Queria pedir-te desculpa pela total falta de paciência que demonstrei ontem à noite, mas se há uma coisa que me deixa profundamente aborrecido, para não dizer irritado e até apavorado, é essa história (que se repete sistematicamente) do "nós temos que conversar".
Tudo bem, eu concordo contigo: nós temos que conversar sempre. E é por isso que eu adoro conversar consigo, estar consigo a qualquer hora do dia ou da noite, falar sobre qualquer assunto ou circunstância da maneira mais natural do mundo, acho que é por isso que nos damos tão bem.
Quero pedir-te desculpa pela maneira abrupta com que eu interrompi a tua tentativa de conversar um bocado. Também quero pedir desculpas por ter ido embora assim, de repente. Mas, minha querida, da próxima vez que quiseres conversar sobre a nossa relação, põe as coisas mais naturalmente.
Não venhas com este preâmbulo, com esta frase introdutória que, aliás, é uma frase feita que só afasta e apavora quem tem sempre boas intenções contigo. Esse "nós temos que conversar" parece-me muito inquiridor, mas perdão mais uma vez pelo meu mau-humor exagerado.
Se não estivesse fora de moda... Eu iria falar de Amor.
Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração.
Aquela dorzinha gostosa, de ter muito medo de perder tudo.
Daqueles momentos que só quem já amou um dia, conhece bem.
Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas... Mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas doá-las, no sentimento nobre de amar.
Se não estivesse fora de moda... Eu iria falar de Sinceridade.
Sabe, aquele negócio antigo de fidelidade, respeito mútuo... e outras coisas mais.
Aquela sensação que embriaga mais que a bebida.
Que é ter, numa pessoa só, a soma de tudo que as vezes procuramos em muitas.
A admiração pelas virtudes, aceitação dos defeitos... E sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencerem, sem o direito de possuir.
Se não estivesse tão fora de moda... Eu iria falar em Amizade.
O apoio, o interesse, a solidariedade de uns pelas coisas dos outros e vice-versa.
A união além dos sentimentos e a dedicação de compreender para depois gostar.
Se não estivesse tão fora de moda... Eu iria falar em Família.
Sim! Família!!! Pai, mãe, irmãos, irmãs, filhos, lar... O bem maior de ter uma comunidade unida pelos laços sanguíneos e protegidas pelas bênçãos divinas.
Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias.
Família... O ser humano cumprindo sua missão mais sublime de sequenciar a obra do criador.
E depois... Eu iria até, quem sabe, falar sobre algo como... a Felicidade.
Mas é pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo já está fora de moda.
Sabe de uma coisa... Me sinto feliz por estar tão fora de moda.
E você? Também está fora de moda como eu? Espero que sim!
Não haverá razão para viver, nem termo para as nossas
misérias, se for mister temer tudo quanto seja temível.
Neste ponto, põe em ação a tua prudência; mercê da
animosidade de espírito, repele inclusive o temor que te
acomete de cara descoberta. Pelo menos, combate uma
fraqueza com outra: tempera o receio com a esperança.
Por certo que possa ser qualquer um dos riscos que
tememos, é ainda mais certo que os nossos temores se
apaziguam, quando as nossas esperanças nos enganam.
Estabelece equilíbrio, pois, entre a esperança e o
temor; sempre que houver completa incerteza, inclina a
balança em teu favor: crê no que te agrada. Mesmo que o
temor reúna maior número de sufrágios, inclina-a sempre
para o lado da esperança; deixa de afligir o coração, e
figura-te, sem cessar, que a maior parte dos mortais,
sem ser afetada, sem se ver seriamente ameaçada por mal
algum, vive em permanente e confusa agitação. É que
nenhum conserva o governo de si mesmo: deixa-se levar
pelos impulsos, e não mantém o seu temor dentro de
limites razoáveis. Nenhum diz: - Autoridade vã,
espírito vão: ou inventou, ou lho contaram. Flutuamos
ao mínimo sopro. De circunstâncias duvidosas, fazemos
certezas que nos aterrorizam. Como a justa medida não é
do nosso feitio, instantaneamente uma inquietude se
converte em medo.
Lucius Annaeus Sêneca
Neste dia festivo em sua vida quero lhe desejar de todo o meu coração apaixonado.
Feliz aniversário meu amor.
Você merece muito mais que parabéns.
Você com toda a sua sinceridade, transparência nas atitudes me fez conhecer o quanto é lindo o seu coração.
Sabe quando acordo fico pensando se você não é apenas fruto de um belo sonho, mas eu fico tranquila, pois, eu sei que você existe e está nesse mundo para me fazer a mulher mais feliz do universo.
Meu amor eu, te amo muito.
Parabéns, feliz aniversário!
Querem saber como vivo? Lhes direi...
Vivo do vento que me mantém lúcida e acordada para que eu não adormeça na caminhada.
Vivo do mar que me limpa do cansaço da luta e me recompõe para que eu continue. Vivo das cores que me ensinam os remédios e os alimentos para que eu sobreviva forte para trabalhar.
Vivo da riqueza do meu melhor esforço, meu amor. Planto-o por onde passo, não perco nem mesmo a terra de um vaso quebrado, pois ali a semente germina.
E sou feliz assim.
Sou simples, pois preciso de pouco. Sou calma, pois aprendi a esperar. Tudo vem.
E o campo arado e adubado produz coisas melhores, que valem a pena ser preservadas.
Falo pouco, pois optei por grandes ocupações, como um trabalho escolhido de ouvir e por isso não me sobra tempo para as palavras.
Penso muito, mas corretamente. Desejo só o necessário, ocupo pouco espaço e por isso não sofro por possuir.
Sou feliz, sou abençoada, sou reconfortada e apreciada. Sou aquilo que todos lutam para obter. Querem saber quem sou eu, já que sabem como vivo?
SOU A PAZ...