Não importa para onde vou, não interessa de onde vim! Não importa o que fiz, não interessam as atitudes que tomei. Tudo isso não é relevante para quem tem, como eu, os melhores amigos de infância.
Vocês são meu conforto! É com todos vocês que compartilho meus sentimentos, minhas dúvidas, meus sonhos. Não faço isso com mais alguém. Faço com vocês! Só dói a nostalgia, aquelas lembranças de quando éramos crianças e brincávamos da luz do dia à luz da noite.
É bom ter amigos assim como vocês! Agradeço por tudo!
Eu passo quieta por você, você passa quieto por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz.
E você já abalou tanto a minha vida. Que pena, agora você morreu.
Não morre, por favor. Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê.
Mas você nunca mais me olhou quase chorando, você nunca mais se emocionou, nem a mim.
Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena.
Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz.
De tanto treinar acostumei.
Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó.
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos.
O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser mulher, transar para sempre. Para dar tempo de seu ser criança, chorar para sempre.
Para dar tempo de eu ser para sempre.
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você.
Antes que eu morresse de amor. Matei você.
Eu sei que sou covarde. Surpreso? Eu não.
Tati Bernardi
Estou morta de saudades! Mas isso não é novidade nenhuma, sabes que sinto muito a tua falta e que não vejo a hora de voltares, não vejo a hora de ter-te novamente nos meus braços, para que te possa encher de carinhos e beijinhos!
Não estou a ficar louca, mas tenho sentido tanto a tua falta que saio por aí à tua procura, mesmo sabendo que não vou encontrar-te. Passeio pela praça e pelo jardim a imaginar que de repente, tu surgirás atrás de uma árvore, com os braços abertos, a correr na minha direção!
Não estou maluca, vou sempre aos mesmos bares, aos mesmos cafés que sempre frequentamos, pensando que poderás entrar de um momento para o outro, pedindo desculpas pelo atraso!
Não, não estou a delirar, no meu íntimo sei que ainda irá demorar um pouco para estares de novo comigo, mas sabes que te espero com toda a força do meu espírito, com toda a energia da minha alma e com toda a volúpia que o meu corpo pode carregar.
Quando voltares, serei a criatura mais feliz do mundo, estarei completa, tanto como mulher quanto como ser humano, terei a certeza de que o complemento ideal para a minha vida está novamente ao meu alcance. Por outro lado, espero que nesse momento, nada mais te seja necessário para seres feliz!
Eu consigo enfrentar todo tipo problemas, todo gênero de fraquezas e defeitos meus e das outras pessoas. Consigo ultrapassar tudo, menos uma coisa: a inveja.
E eu sei que você não está sendo transparente comigo e isso é injusto! Somos colegas de trabalho, deveríamos respeitar o que somos e quem somos, mas a sua inveja estraga tudo.
Eu não nasci ontem, sabe? Eu reconheço o pior de cada pessoa rapidamente. Mas não se preocupe: vou continuar com a minha postura profissional. E nada mais posso prometer.
Numa região montanhosa, havia uma caravana de pessoas, cada qual carregando sua cruz.
Todas as cruzes eram do mesmo tamanho, porém, umas eram mais leves e outras mais pesadas.
Havia na fileira, um retardatário que preguiçoso e comodista carregava sua cruz com má vontade e rebeldia. Ele notou que os que estavam a sua frente se perdiam de vista.
Resolveu então parar e cortar um pedaço de sua cruz. Pensou: Assim andarei mais rápido e passarei na frente de todos.
Caminhou apenas alguns quilômetros com sua cruz, agora mais leve e deparou com um precipício. Ficou imaginando como os demais tinham atravessado.
Percebeu então que cada um tinha usado a sua própria cruz como ponte.
Infelizmente a sua cruz estava cortada e não alcançava o outro lado do precipício. Assim, ele teve de retornar e apanhar uma nova cruz.