Muitas vezes relutamos para trabalhar em equipe, achando que é mais fácil trabalhar sozinho e ao acrescentar mais uma pessoa, pode acabar até incomodando seu processo criativo. Se você enxergar o trabalho em equipe desta forma, certamente será bem mais difícil adquirir novos conhecimentos, pois a troca de experiências interpessoais é uma ótima forma de renovar seu repertório.
Para trabalhar bem em conjunto é preciso ter uma mente aberta para ouvir vários tipos de opiniões e uma boa fundamentação teórica para defender suas ideias e apreciações. Por mais que seu companheiro não tenha tanto conhecimento na sua área, neste caso, as experiências de vida podem sugerir que olhe seus conceitos por outro lado, e isto é importantíssimo para o crescimento profissional.
Se um dia surgir uma oportunidade de trabalhar em equipe, não fuja, deixe o orgulho em casa e aproveite todas as possibilidades de aprendizado. O relacionamento com diferentes opiniões amplia nossos horizontes e nos retira da completa escuridão.
Para rachar a gasolina, emprestar a prancha,
recomendar um disco, dar carona para festa,
passar cola, caminhar no shopping,
segurar a barra?
Todas as alternativas estão corretas, porém
isso não basta para guardar um amigo
do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu
em seu último livro, "A Identidade", que
a amizade é indispensável para o bom
funcionamento da memória e para a
integridade do próprio eu.
Chama os amigos de testemunhas do passado
e diz que eles são nosso espelho,
que através deles podemos nos olhar.
Vai além: diz que toda amizade é uma aliança
contra a adversidade, aliança sem a qual
o ser humano ficaria desarmado
contra seus inimigos. Verdade verdadeira.
Amigos recentes custam a perceber essa aliança,
não valorizam ainda o que está sendo contraído.
São amizades não testadas pelo tempo, não se
sabe se enfrentarão com solidez as tempestades
ou se serão varridas em uma chuva de verão.
Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina:
racha lembranças, crises de choro, experiências.
Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha.
Empresta o verbo, empresta o ombro,
empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um disco.
Recomenda cautela, recomenda um emprego,
recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas para festa.
Te leva para o mundo dele, e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola.
Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping.
Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo,
sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas.
Segura a mão, a ausência, segura um confissão,
segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem.
Se tiver um, amém!
Amante do amor
Que ama sem pensar e desesperadamente
Que é feliz
Realizada
Só que em sonhos
Porque na verdade sofro
Morro um pouco a cada dia com esse amor
Que faz sangrar o peito
Doer a alma
Eu grito
Mas meu amor não me escuta
Me ignora
Faz de mim apenas mais uma mulher neste mundo vasto delas
Mas eu continuo amando amar
Só que este amor não é sadio
Pois o verdadeiro sentido do amor é felicidade, não o sofrimento
Quero um dia poder ouvir dele um Eu te Amo e fazê-lo também
É terrível ter tanto amor assim sem poder entregá-lo a quem desejo
E pode até ser um amor passageiro
Mas que se mostra eterno
Que vai corroendo minha alma e deixando-a pequena
Mas vou continuar amando
Pois mesmo sofrendo
Admiro a arte de amar.
Mas então o que é a verdade, se não tudo aquilo em que acreditamos com todas as nossas forças, até o fatídico momento em que não cremos mais?
As verdades mudam, e as tuas o fazem numa velocidade que acredito que ninguém seja capaz de acompanhar.
Justamente, por medo disso, tratei de despir meus sentimentos de poesia. No entanto, as nossas situações, mesmo nuas de significado, mesmo ceticamente analisadas com a frieza de um cirurgião, teimavam em rabiscar sorrisos na minha cara. Sorrisos que não saíam em água corrente.
Mesmo assim, tenho vivido ao pé da letra o dia-após-o-outro, jamais adornando os dias com os meus costumeiros exageros que conheço bem. É difícil manter os pés no chão enquanto a mente voa.
Era uma vez, um homem que só via e realçava o mal em tudo o que fazia. Um dia ele morreu e "partiu dessa para uma melhor".
Só que do lado de lá havia um companheiro que não largava do seu pé, e o acompanhava o tempo todo.
Era um verdadeiro "mala": egoísta, pessimista, mal-humorado, ?critiqueiro?, mal-agradecido, e que só sentia-se bem quando estava mal.
O homem, não o suportando mais, foi a um anjo e implorou: "Por favor, livra-me da companhia daquele sujeito, eu já não aguento mais..."
O anjo, entre admirado e compadecido, respondeu:
"Mas não há nenhum companheiro. Aqui só existe um sistema de espelhismo, que faz com que cada um veja e conviva com o que formou de si mesmo. Depende somente de você libertar-se dele."