Hoje se faz urgente um anúncio muito importante, algo que desejamos que seja do conhecimento de toda nossa família. Algo que aos poucos se vai definindo e tomando forma é já motivo de grande felicidade. Mas ainda vai demorar algum tempo até que todos possamos ver, escutar e apertar nos braços a razão desta alegria. Mas ainda que vá demorar alguns meses, o amor já se antecipou e já se enraizou em nossos corações.
Sim! Estamos esperando um filho!
Minha querida mãe, sei que sua doença tem sido um verdadeiro impedimento de seu bem estar. Você não merecia essa amargura pela pessoa fantástica que é, porque sempre se preocupou com a felicidade de todos os que te rodeiam. Mas esse tipo de desgraça acontece a qualquer um e nós só temos de estar preparados. Eu sei que você é uma mulher de grande força e nunca abaixará os braços, por mais contrariedades que tenha ao longo de sua vida.
Você vai vencer esse árduo desafio. Tenha fé que amanhã virão melhores dias, notícias diferentes, mais razões para ter esperança. E nunca se esqueça que eu estarei de seu lado, para te ouvir, ser seu amparo, seu braço direito. Não vou deixar que você desista, nem que sequer se sinta triste. Ainda há muito para sentir, bons momentos para viver e eu só quero que você seja eternamente feliz.
Quando a semana chega ao fim, eu só penso em estar do seu lado e aproveitar meu tempo livre para me dedicar ao amor. A semana é sempre complicada, com tantos problemas para resolver, mas sempre que há um tempo de sobra, fico pensando em nossos planos para o final de semana.
Que este seja passado bem junto de você, é este o desejo desta sua namorada que te ama muito!
Muitas vezes se ouve dizer que as mulheres falam demais. Mas não tem problema, porque o ouvido (seletivo) masculino escuta somente o que eu interessa. Preste atenção.
Quando a mulher diz: - Esse lugar está um bagunça, amor! Você e eu precisamos limpar isto. Suas coisas estão jogadas no chão e você vai ficar sem roupas pra usar se não lavá-las agora mesmo.
O que o homem escuta: Blah, blah, blah blah, Amor, blah, blah, blah, blah, você e eu, Blah, blah, blah, blah, no chão, blah blah, blah, blah, sem roupas, blah, blah, blah, blah, agora mesmo.
Percebe a diferença?
Pouco belo, de situação econômica e social mediana, mas muito presunçoso, julgava-se "pintado de ouro". Achava que todos deviam concordar consigo, embora pudesse discordar dos outros. E discordar era o que mais gostava, além da ironia e humilhação com os que lhe vinham. Tudo para demonstrar a superioridade que supunha ter.
Vestia-se imponentemente, exigia demais de si e dos demais, mas nunca conseguiu satisfazer-se ou ser feliz.
Discutia com a esposa, reprimia os filhos e maltratava os empregados. E isso mesmo fazia com os amigos e estranhos que encontrava. Acreditava que tudo sabia, e que a cultura era só o que precisava conquistar.
Preconceituoso, descriminava a tudo e todos que não lhe fossem semelhantes: de outras religiões, convicções políticas, raças ou posições sociais. Se um inculto, por exemplo, lhe dirigia a palavra simplesmente não respondia. Afinal, a educação para essas pessoas era dispensável.
A saúde era que não ia bem, com o estresse que impunha à sua vida, cigarros e preocupações vazias. Até um dia, quando voltava para casa à noite, sentir-se mal numa estrada deserta. Sua vista embaçada e a fraqueza repentina nas pernas acabaram o derrubando no chão.
Foi socorrido e levado a um bom hospital por um negro, analfabeto, ex-presidiário e pobre, que ainda lhe dedicou muitas orações, no culto africano que frequentava.