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Agradeço pelo seu apoio, carinho e amor incondicionais, e por todos os sacrifícios que fez por mim. Amo você, minha mãe!

Você foi o primeiro e único homem da minha vida, o amor tranquilo que sempre sonhei! Em você vejo equilíbrio, sensatez, educação, ternura. Qualidades tão difíceis de se encontrar nos dias de hoje! E só posso me sentir muito feliz!
Nem imagino se tenho todo esse valor que você me atribui, mas sei lhe dizer que foi o único amor que conseguiu mostrar todo o meu potencial como ser humano e como mulher!
Só posso me orgulhar muito de você! Ao seu lado me sinto rainha, senhora de mim mesma, valorizada, correspondida! Você é um homem extremamente especial e o único que me faz agir sempre de modo que possa vê-lo cada vez mais feliz!
Como é lindo, saber que em seu vocabulário, ainda existem expressões como: "respeito a sua individualidade", "obrigada minha querida", "eu te admiro cada vez mais"! Já nem lembrava mais dessas palavras, porque, muitos as consideram inúteis ou antiquadas!
O tom calmo e alegre da sua voz me equilibra, como uma música romântica: me envolve e fascina, mesmo quando temos algumas opiniões diferentes!
E é com inteligência e carinho que temos conseguido mostrar, um ao outro, de que lado está a razão! E que mulher nesse mundo não se sentiria realizada, ao lado de um amor assim, responsável, íntegro e apenas voltado para valores pessoais e não para valores materiais que porventura possam aparecer!
Esse é o amor verdadeiro e duradouro!

O que vai na marmita...
O que vai na marmita do trabalhador? Na marmita, vai arroz e vai feijão. Com certa sorte, farofa ou macarrão, e talvez couve, talvez ovo, talvez uma mistura diferente uma surpresa, um presente.
Na marmita vai um certo amargor: o travor da submissão, os ossos da servidão, a enorme fome da liberdade utópica, do inexequível lazer, do que há por fazer, das horas na condução, da inatingível satisfação.
O que mais vai na marmita do trabalhador? Na marmita, além do arroz e do feijão, vai também um certo dulçor: Um gosto de paz e de amor. o tempero da casa, a sensação do descanso, a lembrança do sossego das horas passando mais devagar. a saudade dos filhos, reminiscências de alegria, recordações de inocência.
A marmita leva ainda a ternura caprichosa da mulher, o afeto carinhoso no preparo da boia. E durante a refeição, Na meiga imagem da companheira a marmita é cúmplice faceira, e leva o prazer em sobejo: em cada ingrediente um desejo, em cada garfada um beijo!

Eu preparo uma canção em que minha mãe se reconheça, todas as mães se reconheçam, e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua que passa em muitos países. Se não me veem, eu vejo e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo como quem ama ou sorri. No jeito mais natural dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas formam um só diamante. Aprendi novas palavras e tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças.

Eu vejo você em cada rosto, e em toda voz eu ouço a sua, aí a saudade aperta, como todos os dias que não falo com você. Mas eu sorrio só com o pensamento de que nos vamos ver e o seu olhar vai encontrar o meu.

Espero porque só com você posso aprender a sonhar, posso aprender a me esquecer do que não mais quiser lembrar, aprender a amar do jeito que nunca amei ninguém, ser feliz do jeito que eu nunca fui; espero você porque sei que tudo vai mudar.

A única coisa que me deixa triste é saber que esse amanhã demora para chegar, mas mesmo assim eu espero, porque você é meu maior amor, o amor que eu sempre sonhei!