Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo à janela, desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeje roteiros.
Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou não hesite.
Desembarque nela os seus sonhos...
Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano, seja de primeira classe.
Feliz Ano Novo!
Não tive coragem de pedir perdão, Explicar minha razão Decifrar meu coração, Nada conseguir fazer, reagir reverter. Os olhos não falaram de sentimentos Obscuros, A língua não sussurrou os desejos escondidos, A voz não gritou a vontade escondida. De um grande amor, corri o risco de não conquistar nem um respeito de momentos vividos. Hoje pude enxergar meus erros Ainda não sei se terei tempo, Para dizer: Nada... É tudo que sou longe de ti.
Quem não troca de ideias, não troca de discurso,
só para evitar as próprias contradições.
Destrói-se...
Quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado.
Destrói-se...
Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova.
Destrói-se lentamente quem faz da TV, sua maior e mais querida companhia.
Destrói-se...
... lentamente quem não tem compaixão com os animais, as crianças, os idosos, os deficientes e os eficientes.
Quem desconhece o valor da afetividade, da família, da amizade, e da saudade.
Destrói-se...
Quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho.
Destrói-se...
Quem não viaja, não lê, não ouve música, não assiste filmes nem vai passear de mãos dadas.
Destrói-se...
Quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar, quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante.
Destrói-se...
Quem desiste de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece, e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Destrói-se...
Quem prefere o preto no branco e os pingos nos is, à um turbilhão de emoções indomáveis... Justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos e suspiros...
Quem não abre seu coração, com medo dos tropeços...
Quem esconde seus sentimentos...
Quem tem medo de amar...
Evitemos definhar em suaves prestações, lembrando sempre, que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente RESPIRAR.
Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas, imaginando uma forma de chegar até o outro lado, aonde era seu destino. Suspirou, profundamente, enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente, percebeu haver letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro, AGIR. Não contendo a curiosidade, perguntou ao barqueiro o motivo daqueles nomes nos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito ACREDITAR, e remou com toda força. O barco começou a dar voltas, sem sair do lugar. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito AGIR, e remou com todo vigor. Novamente, o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante. Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo, e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
O barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de AUTOCONFIANÇA. E a margem é a META que desejamos atingir. Para que o barco da AUTOCONFIANÇA navegue seguro e alcance a META pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: ACREDITAR e AGIR.
Não basta apenas ACREDITAR, senão o barco ficará rodando em círculos, é preciso também AGIR para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa META. Impulsione os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais, e não se esqueça que, por vezes, será preciso até remar contra a maré.
No alto do Rio Negro, a beira de um de seus afluentes, o Rio Tiquiê, vive um grupo de índios Tucanos.
Por incrível que pareça, a maior parte dos adolescentes tem o pé direito levemente virado para fora.
Não sei se foi feita alguma pesquisa científica, algum estudo genético, mas a explicação que me deram foi bastante convincente.
Normalmente os índios tem vários filhos, e os maiores cuidam dos menores.
Desde pequenos os curumins carregam os menores, e a forma de carregar é colocar o pequeno junto ao corpo, mas de lado, acima da perna direita e isso faz com que ao andar precise entortar o pé para dar segurança.
Em uma tarde muito quente, um indiozinho bem magrinho carregava seu irmão, de volta para casa após o banho no rio. Era uma subida íngreme e teriam que caminhar por um bom trecho.
Foi perguntado ao menino que carregava seu irmão se ele não estava cansado, ao que ele respondeu.
IRMÃO NÃO PESA.