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Perdi pessoas que eu achava que não viveria sem e ganhei pessoas que eu nunca imaginei que entrariam em minha vida. Ri até chorar, e chorei como se não fosse mais rir. Amei e desanimei. Fui decepcionado, mas também decepcionei. Sonhei alto, cai muito, machuquei e me levantei. Senti saudade, morri de saudade, mas também deixei saudade. Disse coisas que não deveriam ser ditas. Me calei quando mais deveria ter falado. Chorei. Ah, como eu chorei! Mas também fiz pessoas chorarem. Briguei, brinquei e me arrependi. Guardei coisas bobas e deixei coisas importantes passar. Algumas vezes fui feliz, outras vezes triste. Me arrependi de coisas que disse, e disse coisas da qual não me arrependo. Xinguei, gritei e perdoei. Errei querendo acertar, e acertei quando achei que tinha errado. Acreditei no "Para sempre", "Eu te amo" e "Conte comigo", e também fiz pessoas acreditarem. Prometi coisas que não cumpri, e cumpri coisas que nem ao menos prometi. Perdi e ganhei. Sorri e chorei. Me ergui e desabei. Cresci e amadureci.

Já foi dito que o Amor é a recompensa do próprio Amor.
Amar é diferente de apaixonar-se. Quando nos apaixonamos, ficamos obcecados, perturbados. Queimamos por dentro, acreditando falsamente que o fato de possuirmos a pessoa pela qual nos apaixonamos nos trará a completa felicidade, resolverá todos os nossos problemas e nos colocará num mundo de infindável satisfação.
No entanto, mesmo se gozarmos de alguns momentos em que tudo isso está presente, eles passam rapidamente, pois é próprio do fogo devastar completamente o terreno que ele ataca.
Amar, ao contrário, nos amplia, nos engrandece. O Amor é também um fogo, mas um tipo de fogo suave, acalentador, produtivo. É um fogo que constrói, que comunica, que dissolve as paredes do nosso egocentrismo crônico, incorporando muitas qualidades ao campo do nosso sentimento.
A grande recompensa por Amar é justamente poder sentir Amor.
O Amor não é como, por exemplo, uma mesa, um objeto que tem sempre a mesma forma. O Amor é mais parecido, digamos, com uma planta, que é um jato de vida.
Primeiramente o Amor é uma semente, depois, aventura-se como broto que se desenvolve pouco a pouco e que, de forma prudente, mas corajosa, busca caminhos e contornos. Nisso, ele produz flores e frutos, abriga pessoas, concede a sombra, alimenta, encanta e embeleza.
O Amor tem possibilidades infinitas. Florescer é a lei que o comanda. Se ele se estagna, endurece, esclerosa e morre, é porque virou hábito, rotina adormecida.
Amar é, portanto, surpreendente, porque o Amor está sempre se reinventando.
O Amor tem possibilidades infinitas e pode estar sempre se reinventando.

É como um rastro no corpo, Digitais deixadas por toda parte, Perfume que se espalha, Desejos perdidos no tempo. São marcas da paixão, Chamas se ascendem E os olhos alimentam um ao outro. O coração acelera O corpo se arrepia, Uma paixão inexplicável. Marcas que não podem ser apagadas. Paixão, Desejos incontroláveis, Loucuras de dois apaixonados, Uma cena de sonho, Um cenário de fantasias. Marcas da Paixão, Rastro de sentidos, Perfumes inesquecíveis, Olhares insubstituíveis, Tempo de magia, Perseguição do mundo Esquecimento de fraquezas. As marcas são fortes São deixadas na alma, São doces Marcas da Paixão.

Nem todas as nossas batalhas podem resultar em vitórias, mas quando lutamos com todas as nossas forças, iremos desfrutar de grandes conquistas durante a nossa vida. Basta acreditarmos e estarmos dispostos a dar o nosso melhor em tudo o que fazemos. Com o tempo construiremos nosso caminho, conscientes de que conseguimos tudo o que estava ao nosso alcance.

O beijo venenoso:
a tua voz como um espelho
que acorda lembranças
de tato em silêncio.
Longe do prazer,
vazia da dor
digo o teu nome, à beira da minha língua.
E o som rola
como o meu coração:
casca impregnada das tuas mãos
que ainda pulsa quando cessa o teu apelo.

Lourdes Espínola