Sei que meras palavras não servirão necessariamente como lenitivo neste momento em que, certamente, estarás sentindo mágoa de mim e, quiçá, desejarias nem ter me conhecido.
Errei. Errei, sim, como pode errar um ser humano fragilizado pelas contingências da vida...
Errei e peço perdão, vida minha.
Se o transtorno do arrependimento não é suficiente para quitar meu débito, imagina o quanto mais não estou sendo penalizado ante esse teu olhar magoado o qual, espero e queira Deus, não venha a se transformar em indiferença. Antes me olhes com mágoa do que com indiferença... Pois se a ira a raiva ainda significa algum tipo de sentimento, a indiferença consiste na lápide tumular dos corações humanos...
Errei e peço perdão...
Sabendo o quanto és nobre, o quanto de pureza e altruísmo tens na alma, minha esperança renasce, pois perdoar é um dom de nobreza espiritual.
Tenho consciência de que os erros podem gerar uma crise, mas é nas crises que o espírito se fortifica... É num momento de crise que a gente mais tem a oportunidade de crescimento interior, de fortalecimento moral, produto do sofrimento e da reflexão...
Se minhas palavras são fúteis e vãs, insuficientes para reparar meu mal ou para justificar meu arrependimento, nesta hora de aflição, parafraseando os poetas, lembra-te de que... Perdão foi feito pra gente pedir e... Eu te suplico, não destruas tantas coisas que são tuas por um mal que já paguei.
O amor tudo vence... E o mal que te causei não pode ser maior que nosso amor!
Superemos esta fase nefasta, amor de minha vida.
Olhemos para a frente, para o nosso amanhã... Um novo dia surgirá, pleno de luz, uma luz fulgente que haverá de reacender a confiança em nossos corações.
Te amo infinitamente.
O dia está amanhecendo;
O sol começa a despontar no horizonte;
Em meu peito a inquietude provocada pela incerteza do que irá me acontecer;
É como se de repente tudo à minha volta tivesse perdido o seu sentido; Ponho-me a chorar, mas não sei exatamente o porquê.
Vejo pássaros que voam um voo tranquilo, parece que eles têm certeza do que buscam e de onde o encontrarão;
Começo a questionar-me sobre o que tenho desejado e onde buscar.
Os pássaros se perderam de vista,
E eu me perco em pensamentos.
Que certeza eu posso ter em meio a toda essa confusão?
O que me assegura que eu estou realmente vivo e não morto?
Parece-me que há uma cortina de trás da qual o sol acabou de sair.
Será possível erguê-la e dá uma olhada para ver o que acontece por lá e qual é o filme que passa sobre minha vida?
Não ter resposta para estas perguntas é torturante;
Não saber qual é o enredo do filme que envolve minha vida é muito triste e doloroso.
Mas, então, o que devo fazer?
Sentar-me e esperar tudo acontecer?
Não!
É necessário que eu mesmo crie o enredo do filme que eu quero para minha vida e certamente voarei livremente como os pássaros.
Há pessoas que não sabem o que é o sorriso. E por isso o trocam por uma lágrima. Não sabem o que é um canto. E o trocam por um grito de agonia. Não sabem o que é uma amizade. E a trocam pela antipatia.
Não sabem o que é o amor. E o trocam por um grande ódio. Não sabem o que é a paz. E a trocam pela intriga. Não sabem o que é a verdade. E a trocam por um mundo corrido de mentiras.
Não sabem o que é uma flor, uma árvore, uma paisagem. E trocam-nas por uma poluição desenfreada não sabem o que é o diálogo. E se trancam dentro de si mesmas. Não sabem o que é união. E vivem isoladas. Não sabem quem é Deus.
E o trocam por superstições vazias. Não sabem o que é vida. E vivem trocando-a pela morte. Todas estas trocas são feitas porque o mais cômodo tem caminhos mais fáceis. Mas a verdade é uma só: lutar, perseverar, servir, servir.
As trocas pelo mais cômodo, pelo mais fácil, não levam a lugar nenhum. Pelo contrário: atrapalham, esvaziam, machucam, destroem.
Reflexão Fortalece o teu espírito, para que não te destruam desgraças inesperadas. Mas não inventes falsos infortúnios
Gosto de você, Como gosto do sol, da lua das estrelas.
Gosto de você, como gosto, das flores, da terra, e do mar profundo.
Pois você tem, o calor do sol, a suavidade da lua, a beleza das estrelas, o perfume das flores, a força da terra e o mistério do mar.
Você é muito especial pra mim!
Te amo!
Duas Cabras brincavam alegremente sobre as pedras, na parte mais elevada de um vale montanhoso. Ocorre que se encontravam separadas, uma da outra, por um abismo, em cujo fundo corria um caudaloso rio que descia das montanhas.
O tronco de uma árvore caída era o único e estreito meio de cruzar de um lado ao outro do despenhadeiro, e nem mesmo dois pequenos esquilos eram capazes de cruzá-lo ao mesmo tempo, com segurança.
Aquele estreito e precário caminho era capaz de amedrontar mesmo o mais bravo dos pretendentes à travessia, Exceto aquelas Cabras.
Mas, o orgulho de cada uma delas, não permitiria que uma permanecesse diante da outra, sem que isso não representasse uma afronta aos seus domínios, mesmo estando separadas pela funda garganta.
Então resolveram, ao mesmo tempo, atravessarem o estreito caminho, para brigarem entre si, com o propósito de decidir qual delas deveria permanecer naquele local. E no meio da travessia as duas se encontraram, e começaram a se agredir mutuamente com seus poderosos chifres.
Desse modo, firmes na decisão de levar adiante o forte desejo pessoal de dominação, nenhuma das duas mostrava disposição em ceder caminho à adversária. Assim, pouco tempo depois, acabaram por cair na profunda grota, e logo foram arrastadas pela forte correnteza do rio.
Moral da História:
É melhor abrir mão do orgulho do que chamar para si a desgraça através da teimosia