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O amor não é cego.
Vê sempre as pessoas queridas
tais quais são
e as conhece, na intimidade,
mais do que os outros.

Exatamente por dedicar-lhes
imenso carinho,
recusa-se a registrar-lhes
os possíveis defeitos,
porquanto sabe amá-las
mesmo assim.

Quando o orgulho e a teimosia, que são da mente, bloqueiam o coração, tudo fica escuro. Surge um gosto amargo no peito, filho da tristeza.
O espírito e o coração não se encontram mais, pois a mente está entre ambos, cortando a união.
Então, a fumaça intoxica o jardim interno, e as pragas se instalam.
A mente não vê, mas as sombras estão ali.
Por fora, tudo parece certo. Mas, por dentro, o jardim está murcho.
Contudo, a mente não presta atenção em coisas assim. seus interesses são outros, mesmo ao custo de carregar a tristeza e perder a luz. Realizando, sim, mas sem brilho.
Com a mente no comando, pode-se até ganhar o mundo e realizar sonhos.
Porém, com as sombras apertando o peito e roubando a luz do espírito.
Quando o espírito e o coração não estão juntos, a mente prevalece, e as sombras fazem sua morada. A obsessão espiritual é assim: as sombras de fora sempre procuram as de dentro.
É por isso que Jesus ensinava: "Orai e vigiai, para não cairdes em tentação!"
Esse ensinamento é vital para se fazer a longa travessia das existências seriadas na Terra – com equilíbrio e contentamento.
Para viver no mundo e se realizar, mas com a luz no comando do espírito.
E com o amor alegrando a jornada e fazendo a aurora surgir nos olhos.
Usando a mente, e não sendo usado por ela.
Realizando – com brilho.
Sem sombras – com amor.
Recuperando o jardim...

O Natal! A própria palavra enche nossos corações de alegria.
Não importa quanto temamos as pressas, as listas de presentes natalinos e as felicitações que nos fiquem por fazer.
Quando chega no dia de Natal, vem-nos o mesmo calor que sentíamos quando éramos meninos, o mesmo calor que envolve nosso coração e nosso lar.

Bom dia para você!

Erga os olhos pra ver o sol nascer
E ver a vida como ela deve ser
tudo nessa vida é um aprendizado
E não aprende nada quem só fica parado
Corra enquanto há tempo, enquanto há tempo pra viver
Se você não fizer nada, ninguém fará por você
Viva sua vida
Como ela deve ser
Viva sua vida
E faça acontecer.

Quando Cátia chegou em casa depois da escola, ela deu um beijo em sua mãe, agarrou um biscoito e foi para o piano. A mãe sorriu quando Cátia começou a tocar sua música favorita. Cátia adorava música e tocar piano.
Quando Cátia parou de tocar, ela foi até a cozinha. – A Lúcia convidou algumas de nós para jogar vídeo game hoje à noite. – ela disse – Eu posso ir?
– Acho que sim. – sua mãe concordou – A propósito, a Sra. Parker ligou hoje. Ela disse que gostaria que você tocasse na festa da escola de música, na semana que vem. Eu disse que lhe perguntaria, mas que eu estava certa de que você aceitaria.
– Ah, mãe! – Cátia exclamou com desânimo – Não quero fazer isto! Hoje à noite eu ligo e falo com ela.
Ela fechou a cara e saiu da cozinha antes que sua mãe pudesse protestar. A mãe suspirou. Apesar da habilidade e do amor de Cátia pela música, ela rejeitava qualquer proposta de tocar em público. – Tocarei quando eu for mais velha. Era o que sempre dizia.
Quando Cátia voltou da casa da Lúcia naquela noite, ela parecia triste. – Você não se divertiu? Sua mãe perguntou.
– Oh, sim. – Cátia murmurou – Mas sabe o que é? Nós estávamos no quarto da Lúcia e em cima da estante eu vi o colar eu dei para ela no seu aniversário. Ainda está na caixa! Quando eu dei a ela, ela disse que era bonito e que tinha gostado. Se ela realmente gostou, por que ela não usa? Eu gastei dois meses de mesada para pagar o colar que agora só fica guardado!
– Eu sinto muito. – a mãe respondeu simpaticamente – Talvez ela use mais tarde.
E, depois de uma ligeira pausa, adicionou, – Cátia, você não estará tratando o presente que Deus lhe deu da mesma forma que a Lúcia está tratando o seu?
– Como assim? Cátia perguntou.
– Deus lhe deu o presente da música, inclusive a habilidade de tocar piano. Você gosta de tocar em casa, mas como a Lúcia, você parece pouco disposta a "tirar seu presente da estante" e usar em qualquer outro lugar.
Cátia ficou calada e pensativa por algum tempo. Finalmente admitiu, – Acho que você está certa. Eu direi à Sra. Parker que aceito o convite.