Mensagens de Dúvidas

Senhor, Proteja as nossas dúvidas, porque a dúvida é uma maneira de rezar. É ela que nos faz crescer, porque nos obriga a olhar sem medo para as muitas respostas de uma mesma pergunta.
E para que isso seja possível, Senhor, Proteja as nossas decisões, porque a decisão é uma maneira de rezar. Dai-nos coragem para, depois da dúvida sermos capazes de escolher entre um caminho e outro. Que o nosso sim seja sempre um sim, e que nosso não seja sempre um não. Que uma vez escolhido o caminho, jamais olhemos para trás, nem deixemos que nossa alma seja corroída pelo remorso.
E para que isso seja possível, Senhor, Proteja as nossas ações, porque a ação é uma maneira de rezar. Fazei com que o pão nosso de cada dia seja fruto do melhor que levamos dentro de nós mesmos. Que possamos, através do trabalho e da ação, compartilhar um pouco do amor que recebemos.
E para que tudo isso seja possível, Senhor, Dai-nos sempre entusiasmo, porque o entusiasmo é uma maneira de rezar. É ele que nos liga aos Céus e à Terra, aos homens e às crianças, e nos diz que tudo é possível, desde que estejamos totalmente comprometidos com o que fazemos.
E para que isto seja possível, Senhor, Proteja-nos, porque a vida é a única maneira que temos para manifestar o Teu milagre. Que a terra continue transformando a semente em trigo, que nós continuemos transmutando o trigo em pão. E isto só é possível se tivermos "Amor". Portanto, nunca nos deixe em solidão.
Dai-nos sempre a Tua companhia, e a companhia de homens e mulheres que têm dúvidas, agem, sonham, se entusiasmam, e vivem como se cada dia fosse totalmente dedicado à Tua glória. Amém.

É que o homem da esquerda apenas olha para o chão, ou que o homem da esquerda não está vendo o rosto no céu entre as nuvens? Ou será que o homem da direita tem cabelos de nuvens, ou que são cabelos de um cogumelo nuclear? Ou que o homem da esquerda procura algo que não perdeu? Ou que apenas está procurando algo no lugar errado? E o homem da direita, será que por ter cabelos de nuvens se purificou junto a mãe natureza e se transformou em cabelo de árvore?
Assim são as religiões interpretando, filosofando, postulando e mais ainda, criando mistérios e enigmas para aquilo que é. E o que é afinal? Libertem-se dos dogmas e dos mistérios, das ilusões e das mentiras, dos frágeis pontos de vista que dividem, que desunem e que desassociam. Tire a mordaça do sofrimento e do orgulho patético, da sabedoria do nada, do materialismo escravizante. Dê valor ao que realmente tem valor, o valor justo a cada coisa e o valor de nada aquilo que nada é...
De onde você veio? Para onde você vai? Veja que nada sabe sobre você mesmo, imagine então o que você sabe sobre os demais... Um por fora e outro por dentro e muitas vezes representando um outro ainda... Dê um basta na ignorância e tire suas dúvidas sobre tudo e sobre todos. Muito mais ainda sobre o que você não sabe nem perguntar, porque nem sequer sabe da existência. Dê um ponto final nesse cadafalso de angústias e de dúvidas, pois onde existe a dúvida existe a desconfiança e o medo.
Dê um fim a esse martírio chamado atraso animal, descubra o que é um ser racional e que, você é sem saber, a luz maior do universo que existe aí bem dentro de você. Um final de semana bem especial! Fique com Deus...

Senhor, fazei de mim instrumento de vossa paz. e que eu encontre primeiro, em mim, a harmoniosa aceitação de meus opostos.
Onde houver ódio, que eu leve o amor. aceitando o ódio que possa existir em mim e compreendendo todas as faces com as quais o amor pode se expressar.
Onde houver ofensa que eu leve o perdão e que me permita ofender para ser perdoado
Onde houver discórdia que eu leve a união. e que eu aceite a discórdia como geradora da união
Onde houver dúvidas que eu leve a fé. podendo humildemente, encarar minhas próprias dúvidas
Onde houver erros, que eu leve a verdade. e que a "minha verdade" não seja única, nem os erros sejam alheios.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança. e possa, primeiro, conviver com o desânimo sem me desesperar.
Onde houver tristeza, que eu leve alegria. e possa suportar a tristeza minha e dos outros sendo alegre ainda assim.
Onde houver trevas que eu leve a luz. após ter passado pelas "minhas trevas" e ter aprendido a caminhar com elas.
Oh, divino mestre... fazei que eu procure mais: consolar que ser consolado. e que eu saiba pedir e aceitar consolo quando precisar.
Compreender que ser compreendido, e me conhecer antes, para ter melhor compreensão do outro.
Amar que ser amado, podendo me amar em princípio, para não cobrar o amor que dou.
Pois é dando que recebemos. e sabendo receber é que se aprende a doar.
É perdoando que se é perdoado. e não se perdoa a outro enquanto não há perdão por si mesmo.
E é morrendo que se nasce para a vida eterna. e é bem vivendo e amando a vida que se perde o medo de morrer!

É tão difícil compreender as emoções quando se rompe uma relação. Às vezes, temos certeza que tudo passou e de repente tudo volta. Como definir se o que sentimos é amor ou não é? Se é saudade ou solidão? Tristeza ou decepção? Posse ou desejo? Perda. Quando se perde um grande amor, muitas dúvidas emergem sob o fundo do sofrimento. Para alguns é um momento de intenso crescimento. Muito se pode aprender, uma aprendizagem que nos faz humildes diante da própria fragilidade.

Deparamo-nos com o que é a dor, a impotência diante dos sentimentos, a paciência necessária para esperar passar, pois a dor de amor não passa na velocidade da net, do gigas, dos chips, e o tempo que isso leva é indeterminado, é pessoal e singular.

Aceitar os altos e baixos, os enganos, os tropeços, as dúvidas, a falta de controle. Aceitar a não certeza, o não acesso ao que o outro sente e pensa, a incoerência do humano, a fraqueza, o medo, a culpa, o erro que não tem concerto, a marca da mentira e o que fazer com tudo isso?

O tempo não volta e as coisas não se apagam, por amor que tentamos, mas nada vai permanecer do jeito que está. A incerteza do futuro corrói, o medo do que virá, a ansiedade pelo novo e desconhecido, a prisão do passado, do familiar, que falta faz, será abstinência? Temos sim abstinência do outro a quem amamos e perdemos, somos forçados a esquecer quando ainda, ainda não estávamos preparados.

O choro que insiste em voltar, a vida que segue, e o tempo que insiste em passar, a confusão que não consegue chegar ao fim, tempos distintos, tempos diversos, tempo de cada um. Amor perdido, amor doído, amor esquecido, quando? Quando você está preparado para correr o risco de passar por tudo isso de novo e lembrar da abundância de felicidade num coração que ama, e é também amado...

Priscila Lima e Melissa Coutinho

Quando o nosso filho Julinho tinha seis anos, estávamos atravessando um período de má situação financeira e só podíamos comprar o indispensável para viver. Alguns dias antes do Natal, dissemos a ele que não poderíamos comprar presentes nas lojas, para nenhum de nós.
Mas com imaginação e amor poderíamos brincar de presentear uns aos outros.
Assim, nós combinamos que cada um desenharia o presente que gostaríamos de dar aos outros da família. A ideia agradou e a partir desse dia começamos a trabalhar em segredo com muita alegria e sorrisos misteriosos.
Um carro verde para o papai. Uma pulseira e uns brincos para mim. Para o Julinho os presentes eram aqueles que recortávamos de algumas revistas. Os melhores presentes para ele foram um tenda de brincar de índio e uma piscina de plástico, desenhadas pelo papai.
O presente melhor do papai para mim foi a nossa casa dos sonhos, pintada à aquarela, branca, com janelas verdes e touceiras de flores no jardim. E o papai recebeu um punhado de versos meus, inspirados nas coisas tristes e acontecimentos alegres das nossas vidas.
Naturalmente não esperávamos nenhum "melhor presente" do Julinho. Mas, com gritinhos de alegria, ele entregou um desenho grande, feito por ele, com lápis de cor, dentro da mais pura "técnica surrealista". Era sem dúvida um grupo de três pessoas rindo: um homem, uma mulher e um menininho. Tinham seus braços entrelaçados uns nos outros de tal forma que pareciam uma só pessoa. Embaixo do desenho, ele escreveu apenas uma palavra: "Nós".
Foi, sem dúvida, um Natal de Amor.