Olhe para dentro de você. Olhe para dentro do seu coração. Agora, o que você sente pode ser uma dor imensa e muita dificuldade de seguir em frente. Você pode se sentir paralisado neste momento, mas respire fundo e encontre a força que há dentro de você. Logo você verá o seu caminho clarear, e novas portas em seu caminho e, ainda que elas estejam fechadas, você encontrará forças e coragem para abri-las!
Você é muito mais forte do que imagina, e apenas em momentos difíceis como este é que vai descobrir a coragem que tem. O sofrimento pode tanto derrubar, quanto fortalecer. Mas para as pessoas como você, ele serve como um impulsionador. Sinta-se desafiado a continuar, mostre para si mesmo e para o mundo que nada pode lhe fazer desistir dos seus sonhos, da sua vida. Continue seguindo em frente, seja forte, mantenha a leveza, e não se vitimize diante das adversidades da vida. O pior sentimento que alguém pode ter por si mesmo é pena.
Valorize tudo que acontecer na sua vida e descubra o poder de transformar a dor em força. Nunca desista. Quando você menos esperar, toda a coragem que você tem aí guardada vai aflorar e você vai se reerguer novamente.
Um ladrão veio à noite para assaltar uma casa. Ele trouxe consigo vários pedaços de carne, para que pudesse acalmar um feroz Cão de Guarda que vigiava o local. A carne serviria para distraí-lo, de modo que não chamasse a atenção do seu dono com latidos.
Assim que o ladrão jogou os pedaços de carne aos pés do cão, disse-lhe então o animal:
Se você estava querendo calar minha boca, cometeu um grande erro. Tão inesperada gentileza vinda de suas mãos, apenas serviram para me deixar ainda mais atento. Sei que por trás dessa cortesia sem motivo, você deve ter algum interesse oculto, de modo a beneficiar a si mesmo e prejudicar o meu dono.
Moral da História:
Gentilezas inesperadas é a principal característica de alguém com más, ou segundas intenções.
Enquanto há vida, há esperança... esperança de dias melhores, de decisões certeiras, de reconciliação, consolidação, de novas amizades, de um encontro, de um tempo!
Ela jamais se esvai, pelo contrário, em meio aos ventos turbulentos, está sempre presente... em forma de forças, que nos sustenta, que não nos deixa desistir... ela não é a última ou jamais morre!
Não importa as circunstâncias, o momento tal qual num abraço, tal qual numa lágrima... ela sempre surge, como num ressoar, num desabrochar, nos liberta de ressentimentos e de maneira intensa desenrola o acreditar e dá asas aos sonhos desejados. Acredite nos seus sonhos... não desista, mesmo que o momento não seja propício, mas alimente-se desta possibilidade que tudo passa, tudo vai mudar! Considere a beleza da natureza, valorize o cantar dos rouxinóis, contemple com a clara luz vinda do sol e que se dissipa em variadas cores ao tocar o seu destino... olhe para as estrelas que iluminam as noites, os pequenos pontos brilhantes que tornam belo o véu negro que se estende. Reflita sobre a imensidão dos oceanos e mares, que beijam a orla a cada instante e com respeito dizem que não há impossíveis!
Não atente para quantidade tempo, não se prenda a esta condição. Deixe que tudo aconteça naturalmente, no seu devido tempo, quanto maior for a sua espera, a sua perseverança, maior será a realização dos seus sonhos... um dia chega!
E, quando você menos espera, a orquestra de lindas melodias chega para alegrar o seu coração, trazendo vida às forças dispersadas durante a trajetória árdua. Este tempo virá... creia! Creia em Deus... porque Ele é a esperança... Ele é o impossível... Ele direciona os seus passos... Ele arrebata os seus sentidos e te faz contemplar tudo o que é belo e que está ao seu lado... Ele te ajuda a valorizar os pequenos detalhes, as pequenas atitudes! Ele te dá uma nova visão de novas expectativas, de situações confortantes e duradouras, de situações de júbilo e paz!Acredite!
A Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa. Todos os convidados foram. Após o café, a Loucura propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
- Esconde-esconde? O que é isso? - perguntou a Curiosidade.
- Esconde-esconde é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês se escondem. Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
- 1, 2, 3,... - a Loucura começou a contar.
A Pressa escondeu-se primeiro, em um lugar qualquer. A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu perto dele de baixo de uma pedra. A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo. O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no noventa e nove.
- Cem! - gritou a Loucura. - Vou começar a procurar.
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não aguentava mais, querendo saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez... Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procurá-lo. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer. Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito. Era o Amor, gritando por ter furado o olho com um espinho!
A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre. O Amor aceitou as desculpas... Hoje, o Amor é cego e a Loucura o acompanha sempre.
Perdoe-me porque, um dia, não toquei
Em seus loiros cabelos cheios de maciez.
Perdoe-me pelos versos que não lhe dei
Por falta de coragem, excesso de timidez.
Perdoe-me pelas horas que eu não vivi
Estendido, como raios-de-sol, em seu colo.
Perdoe-me pelas veredas que eu segui,
Chutando a paz, como pedras no solo.
Perdoe-me, se soou minha voz pra outro canto,
Não levando a você as minhas frases.
Perdoe-me, se eu fiz da dor seu manto
E não olhei suas lágrimas nessa fase.
Perdoe-me, amor, pelas ausências bruscas,
Quando você estava sozinha a me esperar.
Perdoe-me pelas minhas inveteradas buscas
Que eu dei por mim, sem nunca me encontrar.
Perdoe-me, estou sonolento, estou confuso
E tento desvendar meu real sentido.
Perdoe-me minhas retrações, meus abusos.
Em troca, receba a oração de um arrependido.
Carlos Alemida