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O homem aproximou-se do espinheiro. Ergueu a mão para tocá-lo e um "ai!" de dor brotou de seus lábios.
Um rubi de sangue brilhou no seu dedo. O homem limpou o sangue e disse fitando o espinheiro: – Eu te perdoo!
Admirei e louvei dentro de mim aquele homem que possuía o doce dom de perdoar.
E aconteceu que veio outro homem. Parou junto ao espinheiro, ergueu a mão para tocá-lo, e o espinho o picou. Mas o homem limpou em silêncio a ferida, contemplou com amor o espinheiro, e não disse: – Eu te perdoo!
Tive, então, este pensamento: – O primeiro homem era um santo: sabia perdoar!
Este outro não sabe! Mas o meu Senhor, interrompendo a minha cisma, disse: – Quem não sabe é você! – Como, Senhor? Então o primeiro homem... – Sim, é um santo, porque perdoou quando foi preciso! – E o segundo? – É mais santo ainda, porque não tem necessidade de perdoar.
E como eu ficasse perplexo, com o olhar perdido na incompreensão e na dúvida, o Senhor me disse: – O espinheiro fere, porque é espinheiro. Ainda que ele quisesse jamais poderia perfumar.
O primeiro homem sentiu a dor da picada, e como não sabia nada, atribuiu a culpa ao espinheiro. Mas, como era puro de coração, perdoou.
O outro homem sentiu a mesma dor, mas como sabia que todo espinheiro fere, pois o espinheiro é assim, não se sentiu ofendido. E como nada tinha a perdoar, não perdoou.
Desde então sofro menos quando os espinhos me ferem. Dói-me na alma a ferida, mas minha alma sabe que não há ofensa. E como não há ofensa, não há perdão.
É assim que do meu peito brota um piedoso amor pelo espinho que não chegou a ser flor. Meu sofrimento se transforma em ternura porque já aprendi a não perdoar!

Ser poeta é sina, porque há sempre um exalar de perfume e dor em cada texto que o poeta assina.
É caminhar no fio da navalha, é às vezes, ser cruelmente retalhado ao resvalar em cada rima.
É gestar versos indócis, querendo nascer. Nascendo, são filhos pródigos que seguem seu rumo, deixando o poeta vazio, para que de novo ele possa conceber.
Ser poeta é ver as coisas mais simples pelos olhos de uma abelha multifacetadas e assim, enxergar detalhes mil onde os outros não conseguem enxergar nada.
Ser poeta é enfeixar todas as reverberações de um diamante, ciente de que ele será sempre e tão somente um mero matiz. Ser poeta é conviver com uma sensibilidade imensurável, que exalta e aniquila, que desnivela, que eleva ao Reino de Deus e simultaneamente rebaixa ao Reino de Hades...
E, em meio a estas tempestades, que fulminariam o mais comum dos mortais, ser poeta é caminhar sozinho, implorando ao mundo, a compreensão de seus ideais!

Áurea doce mulher encanto de beleza e ternura quantas Áureas eu quero ter Desta forma basta uma!
Áurea minha morena bonita És tudo que querias ser mas cuide mais um pouquinho Do amor que vais viver
Quando Áurea chora É porque desabrocha Um lindo sentimento que a sua mãe incomoda
Áurea pequena, formosura Áurea média, muita ternura Áurea grande, momentos eternos e com bastante bravura!
Áurea mulher bonita Cheia de grandes paixões Todo teu engrandecimento Demonstra muita paixão!

Quando me amei de verdade,
pude compreender
que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo,
na hora certa.
Então pude relaxar.

Quando me amei de verdade,
pude perceber que o
sofrimento emocional é um sinal
de que estou indo contra a minha verdade.

Quando me amei de verdade,
parei de desejar que a minha vida
fosse diferente e comecei a ver
que tudo o que acontece contribui
para o meu crescimento.

Quando me amei de verdade,
comecei a perceber como
é ofensivo tentar forçar alguma coisa
ou alguém que ainda não está preparado
- inclusive eu mesma.

Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas,
crenças e - qualquer coisa que
me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoismo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.

Quando me amei de verdade,
deixei de temer meu tempo livre
e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo
e no meu próprio ritmo.
Como isso é bom!

Quando me amei de verdade,
desisti de querer ter sempre razão,
e com isso errei muito menos vezes.

Quando me amei de verdade,
desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente,
que é onde a vida acontece.

Quando me amei de verdade,
percebi que a minha mente
pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco
a serviço do meu coração,
ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Kim McMillen

A tinta mancha o papel,
fingindo ser escrita,
mas que não passa de
um borrão só!
A mão que me segura,
já secou muitas lágrimas
vindas do coração,
quem me dera ter
um pouquinho de dom
para escrever uma poesia!
Sozinha não sou nada,
sem a velha mão cansada,
se fosse então feliz seria
male mal escrevo cartas
de amor ultrapassado
de um casal de velhinhos
pela morte separados.
ela ainda me pega as poucas
pela tinta que carrego,
ele já há muito descansa
em paz, e é nas mãos
dela que me entrego!
me pega muito trêmula
sempre que esta a chorar
molha-me a escrita, que pena!
mais uma carta a estragar.
chama-o carinhosamente:
meu querido amor menino
fico feliz quando escreve.
porem, cartas sem destino!