha amada filha, até o exagero fica curto, e dizer o quanto você é especial e maravilhosa, a melhor das filhas, é apenas constatar um facto!
Desde o dia em que nasceu você se tornou no meu maior tesouro, aquilo que de mais precioso existe na minha vida, mas nunca cheguei a presumir que um dia nos tornaríamos nas melhores amigas que somos hoje.
Obrigada, minha querida! Eu lhe agradeço por ser essa filha maravilhosa que você é, e também a amiga que eu mais prezo. É um orgulho e uma alegria ter você como filha e amiga.
Você é especial, e não apenas porque nasceu de mim. Obrigada filha, eu amo muito você, desde o dia em que pela primeira vez carreguei você nos braços, até que Deus me extinga a vida do corpo!