Vocês são meus primos especiais! É assim que gosto de definir vocês para mim; é assim que meu coração reconhece vocês. Somos mais que primos, temos um sentimento maior que todos nós juntos e vivemos de forma muito próxima. Somos unidos, muito unidos e isso me deixa muito imensamente feliz.
Não existe realização maior na vida que ser amado por quem amamos. E felizmente eu tenho essa experiência com todos vocês, meus primos adorados! Tenho certeza que nosso amor é recíproco e interminável, é forte e eterno. Eu gosto muito de vocês!
Duas coisas enchem a alma de admiração e de respeito sempre renovados e que aumentam à medida que o pensamento mais vezes se concentra nelas: acima de nós, o céu estrelado; no nosso íntimo, a lei moral. Não é necessário buscá-las e adivinhá-las como se estivessem ofuscadas por nuvens ou situadas em região inacessível, para além do meu horizonte; vejo-as ante mim e relaciono-as imediatamente com a consciência da minha existência. A primeira, a partir do lugar que ocupo no mundo exterior, estende a relação do meu ser com as coisas sensíveis a todo esse imenso espaço onde os mundos se sucedem aos mundos e os sistemas aos sistemas e a toda a duração ilimitada dos seus movimentos periódicos. A segunda parte do meu invisível eu, da minha personalidade e do meu posto num mundo que possui a verdadeira infinitude, mas no qual o entendimento mal pode penetrar e ao qual reconheço estar vinculado por uma relação não apenas contingente, mas universal e necessária (relação que também alargo a todos esses mundos visíveis).
Numa, a visão de uma infinidade de mundos quase aniquila a minha importância, na medida em que me considero uma criatura animal que, depois de ter (não se sabe como) gozado a vida durante um breve lapso de tempo, deve devolver a matéria de que é formada ao planeta em que vive e que não é mais do que um ponto no universo. Pelo contrário, a outra ergue infinitamente o meu valor como inteligência, mediante a minha personalidade, na qual a lei moral me revela uma vida independente da animalidade e até de todo o mundo sensível, pelo menos na medida em que podemos julgá-lo pelo destino que esta lei consigna à minha existência, e que, em vez de ser limitada às condições e aos limites desta vida, se alarga até ao infinito.
Immanuel Kant
A família é um bem precioso que nunca devia ser separado. Nascemos e crescemos juntos, debaixo do mesmo teto e nunca ninguém deveria de ter de ir embora. A saudade é um sentimento que dói e que tive de conhecer de perto com esta nossa distância. Vocês me fazem muita falta e cada membro querido da nossa família estará sempre em meu coração.
As coisas de maior valor que podemos obter da vida não custam nenhuma moeda sequer.
Elas são conseguidas junto aqueles que têm os bens mais valiosos que se pode possuir e que jamais poderão ser comprados: O Amor e a amizade.
Com esses dois bens podemos dizer com toda a certeza que somos as pessoas mais ricas do mundo e que sempre haverá motivos para querermos compartilhar dessa riqueza com aqueles que ainda se sentem pobres de espírito.
Com essa riqueza podemos mudar o mundo e fazê-lo lembrar também que antes de qualquer metal ou joia ser considerado precioso já havíamos nascido ricos e que isso que hoje em dia é considerado precioso e indispensável é apenas um acessório.
Todo o ouro e riqueza que muita gente tenta desesperadamente adquirir nada mais são do que bijuterias comparadas a essas verdadeiras riquezas que podemos oferecer.
Um dia o que é de valor mesmo será notado.
E até lá cabe a cada um de nós mostrar o que é e onde se encontra esse grande valor: O valor de se estar vivo e poder sentir a vida através do amor que os outros tem a nos oferecer.
Algumas de minhas irmãs trabalham na Austrália. Numa reserva, entre os aborígines, havia um homem bastante velho. Posso assegurar-lhes que vocês nunca viram uma situação de pobreza tão alarmante como a desse pobre ancião.
Todos o ignoravam. Seu lar era desarrumado e sujo. Por favor, disse-lhe eu certa vez, deixe-me limpar sua casa, lavar suas roupas e fazer sua cama. Estou bem assim, respondeu ele, não se preocupe.
Pois ficará ainda melhor, insisti, se permitir que eu faça isso. Ele concordou finalmente. Pude, portanto, limpar sua casa e lavar as suas roupas. Encontrei no meio da bagunça uma lamparina inteiramente coberta de poeira. Só Deus sabe o tempo transcorrido desde que o homem a acendera pela última vez.
O senhor não acende a sua lamparina? – perguntei-lhe. Não costuma usá-la?
Não, respondeu ele, não recebo a visita de ninguém. Não preciso de luz. Para quem deveria acendê-la?
O senhor a acenderia todas as noites se as irmãs passassem a visitá-lo? Naturalmente! respondeu ele. Desse dia em diante, as irmãs combinaram entre si, visitar o pobre ancião todas as noites. Dois anos se passaram. Eu tinha esquecido completamente esse homem, quando ele enviou esta mensagem:
Contem à minha amiga, que a luz que ela acendeu em minha vida continua brilhando.