Se um dia eu estiver "cheio da vida", com vontade de sumir, de morrer, insatisfeito comigo e com o mundo em torno de mim.
Pergunta-me, se eu quero trocar a luz pelas trevas. Pergunta-me, se eu quero trocar a mesa posta, pelos restos que tantos vem buscar no lixo. Pergunta-me, se eu quero trocar meus pés por uma cadeira de rodas. Pergunta-me, se eu quero trocar minha voz, pelos gestos.
Pergunta-me se eu quero trocar o mundo dos sons pelo silêncio dos que nada ouvem.
Pergunta-me, se eu quero trocar o jornal que leio e depois jogo no lixo, pela miséria dos que vão busca-lo para fazer dele seu cobertor. Pergunta-me, se eu quero trocar minha saúde, pelas enfermidades de tanta gente.
Pergunta-me, até quando não reconhecerei as tuas bênçãos, a fim de fazer de minha vida um hino de louvor e gratidão e dizer, todos os dias, do fundo do meu coração: OBRIGADO SENHOR POR MAIS UM DIA.
Exigimos perfeição em tudo dos outros.
Mas não nos olhamos no espelho, para ver nossas imperfeições.
Exigimos um padrão de ética e de moral dos outros.
Mas utilizamos sempre da lei de Gerson Para tirar vantagem em tudo.
Exigimos respeito dos outros.
Mas não temos, quando paramos nosso carro na vaga de deficientes, quando não paramos para que o pedestre passe na faixa, quando há um idoso em pé e continuamos sentados, etc.
Exigimos gentileza dos outros.
Mas no nosso dia a dia, não desejamos um bom dia, uma boa tarde e boa noite, simples palavras que não nos custam nada e que pode ser o diferencial para muitas pessoas.
Exigimos tolerância dos outros.
Mas quando nossa paciência é testada, às vezes até por motivos fúteis, reagimos de forma não adequada para a circunstância, atitude que não contribui em nada na resolução da situação.
Afinal, os valores que almejamos como ideais, só existem no mundo de nossas ideias e como metas a serem atingidas somente pelos outros e não por nós?
Dê um beijo, um abraço, um passo em sua direção...
Aproxime-se sem cerimônia...
Dê um pouco do seu calor e do seu sentimento...
Sente-se perto e deixe-se ficar algum tempo, ou muito tempo...
Não conte o tempo de se dar e aprenda a burlar a superficialidade...
Sonhe o sonho sem dúvidas, deixe o sorriso acontecer, rasgue o preconceito, olhe nos olhos, aponte um defeito com jeito, respeite uma lágrima...
Ouça uma história, ou muitas, com atenção...
Irradie simplicidade, simpatia, energia, e não se espante se a pessoa mais feliz for você...
Hoje é só você que está no meu pensamento, vovó! A saudade bate mais forte que nunca; aperta o peito com recordações do tempo em que brincava no seu colo, onde recebia sem mimo tão carinhoso.
Parece mentira, mas continua sentindo sua presença principalmente nos momentos mais difíceis. É como se de alguma forma você estivesse me apoiando e até encaminhando ao passar dos dias. Amo você até ao infinito, vovó!
Com cada vez mais estímulos e possibilidades de encontrar a felicidade, ainda existem muitas pessoas que engrandecem a solidão, mesmo quando momentos de alegria estão longe se ser uma realidade.
A tecnologia está nos deixando cada vez mais independente, o problema é que esta autonomia nos ensinou que a solidão já não é algo optativo e sim naturalmente estabelecido. O contato físico com outras pessoas deixou de ser relevante, computadores, tablets e smartphones viraram intermediários obrigatórios para os mais diversos tipos de diálogos.
Passamos a apreciar a solidão e nos permitimos cada vez mais a continuar vivendo em um mundo individualista e solitário. Não podemos excluir das nossas vidas os benefícios trazidos pela interação entre pessoas, que jamais serão completamente substituídos.
Precisamos abraçar a solidão um pouco menos, e valorizar mais as boas sensações que o contato humano nos permite, curtindo as mais verdadeiras relações e todos os conflitos que não deixam nosso aprendizado tão restrito.