Meu amor, hoje nosso aniversário de casamento é representado pelo papel, e muitos dirão que a escolha do papel se deve à sua fragilidade, pois um ano de casamento é pouco.
Mas eu digo que é o papel que melhor representa nosso primeiro ano de casados pela sua flexibilidade e pela possibilidade de nele podermos escrever nossa história do jeito que nós queremos.
Parabéns pelas bodas de papel, amor! E obrigada por um ano tão maravilhoso e feliz. Você é o melhor marido do mundo, e também o melhor amigo, o melhor companheiro, o melhor homem! Sinto grande orgulho de ser sua esposa, e poder compartilhar toda minha vida com você.
Parabéns a nós! Eu te amo!
Custa-me ainda acreditar que alguém me amaria desse jeito intenso e especial. Você entrou na minha vida tão delicadamente que quando dei por mim já estava totalmente encantada por tudo que vinha de você, do sorriso às mais belas palavras.
Nosso amor sempre caminhou em direção ao crescimento, hoje consigo perceber a real definição do amor incondicional e por tudo isso eu agradeço imensamente a você. Meu suporte para todas as necessidades, sua presença completou em mim todos os espaços vazios e sem vida.
Me encanta sua forma única de me amar e tenho sempre comigo em pensamento, cada jeitinho seu de demonstrar sua dedicação e carinho por mim. Com você aprendi o estado mais lindo do amor, aquele sem precedentes, repleto de muito afeto e admiração.
Espero retribuir cada gesto recebido e todo o amor que um dia já me foi dado. Saiba que também amo você incondicionalmente e pretendo passar o resto da minha vida ao seu lado.
Você veio ao mundo sem nenhum compromisso com o mundo.
Seu único compromisso era consigo mesmo: sobreviver.
Assim você permaneceu até determinado ponto de sua vida.
Quem cuidou de você até essa fase, também não tinha nenhum compromisso com você, mas com ele próprio: era cuidar da criança que ali estava, sem ter pedido para vir.
Era só uma questão de responsabilidade.
Mas hoje, em todo bem que recebe, você se vê como devedor, e você paga com o que lhe ensinaram sobre gratidão, lição essa que lhe foi dada cheia de distorções, imprimindo-lhe a culpa, estampando lhe no espírito a obrigação de idolatrar a quem o ajuda ou ajudou.
Quem doa de coração não impõe obrigação. É muito nobre e bonito o sentimento de gratidão, mas nos ensinaram que temos uma dívida com quem nos faz ou nos dá algo de bom.
Isso nos escraviza ao benfeitor e ele nem sabe disso na maioria das vezes. Você não deve nada a ninguém.
Ninguém deve nada a você. Somos todos canais por onde passa a energia doadora do Universo.
Não somos nós que doamos, mas sim a Providência Divina, que doa através de nós.
Somos todos ferramentas da Mão de Deus para auxiliar aqueles que necessitam do nosso auxílio.
Quem ajuda ou ajudou você é uma dessas ferramentas.
Você também é uma delas. Seja grato, sim, mas não se escravize nem queira escravizar.
A maior parte dos escravos não amava seus "donos". Simplesmente ame.
Ame a quem o ajuda, certo de que ele se sentirá mais confortável assim, com ele próprio e com você.
Dessa forma não há o dominado nem o dominador. Há em nós a certeza de que um dia deixaremos este mundo.
É a única certeza que temos sobre o futuro.
Cuidemos para que nossa alma volte à Nação de Origem assim como veio: livre de compromissos e de escravismo.
Que ela retorne plena da verdadeira gratidão e do mais gratificante de todos os sentimentos: o Amor.
E se eu pegar na sua mão
Como quem conta um segredo
Para falar do coração,
Perdendo então o meu medo?
E se eu disser o que sinto
Tudo de uma só vez
Como se fosse faminto
De um sim, não ou talvez?
Só sei que quero amar
Se houver amor entre nós
Se hoje poder te abraçar
Gritarmos em uma só voz:
"Para sempre"!
O beijo venenoso:
a tua voz como um espelho
que acorda lembranças
de tato em silêncio.
Longe do prazer,
vazia da dor
digo o teu nome, à beira da minha língua.
E o som rola
como o meu coração:
casca impregnada das tuas mãos
que ainda pulsa quando cessa o teu apelo.
Lourdes Espínola