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Posso ter interpretado mal
e até ter agido como um animal
Não quero me fazer de vítima
meus erros eu mesmo assumo.
E é com um doce sumo que
quero tirar esse gosto de derrota
que não me sai da mente e me apavora.

Enquanto meus braços te envolviam
os seus me repudiam
Agora conforme escrevo, sinto
a vontade de chorar.
por uma derrota, já que eu queria ganhar
chorar por uma decisão frustrada
chorar por uma amizade selada
que outro rumo tomou.

Foi um desvio de olhar
que tudo isso despertou.
E o meu jeito de amar
logo então aflorou.
Mas com um ímpeto selvagem agi,
quando deveria conter-me
e silenciar meu coração que pedia:
por TI!

Às vezes não queremos pensar no que fizemos a alguém, mas a nossa consciência nos atormenta com objetivo de nos aproximar de pessoas que talvez se magoaram com a gente.
Eu sei que isso aconteceu conosco. A gente em certo ponto não pensou para dizer ou fazer as coisas e isso acaba afastando as pessoas que gostamos.
Eu quero pedir que me desculpe pelo o que fiz a você, não foi por querer, foi somente um mal entendido da minha parte, um ato sem pensar.
Por favor, me desculpe. Eu gosto de você e preciso que você me desculpe.

Um discípulo comentou com o rabino Bounam de Pssiskhe:
- O mundo material parece sufocar o mundo espiritual.
- Sua calça tem dois bolsos - disse Bouhnam. - Escreva no direito: o mundo foi criado apenas para mim. No bolso esquerdo, escreva: eu não sou nada além de pó e cinzas.

Divide bem teu dinheiro nestes dois lugares. Quando vires a miséria e a injustiça, lembra que o mundo existe apenas para que possas manifestar tua bondade, e usa o dinheiro do bolso direito. Quando estiveres tentado a adquirir coisas que não te fazem a menor falta, lembra do que está escrito no teu bolso esquerdo, e pensa várias vezes antes de gasta-lo. Desta maneira, o mundo material nunca sufocará o mundo espiritual.

Um jornalista perseguia o escritor francês Albert Camus, pedindo que explicasse detalhadamente o seu trabalho. O autor de A peste se recusava: " Eu escrevo, e os outros julgam como entendem".
Mas o jornalista não sossegava. Certa tarde, conseguiu encontra-lo em um café de Paris.
"A crítica acha que o senhor nunca aborda um tema profundo" disse o jornalista. " Eu lhe perguntaria agora: se tivesse que escrever um livro sobre a sociedade, aceitaria o desafio?"
"Claro", respondeu Camus." O livro teria cem páginas. Noventa e nove seriam em branco, pois não há o que dizer. No final da centésima página, eu escreveria:
"o único dever do homem é amar".

Há um momento na aprendizagem de cada homem em que este chega à convicção de que a inveja é ignorância; que a imitação é suicídio; que ele tem que se tomar a ele próprio tanto para melhor, tanto para pior, como a sua parcela; que embora o universo esteja cheio de coisas boas, nenhuma semente de milho nutritiva chegará a ele senão através da labuta que ele ofereça nesse lote de terreno que lhe foi dado para cultivar.

O poder que reside nele é novo na natureza, e nenhum outro senão ele sabe o que é que pode fazer, e não o saberá até que o tente. Não é por nada que uma cara, um caráter, um fato, causa muito impressão nele, e outros não têm qualquer efeito. Esta escultura na memória não existe sem uma harmonia pré-estabelecida.

O olho foi colocado onde um raio deve cair, de forma a testemunhar esse raio em particular. Nós apenas nos exprimimos pela metade, e temos vergonha da ideia divina que cada um de nós representa. Podemos ser de confiança e de motivações boas e proporcionais, e darmo-nos fielmente, mas Deus não terá o seu trabalho mais manifesto feito por cobardes.

Um homem está seguro e tranquilo quando coloca todo o coração no seu trabalho ou outra atividade e faz o seu melhor de acordo consigo próprio; mas o que ele diz ou faz de outra maneira, não lhe dará nenhuma paz.

É uma entrega que não rende nada. Na tentativa o seu gênio abandona-o; nenhuma musa o ajuda; nenhuma invenção, nenhuma esperança. Confia em ti próprio: todo o coração vibra a essa corda de ferro.

Ralph Waldo Emerson